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	<title>Esperança &#187; amor</title>
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	<description>Onde podemos encontrar #esperança quando estamos confusos, buscando sentido na vida?</description>
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		<title>Como Discordar sem Brigar?</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Jan 2011 12:30:30 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1727" href="http://www.esperanca.com.br/2011/01/como-discordar-sem-brigar/discordar/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1727" title="discordar" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2011/01/discordar-310x207.jpg" alt="" width="310" height="207" /></a>Vivemos em um mundo de comunicações: internet, fax, telefones/celulares cada vez mais sofisticados e televisão, dentre outros aparelhos, perfazem a poderosa mídia, mas paradoxalmente, entre as pessoas, a regra é o mal-entendido, e a exceção é a comunicação. No interior das famílias, falta-nos reaprender algo que talvez um dia, na infância, soubéssemos fazer: comunicar o que sentimos.<br /> Um marido de meia idade deixou o trabalho mais cedo e foi para casa preparar um jantar especial para a esposa. Dispensou a empregada mais cedo, cuidou das crianças e foi para a cozinha preparar o jantar. Ele queria surpreender a mulher. Quando a mulher chegou a casa, viu a sala arrumada, a mesa pronta, o ambiente suavemente iluminado à luz de velas, sobre a mesa um belo e delicioso  jantar. Ela foi até a cozinha e saiu de lá com um pano de prato nas mãos, sujo de gordura. Ruidosamente chamava a atenção do marido para o pano de prato sujo e fora do lugar: como ele pôde fazer aquilo!&#8230; A questão deixou de ser o jantar, para se tornar um problema em torno de um pano de prato, sujo de gordura. Como essa esposa não pôde ver o jantar!&#8230;<br /> Em outra situação, uma filha adolescente confidenciou à mãe que estava gostando de um garoto da escola. A mãe, um pouco descuidada com a observação respondeu: “você está muito gorda, ele não vai querer você assim”. Depois disso, a filha se retraiu, evitou contar os seus “segredos” para a mãe e passou a contar, apenas para as amigas. A filha adolescente que buscava a cumplicidade da mãe transferiu tal cumplicidade, para as amigas.<br /> As duas histórias podem paralisar as relações das pessoas envolvidas e, inclusive, destruir as relações. Considerando as proporções de cada caso, assim como o longo conflito entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte, onde cada lado acredita estar certo, o mesmo também se passa com as pessoas. Todos acreditam que estão certos. Vamos analisar os fatos a partir de uma teoria. Todo fato tem um contexto seguido de seu relato que é dado por um observador. O contexto do fato e o contexto do relato podem ganhar significados diferentes, dependendo dos interlocutores e da situação em que ocorreu.<br /> Quando nos comunicamos, não estamos apenas transmitindo informações, mas, ao mesmo tempo, sugerindo para um outro qualquer, uma forma de nos perceberem. Estamos, sobretudo, falando de nós mesmos, ainda que estejamos falando de uma situação. O que contamos é, ao mesmo tempo, a manifestação de nossa identidade que busca afirmação na concordância do interlocutor. Procuramos no outro a confirmação de nossa imagem, a imagem que desejamos transmitir: queremos que pensem sobre nós ou que nos vejam do jeito que pensamos e nos vemos. É evidente então que mudando o interlocutor, pode mudar o relato. A questão é que não somos apenas pessoas (Carlos, Maria, Joana, etc.), nós somos também, as nossas relações, nossos sonhos, nossa história, com as alegrias, as tristezas, as verdades que dizemos que podem ser mentiras e essas mentiras, podem ser verdades, desde que se mude a perspectiva. Tudo está relacionado com as relações que temos com os outros. Muitas vezes podemos dizer que estamos bem ou que estamos muito mal, depende do lugar e de quem será o nosso interlocutor. Para sermos o que somos ou pensamos que somos, dependemos significativamente dos outros. Quando narramos um relato estamos falando de nós mesmos. Quando falamos estamos demarcando o nosso território psicológico, estamos em busca de auto-afirmação e do reconhecimento de nossa identidade. Essa auto-afirmação assegura o desenvolvimento e a estabilidade mentais. Mas é claro que assim como os outros podem confirmar nossas qualidades, podem também nos rejeitar e nos desconfirmar. Assim como buscamos nos outros a confirmação de nossas qualidades, de nossa auto-imagem, corremos também riscos de nossa total desconfirmação, e de cairmos na baixa auto-estima. Por isso, falar é fácil, mas se comunicar é uma “ciência” complexa.<br /> Seguindo determinações biológicas, os animais se comunicam com precisão absoluta, pelo menos quando seus órgãos sensoriais se encontram em perfeito funcionamento. O biólogo Humberto Maturana (2001), pesquisando as condições em que se processa a cognição, observa o comportamento das salamandras. Diz o cientista que, “quando pomos um bichinho na frente da salamandra, ela lança sua língua e o captura”, ou seja, entre a minúscula estrutura cerebral da salamandra e o bichinho na exterioridade, há uma correlação objetiva entre interior e exterior que garante uma regularidade nesse ato comunicativo. O mesmo acontece com a dança das abelhas, que comunica ao seu núcleo, as fontes de néctar. O caminhar errático das formigas, que distribuem feromônios pelo caminho, são formas de comunicar uma espécie de endereço que leva aos alimentos. Esses pequenos animais estão se comunicando a partir de seu cérebro em relação ao meio exterior. Fazem isso com precisão, mas no “escuro”. Maturana em, Cognição, Ciência e Vida Cotidiana, lembra de uma pescaria de trutas: “um anzol com peninhas&#8230; aí vocês jogam o anzol de tal maneira que ele passe apenas roçando a superfície da água. E a truta que está ali salta e, depois de agarrar o anzol, diz: ‘Ah! Claro&#8230; me pegaram’. A truta não pode distinguir entre ilusão e percepção” (MATURANA, 2001, p. 26). Se a truta distinguisse um inseto de um anzol com peninhas que imitam o inseto não haveria pesca de trutas dessa maneira. Qual a diferença entre o comportamento animal e o comportamento do homem? Maturana defende que, tanto os animais citados acima, quanto os homens, não sabem distinguir entre ilusão e percepção na experiência. O marido não pôde perceber a mensagem do pano de prato; a esposa não percebe a mensagem do jantar. A mãe, não percebe a mensagem da filha que, ao sentir-se desejada, quer também a validação afetiva da mãe; a filha não pôde entender o desespero da mãe. É como se todos ao invés de falar a verdade sobre o que sentem, estivessem mentindo. É uma questão de impossibilidade humana, trata-se de uma limitação entre o real das coisas e as palavras. No caso dos animais, eles dependem de um tempo, onde ocorre uma mutação adaptativa para aprenderem um novo comportamento. No caso dos humanos, dependemos da produção de uma linguagem sempre nova. Por isso, a idéia de que há sempre outras possibilidades de nos entendermos ou de recomeçar do ponto onde paramos. O que muitas vezes esquecemos é que nós falamos, e é o que faz toda a diferença. Por que falamos, podemos transformar a realidade e reinventar modos de vida. Diz o biólogo: “não podermos distinguir entre ilusão e percepção na experiência é uma condição constitutiva dos seres vivos. E tanto é assim que, inclusive, temos palavras que implicam essa incapacidade de distinção, e estas são erro e mentira. Quando se diz a outra pessoa: ‘você mente’, o que se diz é: ‘no momento em que dizia, você sabia que o que dizia não era válido’. Mas quando alguém diz: ‘eu me equivoquei’, o que diz é: no momento em que disse o que disse, eu tinha todos os motivos para pensar que o que dizia era válido’, quer dizer, não sabia que o que dizia não era válido, mas o sei a posteriori” (Idem). Ou  seja, só podemos distinguir um equívoco depois da experiência, sendo que tal experiência depende de uma explicação, de uma linguagem. Nós “mentimos” durante a experiência, ou seja, já sabemos a priorísticamente da mentira, ao passo que o equívoco não pode ser percebido a não ser a posteriori. Nos dois casos, na mentira e no equívoco, temos a elaboração da linguagem. Existimos na linguagem. Não há modo de nos referirmos ao mundo a não ser explicando-o por meio da linguagem. Daí, nós nos separamos da pura natureza instintiva dos animais. Um animal quando se mimetiza, está mentindo para dizer a verdade ou está dizendo a verdade mentindo. Podemos estender a mão com uma precisão matemática para pegar um copo d’água, assim como a salamandra captura com a língua o seu alimento, mas não temos a tradição de nos perguntarmos por que fazemos isso. “Se não me faço a pergunta, vivo na deliciosa ignorância” em relação a maior parte das coisas que me acontecem. E a dificuldade não está em pegar a água, mas de explicar as coisas e os acontecimentos do entorno. Faltam, nos dois exemplos citados, marido-mulher e mãe-filha, saírem do escuro para praticarem o jogo lúdico da oficina das palavras. Fazer perguntas sinceras sobre o sentimento de um e de outro. Viver instintivamente é difícil, repetir gestos e comportamentos é muito simples, os animais o fazem. Aqui encontramos a nossa questão, no ponto em que nos distinguimos dos animais e deles nos distanciamos. É, também, o momento em que nos tornamos complexos e quando complicamos as nossas relações. Quando começamos a simbolizar o mundo, as emoções, os pensamentos e os sentimentos e deixamos, ao mesmo tempo, a possibilidade de retorno ao estado animal de contato com o mundo. As palavras não são signos transparentes e perfeitos. Elas não têm o contato e a plenitude da presença dos objetos a um tempo, elas são signos arbitrários, não têm o poder de representar a realidade a que se refere. Ao mesmo tempo em que residimos na linguagem, perdemos o paraíso que sem ela submergiríamos em plena ignorância. Uma outra condição que dificulta a nossa comunicação é o fato de olharmos e ouvirmos em perspectiva. Não podemos nos livrar da condição de observadores e tal condição faz com que olhemos o mundo em perspectiva. Olhamos, escutamos, sentimos e nos expressamos a partir de nossas perspectivas. Estamos condenados ao perspectivismo e não há outra maneira de ser. É do alto de nosso corpo, com as faculdades dos sentidos que aprisionamos o mundo, as pessoas, as coisas e os acontecimentos. Tudo é perspectiva. Quando discordamos, é de uma perspectiva para outra.<br /> No primeiro caso, faltou ao marido a capacidade de ver a perspectiva da esposa. O que ela queria “dizer” com a queixa do pano de prato? Falta à esposa “ler” a perspectiva do marido. O que ele quer “dizer” com o jantar? Cada um quer “dizer” alguma coisa que ainda não “pode” dizer de maneira mais precisa. Com a ajuda da psicoterapia, ela diz: “eu não quero que ele vá para casa mais cedo, nem que faça jantar, ou que cuide das crianças. Nós temos empregados para esse tipo de coisa. Estou cansada de dizer a ele que precisamos sair, viajar, dormir fora, fazer amor&#8230;”.<br /> O marido se justifica: “estou cansado, sem desejo, sem vontade de sair. Pensei que fazendo esse tipo de coisa, pudesse substituir uma coisa por outra”. Eles não conseguiam falar sobre essas dificuldades, é como se fosse uma derrota, uma humilhação. Cada um gostaria que o outro percebesse isso sem que fosse preciso dizer.<br /> No segundo caso, a mãe diz: “é que tenho medo que minha filha inicie uma vida sexual prematuramente, que engravide, se perca na vida espiritual&#8230;”.<br /> A filha relata que a questão não é sexual, trata-se de aceitação. Um menino da escola demonstrou simpatia, com isso a menina se sentiu amada. Neste caso, a filha quis partilhar com a mãe os seus segredos e suas experiências e obter também o afeto da mãe. Falta-nos a capacidade para compreender o que não está sendo dito. A adolescente, de certa maneira, quer dizer: “olha mãe, mesmo estando um pouco gordinha, tem um menino que está gostando de mim”. E a mãe preocupada, gostaria de ter dito: “estou com medo de você descobrir o sexo antes da hora”.<br /> O marido quer dizer: “estou sem desejo, não quero fazer sexo em lugar nenhum, estou cansado, estressado, por isso, tento agradá-la fazendo o que fiz”.<br /> E a mulher, com o pano de prato na mão, deveria ter dito: “não é nada disso, nenhum jantar vai resolver a nossa questão. Precisamos descobrir uma outra saída para as nossas dificuldades, precisamos aprender a falar sobre nossos problemas”. John Gray em Men are from Mars, Women are from Vênus (1992), diz que as mulheres querem falar a partir dos seus problemas; os homens querem falar da solução dos problemas, só que a matriz da solução dos problemas dos homens não é a mesma com que as mulheres falam de seus problemas. Os problemas emocionais têm uma outra lógica, trata-se de uma lógica subjetiva. A matriz de pensamento do homem está marcada pela subjetividade patriarcal. Os homens, na infância, ganharam como presentes, carros e bolas de futebol. Numa lógica que aponta para o exterior e acompanha a anatomia do órgão genital, o homem, desde muito cedo, é lançado em direção ao mundo exterior. A mulher, da mesma sociedade falocrata,  é educada sob uma matriz oposta. As meninas ganham bonecas, fogõezinhos e panelinhas, indicadores de uma outra subjetividade. Aprendemos a andar lado-a-lado, mas sem possibilidades de nos encontrarmos. Os encontros de intimidade afetiva só existem a partir de  construções na linguagem. Precisamos aprender, urgentemente, a falar de sentimentos e com sentimentos. Pais e filhos, maridos e mulheres, ainda nos resta resolvermos essa questão. Olhamos, mas nem sempre enxergamos, não  percebemos o que o outro quer nos mostrar. Ouvimos, mas não escutamos, nem compreendemos o que quiseram verdadeiramente nos dizer. Falamos muito, sobre muitas coisas, mas quão pouco dizemos, ou, mesmo comunicamos sobre nossos sentimentos: desejos, medos, vontades, sonhos, etc. Como diz Peter Drucker, “O mais importante em comunicação é ouvir o que não está sendo dito.” E falando psicanaliticamente, a verdade se esconde entre as brechas da fala. É na dificuldade de falar que se encontra o maior sentido do ouvir.</p>
<p><em><strong>Clécio Branco</strong><br /> Psicólogo<br /> Mestre em Filosofia<br /> Doutorando em Filosofia</em></p>
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		<title>Há alguém ideal para mim?</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Dec 2010 18:06:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Todo ser humano, após a queda espiritual, sofre. Sofre porque houve um afastamento da relação direta, permanente e exclusiva com o Criador. Ficou um “buraco” espiritual em nossa alma, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1716" href="http://www.esperanca.com.br/2010/12/ha-alguem-ideal-para-mim/casal_alegre/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1716" title="casal_alegre" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/12/casal_alegre-310x207.jpg" alt="" width="310" height="207" /></a>Todo ser humano, após a queda espiritual, sofre. Sofre porque houve um afastamento da relação direta, permanente e exclusiva com o Criador. Ficou um “buraco” espiritual em nossa alma, em nossa pessoa. Isso promoveu muitas outras desgraças e, em especial, a perturbação do relacionamento afetivo ideal na educação de filhos. Resultado: nunca mais houve infância normal, nunca mais houve crianças cem por cento normais. Todos, pretos, brancos, ricos, pobres, religiosos, não religiosos, temos carências afetivas. Uns mais, outros menos. Uns com consciência dela, outros com inconsciência.</p>
<p> </p>
<p>Trazemos essa carência para a vida adulta e tentamos resolvê-la, na maioria das vezes, inconscientemente, seja no trabalho, no casamento, no cuidado com os filhos (superproteção, dependência, etc.), no namoro, nas amizades, etc.</p>
<p> </p>
<p>Alguns, não suportando a dor dessa carência, se drogam. É importante dizer, a “droga” pode ser muita coisa, além do álcool, cocaína, heroína, tranqüilizantes, anfetaminas, etc. Ela pode ser o trabalho, o sexo, a comida, a estética corporal, o dinheiro e mesmo o “amor” (dependência afetiva).</p>
<p> </p>
<p>Numa relação conjugal é muito comum haver desavenças, desencontros, justamente porque cada um, marido e mulher, ao longo dos anos de convívio, pode não suportar o vazio interior que trouxe para dentro do casamento, acrescido de dificuldades que o cônjuge realmente possua (e que pode melhorar, ou não) e que produz frustração. Estes dois fatores (carências trazidas da infância e problemas afetivos próprios do relacionamento atual) produzem a dor. Se você colocar junto disto aquela dor originada do “buraco” espiritual, pode ficar algo bem doloroso, quase ou mesmo insuportável.</p>
<p> </p>
<p>Com isso, uma pessoa pode pensar em separação, em traição, pode ficar brigando o tempo todo no relacionamento conjugal sempre achando que é o outro o culpado de todo o sofrimento. Não consegue separar o que é sua dor, algo seu que o outro não tem nada a ver com isso, com o que é realmente fruto de problemas do casamento, solucionáveis ou não. Em verdade, esta separação não é fácil de ser percebida e identificada.</p>
<p> </p>
<p>Quando um casal, diante de sofrimentos conjugais (desânimo, perda do interesse sexual, perda do romance, da sensação de amor, etc.) não enxerga que há uma diferença entre problemas pessoais e os próprios do casal, a tendência é sempre culpar o outro como o único responsável pela sua dor e atacar, se isolar, trair, separar-se precipitadamente sem buscar uma solução.</p>
<p> </p>
<p>Quando há o que costumo chamar de “honestidade emocional” (sem ela não pode haver saúde mental para ninguém!), ou seja, a pessoa admitir que parte de sua dor pode ser mesmo algo muito pessoal e não culpa do cônjuge, existe possibilidade de melhora, de ajustamento, de felicidade, tanto internamente (ela com ela mesma), quanto externamente, ou seja, entre ela e o cônjuge.</p>
<p> </p>
<p>Mas e se a pessoa racionaliza (usa argumentos consigo mesma, muito parciais e injustos, às vezes, para justificar atitudes que toma na vida sem ser honesta emocionalmente, sem admitir toda a verdade) culpando somente o outro como causador da sua dor emocional, ela terá um longo caminho para conseguir ser feliz e ter paz interior. A racionalização que “justifica” determinada conduta pode até produzir temporária e superficialmente uma sensação de que o que ela faz está certo. Mas se trata de algo superficial porque na raiz a verdade é outra ou envolve outras questões que a pessoa, para acomodar-se na sua conduta, não quer considerar. Ela pode dizer (racionalizar) assim: “<em>Já que essa pessoa me fez sofrer assim e assim, então eu parto para essa atitude ‘x’ </em>”.  Só que essa atitude “x” é realizada sem a resolução adequada do problema que causava ou causa a dor emocional. Por isso, ela será de “solução” também temporária, porque a dor emocional não resolvida com honestidade emocional voltará, mais cedo ou mais tarde, e poderá ser mais dolorosa ainda, caso a pessoa não fuja de novo da verdade interior com novas racionalizações. Se ela faz isso, torna-se cada vez mais alienada. Um joguete nas mãos da sua própria mente confusa.</p>
<p> </p>
<p>Lidar com nossa dor emocional de frente, usando a verdade, sendo honesta, emocionalmente falando não é fácil. É muito mais fácil se “drogar” com os vários tipos de droga citados acima. Parece que dói menos. Mas, dói menos?</p>
<p> </p>
<p>Há alguém ideal para mim? Há alguém que possa preencher toda a minha necessidade afetiva nessa vida? Você pode se casar com uma pessoa que é ativa para trabalhar, que produz conforto material, segurança financeira, mas faltar manifestações afetivas diretas (não via “coisas”). Ou pode ter alguém que é muito afetivo, sensual, ótimo parceiro sexual, mas não consegue prover segurança material. Pode ter alguém que por um tempo parece preencher tudo o que você queria e desejava de um ser humano como cônjuge, mas em algum momento do relacionamento cada um vai precisar ser honesto afetivamente e deixar aparecer suas limitações como ser humano, que pode ser um gênio explosivo, um caráter controlador, manipulador, feliz e carinhoso quando há sexo, mas frio e irritado quando você quer carinho sem sexo, dependente de carinho tornando-se sufocante e controlador, etc.</p>
<p> </p>
<p>Em algum momento da vida, para ser feliz, cada ser humano precisa aprender a lidar com suas próprias limitações afetivas e comportamentais. Precisa entender que é parcial, não é deus, não pode ser tudo para o outro o tempo todo, não pode ter do outro tudo o que quer o tempo todo. Para algumas pessoas isso é muito insuportável, daí ela se droga, com droga mesmo, lícita ou ilícita, ou com o que escrevi acima. Se drogar neste sentido é como dizer para si mesmo: “<em>Não aceito essa realidade. Não aceito que não posso ter tudo o que queria. Deve existir alguém que pode me dar tudo o que quero. Alguém perfeito. Ou algo perfeito que me faça sentir sempre para cima.</em>”</p>
<p> </p>
<p>Parece que o caminho para a paz e a felicidade vai pela honestidade emocional, comportamental, espiritual. Ou seja, reconhecer que parte de meu “buraco” é algo meu mesmo e não culpa do cônjuge. Reconhecer também, que parte dessa dor pode ser realmente vinculada com uma frustração no relacionamento com meu cônjuge, mas que para solucioná-la preciso procurar caminhos <span style="text-decoration: underline;">construtivos</span> de melhora. Se procuro um caminho destrutivo, como poderá melhorar minha dor? Não piorará até?!</p>
<p> </p>
<p>Por isso, estando casado com uma pessoa que não completa você, é importante perguntar-se: “<em>Não completa em quê?</em>” “<em>Já falei sobre isso com ele (a)?</em>” “<em>Procurei soluções construtivas?</em>” “<em>Tive honestidade emocional dizendo a verdade da minha dor emocional, ou somente ataquei a outra pessoa por causa dessa minha dor me ‘esquecendo’ (ou nem considerando!) que ela não deveria ser toda jogada em cima do outro?</em>”</p>
<p> </p>
<p>Enfim, há um bom caminho a ser percorrido na busca das verdades emocionais pessoais, individuais, para se ser feliz no casamento e, primeiro de tudo, ser feliz consigo mesmo. Se você se desvia desse caminho e procura – vou repetir – caminhos alternativos destrutivos, acumula dor, piora a dor, adia o ter de lidar com a dor que, inevitavelmente, temos um dia de encará-la. Que dor? A dor das perdas afetivas do passado anterior ao casamento e, algo mais profundo, a dor espiritual fruto do rompimento da relação ideal que havia com o Criador.</p>
<p> </p>
<p>Precisamos ter a coragem e a decisão de tomar o caminho construtivo. Nele há dor evidentemente, porque nossas fantasias de uma relação ideal desabam. O sexo acaba “enjoando” porque ele nunca substitui o afeto maduro e ético (seja numa relação conjugal ou extraconjugal). Sexo é a parte mais fácil de um relacionamento! A droga não mais produz aquele “barato” (ocorre a tolerância, ou seja, necessidade de maiores dosagens para produzir os mesmos efeitos, o que produz a destruição do organismo). O trabalho, usado como droga, cansa e esgota. E assim por diante.</p>
<p> </p>
<p>Mas a falência da relação ideal não é o mesmo que falência de uma possibilidade de um relacionamento marido-mulher agradável! Parece que é justamente o contrário! Ou seja, quando se pode lidar construtivamente com a perda do ideal é que o real pode se tornar bom, agradável e até feliz. O amor surge, apesar do não ideal. Ou será que o amor maduro entre um homem e uma mulher somente pode existir no Paraíso?</p>
<p> </p>
<p>Não creio nisso. Creio que um casal, vivendo um relacionamento ético, com honestidade afetiva, consciente de suas carências pessoais, pode aprender a ser feliz, a proporcionar um clima de paz e satisfação emocional entre ambos. Para se conseguir isso cada um precisará fazer todo o possível para manter a afetividade entre o casal. O amor precisa dominar. Não o sexo, não o dinheiro, não outros bens materiais, não a posse do outro, não a dependência doentia. Mas sim o amor, que significa respeito pelos limites do outro, manutenção de carinho verbalizado e físico (toques, sem necessariamente pender para o sexo), diálogo aberto e freqüente, respeito pelos sentimentos um do outro, saber ouvir, saber se calar quando o outro quer ficar quieto, saber participar com alegria de algo de que o outro gosta, e tantas outras coisas. Mas, acima de tudo, é preciso manter o afeto. Podemos manter o afeto gostoso quando desabamos da idealização. Porque o amor não está na idealização. Ficar na idealização impede você de fazer o que pode, porque você pode ficar tentando ser ou fazer o que não pode (pelo menos o tempo todo), o que o esgotará em algum momento (daí você vai mostrar seu lado não-ideal para o outro!) e produzirá raiva porque ocorrerá o mesmo com o outro! Ou seja, chegará o momento de aparecer no outro a realidade da limitação dele ser perfeito.</p>
<p> </p>
<p>A idealização é um sonho. E a pessoa que está com você, ao seu lado, é uma realidade. Tem virtudes e defeitos. Somos assim! Todos! Claro que alguns defeitos podem e precisam ser melhorados. Na busca dessa melhora pessoal, da auto-superação de nossos defeitos há que se percorrer o caminho construtivo aonde o amor pode brotar, passo a passo, momento após momento, e, assim, a afetividade pode ser mantida entre o casal. É essa afetividade que dá colorido à vida, ao casamento, e condições de se lidar com o não ideal, tanto seu, quanto do outro. Qualquer outro caminho é enganador, frustrante, e causa mais dor.</p>
<p> </p>
<p>Há alguém que é ideal para mim? Há sim! É aquela pessoa com quem você pode construir um relacionamento ético, fiel, honesto, com o compromisso de honestidade emocional como explicada anteriormente, relacionamento este no qual você prioriza a busca do crescimento espiritual e a manutenção da afetividade, apesar do fato de que nenhum vai ser ideal para o outro.</p>
<p><span style="font-size: 11.6667px;"> </span></p>
<p><em>Cesar Vasconcellos de Souza</em></p>
<p><em>médico psiquiatra</em></p>
<p><span style="font-size: 11.6667px;"><a target="_blank" href="http://www.portalnatural.com.br/" target="_blank"><em>www.portalnatural.com.br</em></a></span></p>
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		<title>Proteção contra a Infidelidade no Casamento</title>
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		<description><![CDATA[O relacionamento humano é uma das maiores fontes de emoção para homens e mulheres, crianças ou adultos. Emoções que fluem como um raio indo do Ocidente para o Oriente. Emoções [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1708" class="wp-caption alignleft" style="width: 297px"><a rel="attachment wp-att-1708" href="http://www.esperanca.com.br/2010/12/protecao-contra-a-infidelidade-no-casamento-2/45-tif/"><img class="size-medium wp-image-1708" title="desespero.jpg" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/12/desespero-287x235.jpg" alt="" width="287" height="235" /></a><p class="wp-caption-text">homem preocupado com a traição</p></div>
<p>O relacionamento humano é uma das maiores fontes de emoção para homens e mulheres, crianças ou adultos. Emoções que fluem como um raio indo do Ocidente para o Oriente. Emoções que vão das alturas do pico do Himalaia às profundezas do triângulo das Bermudas. Que vão do céu ao inferno numa fração de segundos. As relações podem ser fontes de satisfação ou de insatisfação, de alegria ou de tristeza, de prazer ou de dor. As interações humanas provocam amor e ódio, generosidade e avareza, esperança e desespero, sorrisos e lágrimas. Emoções consideradas positivas, quando despertam sentimentos afirmativos e seguros. Emoções consideradas negativas, quando os sentimentos despertados são maléficos e destrutivos.</p>
<p>Esta classificação não implica na sugestão de que não se deve sentir os sentimentos negativos. Pelo contrário. Para a experiência humana eles são vitais. Graças a eles somos motivados a nos afastar de tudo que nos faz mal a curto e em longo prazo. Eles são fontes de informações que indicam tudo aquilo que deve ser evitado, sanado, mudado e reorientado para se ter uma vida de menos sofrimento, angústia e solidão. O sentimento chama a atenção, desperta aquele que sente e sabe o que sente, para as escolhas de alternativas de uma vida mais saudável. Não se pode correr o risco de descartar, ignorar, ou diminuir a dimensão de sua importância. Correr esse risco é expor-se ao perigo de uma vida de insensibilidade e morbidez.</p>
<p>Em termos de emoções negativas dentro dos relacionamentos, quer seja na amizade ou no casamento, não há outro comportamento mais catastrófico do que a traição. A infidelidade. A deslealdade. A prevaricação. Quando um amigo ou cônjuge é traído ele passa por uma avalanche de emoções. Ele entra num furacão de sentimentos. Ele se esgota de lágrimas. Quando a pessoa descreve o que sente usa todo tipo de metáforas para se fazer entendida. Por mais que consiga se explicar, nunca acha que conseguiu expressar o que vai pela sua alma. Ela se sente absolutamente só no mundo. Ela se sente perdida dentro de uma confusão infernal. Infernal porque ela se sente em brasas, queimada viva. A raiva desperta nela uma enxurrada de adrenalina para atacar um inimigo invisível, indefinível, pelo menos no momento da descoberta da traição. A sensação de vazio, de massacre, de impotência, de abandono, deixa a pessoa em um estado de choque por algum tempo. A dor é tão grande que para sobreviver e suportar o sofrimento ela tem de negar. Ela tem de recusar a perceber a realidade. Ela recusa ver a verdade.</p>
<p>Passado o choque inicial ela entra em contato com a perda. Nem sempre a perda da pessoa, mas a perda da confiança. O contrato foi quebrado. O sonho de felicidade virou pesadelo de sofrimento. As promessas de união não foram cumpridas. A raiva vai dando lugar à dor e a tristeza. Junto vai a certeza de que confiança nunca mais existirá. O traído promete que nunca mais vai acreditar em ninguém. Ela está certa porque com o coração partido não pode sonhar. Muito menos fazer planos para o futuro. No estado de humilhação em que se encontra, com perda total de sua auto-estima e valor pessoal, a pessoa só pode dar-se um tempo para lamber as feridas. Sem cobrança, sem julgamento, sem autocondenação e, muito menos, auto-flagelação. Numa condição de fracasso em que se encontra, o melhor é dar um tempo para esperar as emoções se definirem e se respeitar.</p>
<p>Por se sentir humilhada, fracassada, desvalorizada, está num estado de influência muito grande à opinião alheia. Não falta palpite quanto às causas que levaram à traição, tanto quanto, quais são os passos para resolver a situação. É melhor ter cautela. Ir devagar, considerando sempre que quem está com o problema é quem foi traído. Diante da confusão emocional e mental, qualquer opção permanente é perigosa.</p>
<p>As primeiras respostas vêm do estado emocional em que se encontra. Rompe, impulsivamente, o desejo de trair para se vingar. Este é um caminho tortuoso para que se enverede por ele. Porque em vez de curar a ferida pode fazê-la sangrar mais. Se há uma coisa que o que está ferido não precisa é de se machucar mais. Surge a atribuição da culpa ao rival e não ao cônjuge traidor para se aliviar a dor. É uma tentativa de inocentar o culpado para não se sentir rejeitado demais. Brota um ciúme insuportável do rival com as mais exóticas manifestações e provoca um desejo de competição sem fim. Então fluem preocupações de cuidados pessoais exagerados. Quer seja na academia ou no trabalho. Nas compras ou nas cirurgias plásticas, na aparência ou nas dietas. Mas nada disso resolve a dor com rapidez. Leva tempo para que as coisas se acalmem.</p>
<p>Não adianta também ficar preocupado com as soluções se vai ou não separar, se vai ou não perdoar, se vai ou não ficar junto. Não adianta indagar sobre o que fazer com os filhos, como enfrentar os amigos e parentes, como resolver a pensão ou que trabalho procurar. Querer resolver vários problemas, ao mesmo tempo, significa não conseguir solucionar nenhum. Pior ainda, porque aumentam o sofrimento e a angústia de quem já está padecendo com o trauma da traição. É preciso saber esperar, ter paciência e resolver primeiro o estado emocional em que se encontra no caso de morte ou traição. Perdas difíceis de suportar. A pessoa não deveria tomar nenhuma decisão permanente, pelo menos, por um mês. Deve dar um tempo para colocar a cabeça no lugar. Qualquer decisão pode resultar em arrependimento futuro.</p>
<p>Se há tanto sofrimento assim na traição, por que as pessoas a praticam? Há todo tipo de justificativa dada por quem se envolve nesse comportamento. Alguns sugerem insatisfação sexual, incompreensão, falta de afeto, conflitos pessoais. Para outros pode ser curiosidade, vício, o desejo de emoção, amor que acabou. Pelo menos é o que a pessoa envolvida na traição fala. Entretanto, pode haver razões mais profundas como a incapacidade de se apegar ao parceiro, à falta da entrega, o não comprometimento com o outro, o pouco investimento feito no cuidado do outro. A pessoa não descobre que quanto mais se cuida, mais cresce o amor. Aliás, amar é cuidar e cuidar é amar. Para quem cuida o amor nunca acaba. Se duvida, é só experimentar!</p>
<p>Não se pode deixar de lado como fator contribuinte para a traição a imaturidade emocional. Uma imaturidade que mantém a pessoa numa eterna curiosidade infantil por meio da qual ela vive numa fantasia insaciável, buscando um amor romântico num eterno “foram felizes para sempre”. Esta fantasia, esta busca ilusória torna-a inapta para viver como um ser humano real, de carne e osso. O sonho dessa pessoa é uma boneca (o) que não tem vontade e que satisfaz todas as suas necessidades. São pessoas que facilmente se tornam sedutoras, sempre conquistando; o homem para provar a sua masculinidade e a mulher, a sua beleza e desejabilidade.</p>
<p>Não se pode deixar de lado que traição é uma escolha e como tal é uma decisão pessoal. Começa como um jogo e acaba com um coração apunhalado. Pode se dar todo tipo de desculpas e até culpar a tentação. Mas não deixa de ser uma escolha que do começo até o fim tem várias etapas que precisam ser conscientemente vencidas. Vai desde o sorriso até a lágrima. Inicialmente só dois dão risadinhas. No fim muitos choram.</p>
<p>Para não se envolver com a infidelidade, a traição, e passar pela dor de descobrir se é verdade ou não, tente se proteger tomando algumas medidas profiláticas, preventivas. É com medidas construtivas em favor de seu cônjuge que a pessoa se realiza como ser humano. Nada mais restaurador que a alegria contagiante de um coração carente sendo afagado. É uma alegria que espirra de volta para aquele que afagou. Quem faz é quem recebe. A proteção exige iniciativa e esforço. Quanto mais objetivo e direcionado o esforço, mais rico o resultado.</p>
<p>Objetivamente para se proteger contra a traição, a pessoa precisa querer não trair. Querer do fundo do coração fazer a opção pela fidelidade. Se a pessoa faz uma opção a outra some ou pelo menos deve sumir. Claro que uma relação começa por atração pelo parceiro. Sem a atração fica difícil querer construir uma relação duradoura. Uma vez que se queira e se sinta atraído, a relação começa a se formar. Ela só vai ser mantida se as necessidades pessoais forem mutuamente satisfeitas. Daí não há necessidade de buscar aventuras ou excitações fora da relação.</p>
<p>A relação será mantida e a traição evitada quando se cria a intimidade. A busca da aproximação. Não é grudação. É um abrir-se contínuo e lento para o outro. É deixar que o outro vá, aos poucos, se apropriando do seu eu. É permitir que o outro vá percebendo as coisas escondidas nas profundezas de sua alma. Na medida em que ele não julgue, não condene, não critique. É um processo mútuo de abertura, de descortinar o significado da própria vida para o outro. É a compreensão mútua das fraquezas e defeitos, sem piorá-los com sarcasmo ou gozação.</p>
<p>Para se ter intimidade é importante o comprometimento, que nada mais é do que a decisão firme, a escolha consciente de dedicação exclusiva à pessoa escolhida para se relacionar. Envidar todos os esforços para o sucesso da relação.</p>
<p>Aceitar o outro como é, como despertou sua atração, sem querer passá-lo por uma transformação para convertê-lo na sua própria imagem. Só pode haver espontaneidade quando se é permitido ser o que se é.</p>
<p>Perceber a perspectiva do outro. Perceber que ele tem os mesmos anseios de felicidade, as mesmas necessidades. Perceber que ele sofre e tem prazer como você.</p>
<p>Buscar um apego cada vez maior. Principalmente se for homem porque tem que se apegar. Para ser feliz é preciso alguma forma de apego. Sem ter vergonha de se entregar.</p>
<p>Doar-se sem cobranças. Tomar a iniciativa na doação. É um investimento total com a certeza dos dividendos. Não é um jogo. É uma entrega.</p>
<p>Aprender a cuidar é prática. É ação. É a parte ativa do amor. É a nutrição do amor. O amor só acaba para quem não cuida, não investe, não se apega, não percebe o outro.</p>
<p>Mais três coisas importantes: a compreensão, o apoio e o respeito.</p>
<p>Ao cultivar a prevenção contra a traição, você estará impedindo de destruir corações evitando derramar lágrimas e, até, retardando a morte. Será que vale a pena? Por que não tentar?!</p>
<p><strong>Dr. Belisário Marques</strong></p>
<p><strong>Psicólogo</strong></p>
<p>Fonte: <a target="_blank" href="http://www.vidaadois.net" target="_blank">www.vidaadois.net</a></p>
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		<title>Amando sempre</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Nov 2010 16:01:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É muito bom aprendermos a valorizar o que realmente sustenta a vida a dois – o amor. Pois, as colunas que elevam e sustentam o casamento são as palavras, gestos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1660" href="http://www.esperanca.com.br/2010/11/amando-sempre/sb10066226g-001/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1660" title="Amar é escolher" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/11/amando_sempre-310x207.jpg" alt="" width="310" height="207" /></a>É muito bom aprendermos a valorizar o que realmente sustenta a vida a dois – o amor. Pois, as colunas que elevam e sustentam o casamento são as palavras, gestos e atos de amor.</p>
<p>Antes de tudo, precisamos escolher amar sempre. Escolher encher nossa vida de amor. Escolher caminhos que revelem, em todo seu percurso, o poder do amor como princípio de vida. Aliás, a própria escolha, em si mesma, é uma evidência de que nossa vida é regida pelo amor de Deus.</p>
<p>Contudo, não esqueçamos o fato de que, quando o apóstolo João definiu o próprio Deus em Sua essência como amor (I João 4:8), deixou bem claro que o amor além de ser um substantivo, é também verbo (João 1:1). Por isto, Benjamim Shield disse: “O melhor discurso é a ação”. Por sua vez, Richard Carlson afirmou: “Verdadeiras escolhas amorosas exigem verdadeiros atos de amor” – Os Caminhos do Coração, p. 19.</p>
<p>Todos os dias, as oportunidades e as possibilidades de desenvolvermos nossa capacidade de amar são inúmeras. Começam no momento que acordamos. Por exemplo: quando elevamos a mente a Deus em oração na brisa do amanhecer; quando acordamos o cônjuge sussurrando que o amamos e beijamos suas mãos, suas costas e seu rosto; quando saudamos a vida com alegria. Assim, já começamos o dia escolhendo o amor.</p>
<p>Ainda que não tenhamos motivos, uma vez que o verdadeiro amor, mais do que um sentimento, é um princípio, <strong>saúde a vida</strong> cada dia, com mais amor.</p>
<p>Podemos perceber facilmente que um dos grandes desafios do amor na vida a dois, é trocar a lógica do “<strong>vou amar quando&#8230;</strong>” (amor condicional), pelo princípio do amor incondicional “<strong>vou amar sempre.</strong>” A nossa tendência natural é amar as pessoas e a vida quando são ou estão do jeito que queremos. Por exemplo: quando o cônjuge nos trata muito bem, quando os filhos se comportam e fazem coisas que nos causam orgulho, quando os sogros ficam do nosso lado,quando os colegas de trabalho nos ajudam, quando a vida está em tudo sorrindo para nós, inclusive a arrumação da nossa casa.</p>
<p>No livro “Momentos de Intimidade com Deus”, Marita Littauer compartilha sua experiência de amor incondicional ao escolher priorizar a felicidade de seu marido a ter uma sala de estar adequada para receber suas amigas. Ela nos conta o seguinte:</p>
<p>“Chuck, meu marido, tem um aeromodelo cujas asas chegam a medir um metro e meio. É impossível enfiá-lo em qualquer canto. Em nossa casa, fica pendurado bem no alto, no teto de nossa sala de estar. É um biplano vermelho vivo, impossível de não ser notado. Como é muito importante para Chuck, aceitei-o como mais um item em nosso dia-a-dia.</p>
<p>Recentemente, após passar horas limpando seu aeromodelo, ele o levou a um show de aeromodelagem, em que seu avião fez um bocado de sucesso. Chuck descobriu que era mesmo muito valioso. Antes de devolvê-lo a seu gancho no teto, procurou protegê-lo, cobrindo-o com plásticos da lavanderia, com propaganda e tudo.</p>
<p>Ter aquele aeromodelo pendurado no teto é um ato de concessão e de amor. No entanto, ter aquele objeto coberto com sacos da lavanderia, com palavras escritas nele, era demais.</p>
<p>- Jamais poderei receber visitas em casa novamente&#8230; – queixei-me. Após minha reação exacerbada, saí e comecei a podar minhas rosas. Quando respirei fundo, Deus falou comigo: “Ame-o de forma extravagante”.</p>
<p>Pensei: Tudo bem. Será que realmente faz muita diferença o aeromodelo estar coberto com um plástico ou não? O que é mais importante: meu marido estar feliz ou eu ter uma casa adorável?&#8230; Voltei para dentro de casa e pedi-lhe desculpas, pois já estava preparada para aceitar os plásticos da lavanderia. Nesse meio tempo, ele decidira que eu tinha razão e que aqueles sacos plásticos eram feios demais. Retirou o aeromodelo, removeu os plásticos da lavanderia e cobriu tudo com filme plástico, que nem mesmo era visível!”</p>
<p>Quando escolhemos amar, reagimos com compreensão, aceitação, perdão e <strong>super</strong><span style="text-decoration: underline;">ação</span>. Tanto nas pequenas como nas grandes questões da vida a dois. Isso acontece todas as vezes que decidimos trocar a facilidade do “vou amar quando&#8230;” pela dificuldade do “vou amar sempre.” Quando escolhemos amar sempre, aprendemos a responder à vida com amor, ainda que não seja lógico.</p>
<p>Naquela manhã, quando o sol ainda estava despontando no horizonte, um homem idoso procurou o Pronto Socorro mais próximo de sua casa, a fim de fazer um curativo. Ele pediu para ser atendido com urgência porque estava atrasado para um compromisso muito importante. A enfermeira que o atendeu, ficou curiosa em saber qual era a razão de tamanha pressa. Então, ele respondeu que não podia perder o horário de tomar o café da manhã com sua mulher que estava internada, há bastante tempo, num Asilo de Velhos. Em tom de tristeza comentou que há cinco anos sua esposa não o reconhecia por causa do Mal de Alzheimer. Surpreendida a enfermeira comentou: &#8211; É muito sublime sua atitude, mas posso lhe garantir que ela não sentirá sua falta. O senhor não precisa ir ao asilo todas as manhãs porque <strong>ela nem sabe quem é o senhor</strong>. O velhinho ficou em silêncio, esperou que a enfermeira terminasse o curativo, apertou sua mão em agradecimento e se despediu dizendo: “É verdade que ela não sabe quem eu sou, <strong>mas eu sei muito bem quem ela é</strong>”. Richard Carlson afirma: “No correr da vida tenho observado que quem escolhe preencher sua vida com amor a torna mais rica e produtiva, mais gratificante.” &#8211; Os caminhos do Coração, p. 19.</p>
<p>Fonte: <a target="_blank" href="http://www.vidaadois.net" target="_blank">www.vidaadois.net</a></p>
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		<title>“Amor” à primeira teclada?</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Nov 2010 11:18:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O romance pode surgir através da internet, mas é preciso avaliar os riscos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1415" href="http://www.esperanca.com.br/2010/11/%e2%80%9camor%e2%80%9d-a-primeira-teclada/attachment/102347909/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1415" title="amor via teclado" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/09/teclar-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>Você acredita em amor à primeira vista? E antes da primeira vista, por meio de um teclado? Acredita que isso seja possível?</p>
<p>No mundo cibernético, com a chegada do romance virtual, parece que o amor à primeira teclada está na concepção de alguns que entram nas salas de bate-papo em busca de uma aventura sexual, de um romance casual ou de uma relação emocional séria. No entanto, na maioria das vezes, no momento em que saem do virtual e caem na real, percebem que o verdadeiro amor é muito difícil de acontecer via on-line.</p>
<p>“A Internet nos jogou numa nova era romântica. Mas, muitos que tentaram fazer com que os relacionamentos on-line funcionassem na vida real, ficaram decepcionados. Para alguns, é melhor aproveitar o romance cibernético pelo que ele é. Mas, sendo ou não amor, ele pode certamente mudar sua vida.” – Celeste Biever, Amor Eletrônico – Revista Seleções, Outubro de 2007, p. 115.</p>
<p>Muitas pessoas, por meio das teclas de um computador, estão marcando encontros nos quais podem ocorrer tanto um grande romance, como também uma grande decepção e, até mesmo, um inconseqüente adultério.</p>
<p>A jornalista Alice Sampaio, autora do livro “Amor na Internet – Quando o Virtual Cai na Real”, publicado pela editora Record, faz algumas afirmações que merecem uma reflexão:</p>
<p>a)      “amor virtual é virtual mesmo, é uma fantasia absoluta”.</p>
<p>b)      “Tem desde gente sincera e com boas intenções até gente desonesta, mentirosa e safada”.</p>
<p>c)       “Meu livro alerta pessoas de todas as idades de que a Internet não é inocente, pois sempre existe o risco de encontrar alguém perigoso”.</p>
<p>As pessoas mentem muito nas salas de bate-papo da Internet, e na maioria das vezes, não são nada do que dizem ser. Além de se deparar diante de pessoas que só estão querendo uma aventura, há possibilidades de encontrar também estupradores, ladrões, viciados, assassinos e pessoas com problemas morais, cujas preferências sexuais podem ser bem diferentes das suas.</p>
<p>A autora conta em seu livro a história de uma garota de 20 anos que só queria “ficar” e que acabou namorando um rapaz que era na realidade um matador de aluguel. Conta também a história de um rapaz de 19 anos que teclou por três meses com uma linda loirinha de 20, até encontrá-la e descobrir que na realidade tratava-se de um gay de 67 anos. Experiências como essas evidenciam a importância urgente de um diálogo sincero e aberto entre os cônjuges e entre pais e filhos, sobre o uso da Internet.</p>
<p>A Internet pode se transformar, <strong>para algumas pessoas casadas, </strong>na árvore do conhecimento do bem e do mal plantada dentro de casa. Quando isso acontece, geralmente, a pessoa se vicia a ponto de passar várias horas, seja de dia ou de noite, em busca de sexo.</p>
<p>No tocante “a gente sincera e com boas intenções”, que Alice Sampaio faz menção, logicamente ela se refere a pessoas que estão em busca de um relacionamento emocional sério. Sendo assim, não se trata de gente casada, porque pessoas realmente comprometidas não entram numa sala de bate-papo em busca de amizade com pessoas do outro sexo. Pois, a comunicação on-line pode estimular o romantismo e a abertura do coração a ponto da pessoa fazer revelações íntimas, e assim, começar a desenvolver algum tipo de sentimento e desejo pelo outro.</p>
<p>Não ignore o fato de que a Internet tornou-se o principal meio de infidelidade virtual. Começa-se com “tecla vai, tecla vem” em nome só da amizade, passa-se para confidências e trocas de e-mails, onde podem ocorrer revelações de carências afetivas e de desejos sexuais. Depois, troca-se números de celulares e, finalmente, ocorre o encontro. E assim, o que era apenas virtual se torna totalmente real.</p>
<p>Por isso, o bate-papo pelo computador está se tornando uma das principais vias de adultério do mundo pós-moderno. Pessoas que jamais trairiam seu cônjuge estão sendo estimuladas, e estão encontrando, nas mensagens eletrônicas a tentação quase que irresistível da traição. A verdade é que a Internet está afetando o relacionamento conjugal e o comportamento sexual de muitas pessoas.</p>
<p>As estatísticas mostram que está ocorrendo um crescente aumento de infidelidade virtual e, conseqüentemente, está crescendo o número de divórcios por causa de relações extraconjugais que tiveram início com a prática do sexo virtual. A própria Internet tem sites que mostram isso. Um determinado advogado que se especializou neste tipo de caso, afirma que “o índice de divórcio desencadeado pela prática do sexo virtual tem crescido entre 10% a 40% a cada ano.” – <a target="_blank" href="http://www.exactaexpress.com.br/infidelidadevirtual.htm">www.exactaexpress.com.br/infidelidadevirtual.htm</a></p>
<p>A psicóloga Cristina Martins, da cidade de Campinas – SP, realizou uma pesquisa on-line na qual entrevistou 200 mulheres norte-americanas, acima de 21 anos, sobre a infidelidade na Internet. O resultado foi o seguinte: 58% consideram a prática do sexo pela Internet uma traição, 21% acham que ainda não é traição e 21% ficaram neutras.</p>
<p>Independente da opinião de cada pessoa, o fato é que as salas de bate-papo na Internet podem mexer com sua cabeça e seu coração, pois estimulam à <strong>imaginação e o desejo</strong>, que por sua vez podem afetar e interferir, para o bem ou para o mal, em seus sentimentos, comportamento e relacionamentos.</p>
<p>Fonte: <a target="_blank" href="http://www.vidaadois.net" target="_blank">www.vidaadois.net</a></p>
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		<title>Tipos de amor</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 12:02:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O antropólogo canadense, Jonh Allan Lee, se especializou em analisar a capacidade de amar do ser humano, e assim, em sua obra “Love Styles” (1988), analisa o amor do ponto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1411" href="http://www.esperanca.com.br/2010/09/tipos-de-amor/attachment/85471246/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1411" title="tipos_de_amor" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/09/love_types-300x226.jpg" alt="" width="300" height="226" /></a>O antropólogo canadense, Jonh Allan Lee, se especializou em analisar a capacidade de amar do ser humano, e assim, em sua obra “Love Styles” (1988), analisa o amor do ponto de vista da psicologia e apresenta sua teoria afirmando que as pessoas sentem diferentes tipos de amor.</p>
<p>É importante saber que a palavra amor é um único termo, tanto na Bíblia como no mundo secular, usado para denominar diversos estilos e níveis de sentimentos e ações.</p>
<p>Por sua vez, Lee tenta clarificar sua tese sobre os vários estilos de amor fazendo uma analogia sobre o extraordinário mecanismo da nossa visão em relação à percepção das cores.</p>
<p>O Dr. Ailton Amélio afirma: “Os nossos olhos só possuem receptores para três cores: o amarelo, o azul e o vermelho. São as chamadas cores primárias. No entanto, somos capazes de perceber mais de 8 milhões de variações de cores. A nossa capacidade de perceber essa quantidade enorme de variações de cores pode ser explicada por um mecanismo muito simples. Ela é fruto de uma infinidade de combinações entre diferentes intensidades das estimulações dos três receptores de cores que existem em nossos olhos” – O Mapa do Amor, p. 24.</p>
<p>De acordo com Lee, assim também existem três estilos primários de amor: <strong>Eros, Ludos e Estorge</strong>. Todos os tipos de amor, de alguma forma, têm sua origem na combinação desses três tipos básicos de amar.</p>
<p>Segundo o Dr. Ailton Amélio, as características desses três estilos básicos e de mais três estilos secundários – Mania (combinação de Eros e Ludos), Pragma (combinação de Ludos e Estorge) e Ágape (combinação de Eros e Estorge), são as seguintes:</p>
<p><strong>Estilos básicos de amor:</strong></p>
<p>1)      <strong>Eros</strong> – Pode surgir à primeira vista. Sente atração imediata, principalmente por causa da aparência da outra pessoa, e é motivado por interesse sexual. “Não teme se entregar ao amor, mas também não está ansioso para amar” – p. 25.</p>
<p>2)      <strong>Estorge </strong>– O amor se desenvolve gradativamente no decorrer de uma relação de amizade. Nesse período leva-se em conta interesses e semelhanças em comum. “O contato sexual é menos enfatizado e começa relativamente mais tarde” – p.26.</p>
<p>3)      <strong>Ludos </strong>– É o tipo de amor em que a relação com o outro é casual e passageiro. É muito bom enquanto dura. É o principal motivo da onda do “ficar”. A pessoa que é movida por esse tipo de amor é capaz de flertar com diferentes pessoas no mesmo período de tempo. O que importa é o prazer da sedução e da conquista. E assim, o que importa é o momento em que você está com a pessoa que quer, depois parte-se para outra. “As promessas são válidas apenas no momento em que são apresentadas, e não no futuro. Afirmação típica de quem tem esse tipo de amor: ‘Eu gosto de jogar o jogo do amor com diferentes parceiros simultaneamente’”- p.26.</p>
<p><strong>Estilos secundários de amor:</strong></p>
<p>1)      <strong>Mania </strong>(composto de Eros e Ludos) &#8211; As principais características desse tipo são: insegurança, possessividade e ciúme. A emoção gerada é quase obsessiva a ponto da pessoa querer ficar o tempo todo com o outro e está sempre exigindo uma prova de amor. Está sempre tentando atrair a atenção do outro em busca de afirmação.</p>
<p>2)      <strong>Pragma </strong>(composto de Ludos e Estorge) – As principais características desse tipo são: planejamento e avaliação. Antes de começar o relacionamento, leva-se em conta na escolha, aspectos como, compatibilidade e satisfação mútua das necessidades, de maneira que “as pessoas desse estilo examinam os pretendentes para ver se atendem a uma série de expectativas antes de se envolver com eles.” – p. 27.</p>
<p>3)      <strong>Ágape </strong>(composto de Estorge e Eros) – As principais características desse tipo são: ausência de egoísmo, cuidado e preocupação em primeira instância com o outro. O impulso natural de quem sente esse tipo de amor, consiste no seguinte lema: primeiro ele(a), depois eu. O autor declara que a afirmação típica de quem tem esse estilo de amor é: “Eu prefiro sofrer a fazer o meu amor sofrer” – p. 27.</p>
<p><strong>Medite: “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba&#8230;” – I Coríntios 13:4-8.</strong></p>
<p>Fonte: <a target="_blank" href="http://www.vidaadois.net">www.vidaadois.net</a></p>
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		<title>O amor e a vida</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 19:58:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Thomas à Kempis ao falar sobre a imprevisibilidade da existência humana, nos faz uma inteligente advertência ao refletir no seguinte: “Quando começa a manhã, pense que você poderá não chegar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1400" href="http://www.esperanca.com.br/2010/09/o-amor-e-a-vida/attachment/73212207/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1400" title="73212207" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/09/oamoreavida-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Thomas à Kempis ao falar sobre a imprevisibilidade da existência humana, nos faz uma inteligente advertência ao refletir no seguinte: “Quando começa a manhã, pense que você poderá não chegar à noite. E quando é noite, não ouse prometer-se à manhã. Sempre, portanto, esteja preparado e viva de tal maneira que a morte nunca o possa levar despreparado, pois muitos morrem de repente. Quando aquela última hora chegar, você terá uma opinião muito diferente de toda sua vida passada e se arrependerá de ter sido tão descuidado e negligente.” – A Imitação de Cristo, p. 49.</p>
<p>Por sua vez, Elisabeth Kübler-Ross e David Kessler nos contam uma comovente história que elucida a veracidade da ponderação existencial de Thomas à Kempis:</p>
<p>“Uma mulher de quarenta e um anos recordou uma noite rotineira que ela e o marido tinham passado vários meses antes. Fizeram uma refeição simples e assistiram à televisão. Pouco depois, ele comentou que estava enjoado, tomou um antiácido e disse que ia dormir cedo. Ela despediu-se do marido com um beijo, desejando que ele melhorasse. Uma hora e meia mais tarde, quando a mulher foi para a cama, o marido dormia profundamente.</p>
<p>Assim que acordou no dia seguinte, ela percebeu que algo estava errado. ‘Pude sentir. Olhei para Kevin e soube que ele estava morto. ’ Aos quarenta e quatro anos de idade, seu marido teve um ataque do coração enquanto dormia.</p>
<p>Ela diz que essa dolorosa experiência lhe ensinou que é preciso investir com mais cuidado nos relacionamentos, nas pessoas ou no tempo. ‘Depois que Kevin morreu, examinei a nossa vida em retrospecto e vi tudo de uma maneira diferente. Aquele foi o nosso último beijo, nossa última refeição, nossas últimas férias, nosso último abraço e nossa última risada juntos. Compreendi que haverá últimos dias em todos os relacionamentos. Daqui para frente quero estar mais plenamente presente nos acontecimentos e junto às pessoas. Kevin foi uma dádiva que pude conservar por algum tempo, e isso se aplica a todas as pessoas que eu conheço. O fato de ter essa consciência faz com que eu queira usufruir ainda mais cada experiência e as pessoas que eu amo.’ “ – Os Segredos da Vida, p. 36.</p>
<p>ShaKespeare disse: “Viver é conviver. Viver é amar.”</p>
<p>Existem pessoas que não atentam para essa realidade, e assim, não procuram amar mais e viver melhor dentro de seu lar. Homens e mulheres que, devido à sua insatisfação, consciência culpada ou preocupações da vida pós-moderna, se transformam em verdadeiras sombras ansiosas e desprovidas de amor no relacionamento com o seu cônjuge e seus filhos. A conclusão que se pode chegar é que desistiram de ser felizes porque não valorizam devidamente a vida que têm. Não têm tempo para amar porque vivem aborrecidos, cansados ou preocupados demais. Talvez, por isto, alguém tenha dito que “muitas pessoas <em>existiram</em>, mas na realidade nunca <em>viveram</em>”.</p>
<p>Roberto Shinyashiki conta que quando era médico recém-formado, trabalhou num hospital de doentes terminais, onde ocorriam várias mortes durante o dia. Então, ele afirma: -“A maioria das pessoas morre frustrada por não haver aproveitado sua vida. Elas passaram o tempo todo lutando pelas coisas erradas&#8230;” – Revista Você S/A, Ano 1, Número 6, p. 75.</p>
<p>Você nunca verá alguém morrer se lamentando porque amou e se dedicou a seu Deus, sua família e sua saúde de uma forma intensa e prazerosa. Você também nunca verá alguém se lamentando num funeral porque amou e expressou muitas vezes o que sentia por uma pessoa da família que está descendo à sepultura.</p>
<p>- “Ah! Como eu amei essa mulher!”. Era o brado angustiante daquele homem de setenta e cinco anos de idade que acabara de perder sua amada esposa. Ele chorava muito e batendo no seu peito exclamava muitas vezes: &#8211; “Ah! Como eu amei essa mulher!”.</p>
<p>A cerimônia fúnebre foi interrompida várias vezes por causa da forma tão apaixonada e desesperada do viúvo expressar seu grande amor. Por sua vez, os parentes e os amigos tentavam consolá-lo, mas não adiantava, o pobre velhinho continuava gritando: &#8211; “Ah! Como eu amei essa mulher!”.</p>
<p>Depois que o caixão desceu à cova e os familiares jogaram um pouco de terra e foram se retirando pouco a pouco, o marido enlutado, gemendo, ali permanecia com o olhar fixo na areia que cobria a vida de uma mulher que ele amou tanto. Nesse momento, o padre se aproximou e o abraçando disse-lhe: &#8211; “Pude ver toda sua expressão de amor por ela. Tenho certeza que dona Célia morreu feliz por saber que era tão amada pelo homem de sua vida”. Então, olhando para o padre, o viúvo inconsolado respondeu: &#8211; “Padre, ela não sabia&#8230; uma vez quase disse o quanto a amava!”.</p>
<p>Fonte: <a target="_blank" href="http://www.vidaadois.net" target="_blank">www.vidaadois.net</a></p>
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		<title>Pequenas coisas com muito amor</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 14:37:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O verdadeiro amor, na vida a dois, consiste em grande medida nas pequenas coisas que falamos, fazemos e damos de coração. Madre Tereza de Calcutá, afirmou: “Não podemos fazer grandes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1297" href="http://www.esperanca.com.br/2010/09/pequenas-coisas-com-muito-amor/attachment/72302185/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1297" title="72302185" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/09/gifts-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>O verdadeiro amor, na vida a dois, consiste em grande medida nas pequenas coisas que falamos, fazemos e damos de coração. Madre Tereza de Calcutá, afirmou: “Não podemos fazer grandes coisas. Mas podemos fazer pequenas coisas com muito amor.” – Richard Carlson e Benjamim Shield, Os Caminhos do Coração, p. 15.</p>
<p>Sempre é bom lembrar o valor das pequenas coisas no casamento, onde a importância de um presente não é calculada pelo seu preço, tamanho ou peso, mas pelo seu significado afetivo. Um pequeno gesto de amor, repetido a cada dia, pode ser mais significativo do que uma grande casa mobiliada com dois automóveis na garagem.</p>
<p>Se você ainda tem dúvidas sobre a importância das coisas pequenas, considere a riqueza de significado e o papel essencial do átomo e do DNA na saúde e na vida dos seres humanos. São partículas infinitamente pequenas, a ponto de serem invisíveis aos olhos humanos. Contudo, são extremamente poderosas na produção de energia e na definição da vida. Talvez, assim, possamos entender o que o autor do Clássico “O Pequeno Príncipe” quis dizer ao ponderar que: “Só se enxerga bem com os olhos do coração. O essencial é invisível aos olhos”.</p>
<p>Uma coisa na natureza que consegue ilustrar a beleza singular de um pequeno gesto de amor é o floco de neve. Conta-se que William Bentley conseguiu fotografar e selecionar, com extraordinário talento artístico, cinco mil flocos de neve. Sua coleção encontra-se na Universidade de Harvard. Uma das coisas que mais impressionam os observadores é que não existem dois flocos iguais. Além disso, as pessoas ficam impressionadas ao perceber as incríveis variações de beleza e de simetria radial que se encontra em cada floco.</p>
<p>Diante desse espetáculo da natureza, pergunto-me: Como algo tão efêmero como um floco de neve pôde ter tanta atenção do seu divino Desenhista? Só consigo chegar à seguinte conclusão: Na natureza nada é insignificante, porque ainda que efêmero, pode ser singular. Por isso, você pode acreditar que no casamento, em certo sentido, não há palavras e atos triviais, por menores que pareçam. Se um floco de neve não é banal, muito menos um pequeno gesto de amor.</p>
<p>Alexandre Rangel conta a seguinte ilustração:</p>
<p>“Um homem foi chamado à praia para pintar um barco.</p>
<p>Trouxe com ele tinta, pincéis e começou a pintar o barco de um vermelho brilhante, como pediram-lhe que fizesse.</p>
<p>Enquanto pintava, percebeu que a tinta estava passando para o outro lado do casco. Verificou que havia um vazamento e decidiu consertá-lo. Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi.</p>
<p>No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e presenteou-o com um belo cheque. O pintor ficou surpreso:</p>
<p>- O senhor já me pagou pela pintura do barco – disse ele.</p>
<p>- Mas esse dinheiro não é pelo trabalho de pintura. É por ter consertado o vazamento do barco.</p>
<p>- Foi um serviço tão pequeno que não quis cobrar. Certamente, não está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante!</p>
<p>- Meu caro amigo, você não compreendeu. Deixe-me contar-lhe o que aconteceu. Quando lhe pedi que pintasse o barco, esqueci-me de mencionar o vazamento. Quando a pintura secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria. Eu não estava em casa naquele momento. Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois me lembrei de que o barco tinha um furo. Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos. Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado! Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar-lhe pela sua ‘pequena’ boa ação&#8230;” (As Mais Belas Parábolas de Todos os Tempos, vol. II, p. 244 e 245).</p>
<p>Esses exemplos elucidam que, a partir das pequenas coisas é que se pode obter grandes resultados. Por isso, um pequeno gesto de amor pode ser comparado à “energia atômica de meio litro de água, que é capaz de gerar calor suficiente para aquecer cem milhões de toneladas de água de 0° C a 100° C.” – S. Júlio Schwantes, Colunas do Caráter, p. 75. Sendo assim, a cada dia, aqueça sua vida a dois praticando pequenos gestos de amor.</p>
<p>Nunca deixe escapar uma oportunidade de expressar amor por causa dos problemas ou pressões do dia a dia. Procure fazer coisas que o outro gosta, por mais simples e rápidas que sejam. Por exemplo, Jonh Gray conta que, quando ele está dirigindo e sua esposa encontra-se ao lado, e acende a luz amarela num sinal de trânsito, ele reduz a velocidade e vai parando o carro suavemente. Então, olha para ela e diz: “Fiz isso por você, querida.” Ela sabe que se não estivesse ao seu lado, ele aumentaria a velocidade para aproveitar o sinal aberto.</p>
<p>As pequenas coisas que dizem “eu te conheço, te valorizo, pensei em você”, são as mais eficientes quando se quer encher a vida de amor.</p>
<p>Fonte: <a target="_blank" href="http://www.vidaadois.net">www.vidaadois.net</a></p>
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		<title>Expressão de amor</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 12:18:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por ocasião do século XVI, na Espanha, falava-se muito que existia, numa determinada região do mundo, uma fonte maravilhosa cuja água era capaz de realizar o milagre da eterna juventude. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1277" href="http://www.esperanca.com.br/2010/09/expressao-de-amor/ima48013/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1277" title="IMA48013" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/09/express-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Por ocasião do século XVI, na Espanha, falava-se muito que existia, numa determinada região do mundo, uma fonte maravilhosa cuja água era capaz de realizar o milagre da eterna juventude. Por causa disso, o rico governador de Porto Rico, Ponce de Léon, deixou tudo &#8211; sua família, seu governo, sua terra &#8211; e partiu com três caravelas em busca dessa poderosa fonte. Ele investiu suas riquezas, enfrentou a bravura do mar, descobriu uma nova região a qual chamou de Flórida, lutou contra tribos hostis e finalmente morreu em 1521.</p>
<p>À semelhança de Ponce de Léon, os casais do século XXI também estão em busca da uma fonte, a do amor correspondido, com o objetivo de sempre rejuvenescer a vida a dois. Esta busca é natural, pois uma das necessidades básicas do ser humano é amar e ser amado sempre. “Por isso, homens e mulheres procuram cada vez mais alguém que atenda às suas necessidades emocionais, que ficaram ignoradas por tanto tempo” – John Gray, Os Caminhos do Coração, p. 8.</p>
<p>No passado, o que geralmente se buscava no casamento, era a segurança financeira e social. Hoje, homem e mulher estão cada vez mais independentes social e financeiramente. Portanto, a base cultural do casamento de nossos avós e pais mudou.</p>
<p>As mulheres estão conquistando cada vez mais seu espaço no mercado de trabalho. De forma que “28% dos cargos de chefia do mundo estão nas mãos de mulheres” – Men’s Health, Setembro /2007, p. 138. À semelhança dos homens, elas estão trabalhando fora e conquistando assim, não só sua independência financeira como também status social e liderança.</p>
<p>Então, o que homens e mulheres estão buscando no casamento hoje não é mais segurança financeira ou status social, é aquilo que eles não têm sozinhos &#8211; o prazer da vida a dois. Esse prazer se obtém numa relação onde se prioriza e se investe no amor, na cumplicidade, na verdade, na fidelidade, na comunicação, no romantismo e na valorização um do outro. Há muita gente, que à semelhança de Ponce de Léon, deixaria tudo e sairia em busca de uma fonte assim.</p>
<p>Shakespeare declarou: <strong>“Viver é amar”</strong>. Por isso, priorize o amor no seu relacionamento e invista o máximo em tudo aquilo que o expressa. Essa visão e investimento darão sentido e poder ao seu casamento. Não tenha medo de expressar intensamente o amor que você sente pela pessoa com quem se casou, pois “todos os bons sentimentos do mundo valem menos do que um simples gesto de amor” – James Russel Lowell.</p>
<p>Lembre-se que tão importante quanto amar é ser uma pessoa que expressa seu amor com romantismo, constância e criatividade. A expressão gerada pelo verdadeiro amor é fundamental no casamento, porque, sem romantismo, a vida a dois fica insípida. Talvez por isso, Frances Paget tenha dito: “O amor é a vida; a falta de amabilidade é a morte”.</p>
<p>Onde procuramos e encontramos a expressão do amor no casamento? Nos olhos, nas palavras, nas atitudes do outro. Isso acontece quando tornamos o outro o centro de nossas atenções e afeições. Quando fazemos com que o outro se sinta “a única água mineral geladinha do deserto”.</p>
<p>Quando a necessidade de amar e ser amado (amor correspondido) é gratificada na vida a dois, passamos a ser as pessoas mais felizes do mundo, porque passamos a desfrutar das alegrias que somente o amor traz ao coração.</p>
<p><strong>Medite: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” – Mateus 7:12.</strong></p>
<p>Fonte: <a target="_blank" href="http://www.vidaadois.net">www.vidaadois.net</a></p>
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		<title>Veja o quanto eu amo você!</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 17:34:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Kahlil Gibran conta que uma velha canção árabe começa assim: “Só Deus e eu mesmo podemos saber o que se passa em meu coração.” – Cartas de Amor do Profeta, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1237" href="http://www.esperanca.com.br/2010/08/veja-o-quanto-eu-amo-voce/cafe_na_cama/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1237" title="cafe_na_cama" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/08/cafe_na_cama-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Kahlil Gibran conta que uma velha canção árabe começa assim: “Só Deus e eu mesmo podemos saber o que se passa em meu coração.” – Cartas de Amor do Profeta, p. 25. Ele mesmo reconhece que, tão importante como Deus e ele saberem do que se passava em seu coração, era a pessoa amada também saber. Mas, como a pessoa amada saberá se ele não expressar? Por isso, é fundamental que, além de sentir, a pessoa que ama também aprenda a transmitir seu amor.</p>
<p>Li recentemente uma linda história de amor num devocional para casais (James e Shirley Dobson, Momentos com Deus, p. 16-18) narrada por Laura Jeanne Allen, sobre como seus avós, que foram casados por mais de meio século, expressavam diariamente o que sentiam um pelo outro. “Eles escreviam a palavra ‘SHMILY’ pela casa inteira, nos lugares mais estranhos. Assim que um deles descobria a palavra, tinha de escrevê-la em outro local.”<br />
Ela afirma que não havia limites para os lugares em que a expressão aparecia. Eles escreviam “SHMILY” em pedaços de papel e os colocava nas latas de mantimentos que se encontravam na cozinha e na dispensa. Até mesmo dentro de bolos e pudins para que o outro os encontrasse enquanto se deliciava com essas saborosas sobremesas. Eles colocavam esses pedaços de papel no painel ou no banco do carro e, às vezes, pregados com fita adesiva no volante. Também colocavam dentro dos sapatos ou embaixo dos travesseiros. Escreviam com sua própria mão nas janelas da casa que se encontravam embaçada ou no espelho do banheiro, depois que alguém tomava banho e o mesmo ficava cheio de vapor. Isso se tornou um estilo de vida no casamento deles. Havia dedicação e constância. Eles aprenderam a falar do profundo amor que sentiam um pelo outro por meio de uma linda e significativa forma de expressão diária &#8211; SHMILY.<br />
Laura conta que eles ficavam de mãos dadas sempre que podiam. Beijavam-se quando se esbarravam na cozinha apertada. Gostavam de estar e de fazer várias coisas juntos, até mesmo palavras cruzadas. Eram gratos a Deus por terem a companhia um do outro. Várias vezes sua avó falou baixinho no seu ouvido sobre como admirava e achava seu avô um velho atraente, que parecia estar mais bonito a cada dia que passava. Então, ela concluía dizendo “que tinha sabido escolher bem.”<br />
Apesar de toda a luz desse amor, havia uma nuvem de tristeza que insistia em pairar sobre a vida deles. Há dez anos, sua avó soube que tinha câncer no seio. Quando ele também soube, pegou em sua mão e nunca mais a soltou. Eles percorreram juntos todo esse íngreme caminho de sofrimentos físico, emocional e psicológico. Ele, por sua vez, procurava encher sua vida de amor, cuidando dela com muito carinho e afeição. Ficava ao seu lado durante horas intermináveis. Muitas vezes orava a Deus pedindo que os ajudassem. Ele chegou a pintar o quarto de um amarelo que transmitia a vida, a luz e o brilho do sol. Somente para dizer o quanto era intenso seu amor por ela. Assim, ela chegava a sentir-se a doente mais feliz do mundo.<br />
Um dia, porém, o que todos temiam aconteceu: sua avó morreu. Então, seu avô pediu que colocassem a misteriosa palavra escrita em cor amarela nas fitas, nas coroas de flores, no caixão, em todo o funeral&#8230; E ali, pela última vez, todos os familiares se uniram em torno da amada vovó, a fim de prestarem sua última homenagem de amor e gratidão pela sua existência. Nesse momento, ele se aproximou trêmulo e abatido. Sabia que havia chegado a hora de prosseguir sozinho, respirou profundamente e com a voz embargada pelas lágrimas cantou para a mulher da sua vida, a linda canção SHMILY.<br />
De fato eles se amaram com toda a intensidade dos seus corações, de uma forma profunda e verdadeira. E assim, ao longo de toda sua vida, juntos eles viveram S-H-M-I-L-Y, que significa: See how much I love you (Veja o quanto eu amo você).</p>
<p>Fonte: <a target="_blank" href="http://www.vidaadois.net" target="_blank">www.vidaadois.net</a></p>
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