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E se a pessoa-cacto não quiser mudar?

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Esperanca-cactuNo artigo anterior tentei mostrar que algumas pessoas são como cactos, cheias de “espinhos”,   agressivas no lidar com os outros. Escrevi que para ajudá-las, precisamos amá-las, perdoá-las, exercer compaixão para com elas. Mas, há um outro lado. E se elas não quiserem mudar e permanecerem duras, agressivas, autoritárias? Que fazer?

Jesus disse que aquele a quem pouco é perdoado, pouco ama. (Lucas 7:47) Podemos entender que esta pessoa perdoada necessita se tornar amável, permitindo que nos aproximemos dela sem medo de que ela soltará seus espinhos, por aprender a não mais ser um cacto que fere.
Nos grupos de Alcoólicos Anônimos há dois tipos de membros que adquiriram a sobriedade. Ambos pararam de beber qualquer bebida que contenha álcool, só por hoje. Mas um grupo parou de beber e parou nisto, sendo ainda com pessoas duras, às vezes agressivas e autoritárias. Outro grupo são dos que procuram ir além da sobriedade química, procurando o que chamam de “despertar espiritual” – a busca de vitória sobre defeitos de caráter, lutando consigo mesmos pedindo ajuda ao Poder Superior – Deus, para vencer o seu lado cacto espinhoso. E Deus sempre dá esta vitória para quem a quer.
Um primeiro passo para lidar com quem você vive ou trabalha e que não avança na direção da vitória sobre o lado espinhoso, pode ser aprender a lidar com ela de uma maneira mais diplomática, se protegendo, dando dois passos para trás no contato com elas, evitando discussões desnecessárias do que depender de você, e evitando atribuir o jeito delas de lançar espinhos como algo contra você. Em geral ela faz isto porque não está bem é com ela mesma.
Neste afastamento preventivo de desgaste emocional você permite à pessoa-cacto ser o que ela pode ser. Isto favorece mudança. Quando temos a liberdade de ser o que somos, podemos começar a ver que parte do que somos precisa de ajustes. Mas vamos considerar que a pessoa-cacto não aproveita a liberdade que damos (oposto de querer controlá-la e mudá-la) , não quer olhar para si, rejeita ajuda, nega ter problemas, e “levanta o nariz”. E agora?
Damos um segundo passo, ligado ao pensamento: “Tudo o que eu tenho de fazer é tirar as minhas mãos e abrir meu coração.” Abra seu coração e diga como se sente ferido(a) com as atitudes “cacto” da pessoa. Não é atacá-la, mas mostrar como atitudes dela machucam você. Mostre sua ferida e explique que dói e como dói. E se mesmo assim ela der desculpas, racionalizar, e se defender da percepção dos defeitos de caráter, jogando mais espinhos em você. Ufa! Cansa, né? Mas vamos lá. Que fazer?

Grupos de ajuda, como o Al-Anon (para amigos e familiares de alcoólicos), tem um lema que chama-se “desligamento afetivo com amor”. Este é o terceiro passo na busca de lidar com pessoas que tem comportamento que está machucando você, nega ter problemas, não procura mudar seu jeito ruim de ser, e não se torna amável.
Este desligamento não é deixar de ama. Significa que não posso fazer pelo outro aquilo que ele precisa fazer. Direciono minhas energias para coisas de minha vida, meu trabalho, minhas metas, e deixo a pessoa ser o que ela quer e pode ser. Admito que não posso controlá-la. Entendo que a solução do problema “cacto” dela não está nas minhas mãos resolver. Evito tentar mudá-la ou culpá-la, e me concentro em fazer o melhor para mim. Não tento concertá-la, mas dar apoio. Me importo por ela, mas não cuido dela como se fosse um bebê. Não fico no meio controlando os resultados, mas deixo que ela influa no seu destino. Evito ser superprotetor permitindo-a encarar a realidade. Você aprende a cuidar de si mesmo ainda que a pessoa que você ama escolhe não procurar ajuda para o problema pessoal dela. Você permite que ela aprenda com os erros dela.
Exemplo de “desligamento emocional” com amor, pode ser o de uma esposa de alcoólico que sempre que encontrava o marido bêbado, caído na porta do quarto do casal, urinado, fedendo, ela o arrastava até o banheiro, o lavava, e o colocava na cama limpinha. No dia seguinte ele não se lembrava nada do que havia feito e de como ela havia cuidado dele, voltando a repetir a mesma cena inúmeras vezes. Quando ela aprendeu o significado do desligamento, mudou sua atitude. Deixava o marido caído no chão do quarto, se estava no inverno frio o cobria com uma boa coberta, e deitava-se, dormindo bem. No dia seguinte, ao ele acordar no chão, urinado, cheirando mal, e agora consciente, podia refletir sobre sua própria conduta e, assim, começar a desejar e a escolher uma melhor conduta.
Finalmente, vamos pensar que mesmo assim a pessoa-cacto continue afinetando você, ainda que  você esteja praticando o desligamento com amor. Que fazer? Um quarto passo é explicar que você precisará sair do ambiente se ela continuar a espetar. Alguém disse: “Ter vizinhos é bom, mas coloque sua cerca.” Às vezes esta cerca tem que ser colocada dentro de casa, não para afastar as pessoas, mas para proteger de abusos de pessoas-cacto que não desejam melhorar.

Escrito por Dr. Cesar Vasconcellos de Souza
www.portalnatural.com.br

17 respostas para “E se a pessoa-cacto não quiser mudar?”

  1. marcia disse:

    sao palavras muito sabias, com certeza, mas por isso em pratica é muito complexo… tenho meu pai ex-alcolatra e nao se voltou p/ o espiritual, lendo isso tive a certeza de uma conclusao anterior, preciso amá-lo por mim e por ele, as vezes sou fraca e sinto muita dor das espetadas dos espinhos, isso me faz calar e afastar, sem que ele perceba que me feriu. preciso amara mais e pedir sabedoria dos ceus.
    parabens pela matéria !!!!

    marcia

  2. marcia disse:

    sao palavras muito sabias, com certeza, mas por isso em pratica é muito complexo… tenho meu pai ex-alcolatra e nao se voltou p/ o espiritual, lendo isso tive a certeza de uma conclusao anterior, preciso amá-lo por mim e por ele, as vezes sou fraca e sinto muita dor das espetadas dos espinhos, isso me faz calar e afastar, sem que ele perceba que me feriu. preciso amar mais e pedir sabedoria dos ceus.
    parabens pela matéria !!!!

    marcia

  3. joice disse:

    ótimo, era tudo que eu precisava ouvir para lidar com meu cacto.

  4. amei esse artigo,ele lançou uma nova luz sobre o meu problema familiar e me mostrou como agir.realmente as vezes devemos deixar que as pessoas sigam seu curso,e o tempo que perdemos tentando mudar o outro poderiamos dedicar a nossa propria mudança e bem estar.

  5. Gislane Andrade - Goiânia-Go disse:

    Que palavras sábias! Quem é que não tem algum “cacto” ao seu redor? E, pensando bem, será que também sou “cacto” para alguém?…

  6. Edilza maria da silva disse:

    quero parabenizar pelo artigo extremamente importante.Conheço um “cacto” tenho feito de tudo para ajudá-lo porém,está muito difícil. Tenho lutado muito por ele e pra ele.mas não obtive nenhum resultado positivo. Não moramos na mesma casa também nao nos vemos com frequência.mas ainda assim espero que o meu “cacto” aceite ser transformado.para isso tenho orado. só me resta orar!!
    Este artigo foi impactante para mim. Espero continuar lutando não queria desistir.

  7. Rodolfo Mendes disse:

    quero parabenizar pelo artigo extremamente importante.Conheço um “cacto” tenho feito de tudo para ajudá-lo porém,está muito difícil. Tenho lutado muito por ele e pra ele.mas não obtive nenhum resultado positivo. Não moramos na mesma casa também nao nos vemos com frequência.mas ainda assim espero que o meu “cacto” aceite ser transformado.para isso tenho orado. só me resta orar!!
    Este artigo foi impactante para mim. Espero continuar lutando não queria desistir.

  8. Roseane disse:

    Definitivamente eu preciso mudar….

  9. juraislon disse:

    este assumtos é muinto importante nos dar uma noção de como viver como um cristão no meio da sociedade e agir tudo é feito com o espirito santo de Deus e nos mostra como viver em meio a sociedade Pr.Mark finley um otimo pregador inclusive me batizei na gestão do Pr. um otimo abraço pastor que Deus continue lhe abençoando,a novo tempo,a Igreja Adventista do sétimo dia,os missionarios e todas as autoridades do mundo que eles possam conhecer a tua mensagem de salvação 

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