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	<title>Esperança &#187; Casamento</title>
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	<description>Onde podemos encontrar #esperança quando estamos confusos, buscando sentido na vida?</description>
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		<title>Se eu pudesse ter um lar outra vez</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 11:44:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Embora um tanto ferido e golpeado pelo fracasso na vida familiar, o experiente professor de quase 40 anos exibia no fundo dos olhos uma inexplicável esperança de reconstruir seu lar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1799" title="frustrado" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2011/02/frustrado-310x210.jpg" alt="" width="310" height="210" /></p>
<p>Carlos adentrou o consultório e sentou-se à minha frente um tanto cabisbaixo e abatido.</p>
<p>-Tudo acabou, e desta vez não há mais esperança, disse ele.</p>
<p>Sua voz modulada por muita emotividade, deixava transparecer frustração e abatimento.</p>
<p>- Como se sente em relação a tudo isso? Perguntei-lhe.</p>
<p>- Por um lado estou triste, por outro, não! Estou triste por ver morrer tantos sonhos e planos que juntos construímos e ter que admitir o fim de mais de treze anos de união. Por outro lado, sinto-me, de certa forma, aliviado. Agora, talvez, não venhamos causar mais sofrimentos um ao outro, e possamos encontrar novos caminhos e novos horizontes, não obstante, nunca fosse esta a minha vontade.</p>
<p>Embora um tanto ferido e golpeado pelo fracasso na vida familiar, o experiente professor de quase 40 anos ainda exibia no fundo dos olhos uma inexplicável esperança de reconstruir seu lar. Desde os nossos primeiros encontros, aprendi a admirar sua prudência, humildade e sabedoria, porém aquele momento de crise parecia demandar todas as suas virtudes.</p>
<p>-O que faria se pudesse começar a vida outra vez ao lado de sua esposa e de seus filhos? Interroguei-lhe novamente. Ele permaneceu por algum tempo calado e sua resposta veio somente após algum tempo de uma sensível reflexão. Olhando-me firmemente nos olhos, suas palavras passaram a revelar profundas verdades de sabedoria, que durante todos aqueles anos permaneceram escondidas no profundo de seu coração. Se eu pudesse ter um lar outra vez, disse ele:</p>
<p>1 &#8211; EU AMARIA MAIS</p>
<p>Hoje, posso compreender que a principal causa da ruína de muitos relacionamentos é que as demonstrações de afeto e carinho vão lentamente se extinguindo, até desaparecerem por completo. Em muitos relacionamentos não é o amor que se acaba, mas sim, o empenho e a vontade para expressá-lo. A falta de interesse e espontaneidade em compartilhar amor é o caminho mais curto e seguro para apagá-lo. O amor nunca morre de morte natural, disse Anais Nin, mas quando se deixam de alimentar suas fontes. Se eu pudesse ter um lar outra vez, aproveitaria mais as oportunidades e ocasiões para expressar o amor.</p>
<p>A cada dia, me esforçaria por tornar esse amor uma experiência prática e visível. Deixaria claramente que meus filhos contemplassem nossos beijos e abraços, e que outras pessoas notassem nosso caminhar de mãos dadas e nossos afagos, sem me envergonhar disso. Acima de tudo, traduziria esse amor em palavras e não deixaria que nenhuma outra dádiva pudesse substituí-las. Só aqueles que declaram seu amor podem edificar as bases para serem amados, e só os que compartilham o amor, sem reservas, podem esperar a recompensa de seus esforços.</p>
<p>O egoísta faz de seus sentimentos um círculo para o isolamento, mas aquele que ama, faz do amor uma ponte para atingir os corações. O egoísta sempre busca receber mais do que oferece, mas aquele que ama, procura primeiro ser e proporcionar ao outro, tudo aquilo que ele mesmo deseja receber. Prescindir de atitudes e palavras de amor em um relacionamento é fatalmente ir decretando seu fracasso e sua morte. Por isso, se eu pudesse ter um lar outra vez, eu dedicaria mais amor à minha esposa e aos meus filhos.</p>
<p>Sobretudo, me empenharia em amar e respeitar a mim mesmo. Creio que não podemos amar verdadeiramente aos outros, se não aprendemos a amar a nós mesmos. Uma pessoa que não se valoriza, aos poucos também vai perdendo o encanto aos olhos do outro. Temos que amar a nós mesmos para transmitir aos outros a segurança para que também nos ame. Aquele que não aprendeu a valorizar a si mesmo, tampouco dará valor ao amor do outro, uma vez que não se sentirá digno desse amor, e por isso tenderá a rejeitá-lo ou depreciá-lo. Se eu pudesse ter um lar outra vez, eu procuraria me estimar mais, porque me valorizando eu estaria valorizando, na verdade, o próprio amor de minha esposa por mim. Amando-a com ternura e respeito eu estaria amando a mim mesmo e valorizando o meu próprio potencial. Estaria reconhecendo a importância do seu amor para minha própria segurança e aceitação. Em verdade, eu me amaria mais, apenas para dessa forma poder amá-la mais e melhor. Só a sensação do verdadeiro amor pode dar ao coração a dignidade para investir em sonhos, e só ele nos confere a segurança para alcançarmos nossos planos e objetivos.</p>
<p>2 &#8211; EU NÃO POUPARIA ELOGIOS</p>
<p>Com freqüência, em nossos lares, somos tão ávidos em apontar defeitos e a criticar as falhas, mas somos tão resguardados quanto a fazer elogios e a destacar as virtudes. Muitos relacionamentos seriam aprimorados se, apenas, houvesse mais empenho em admirar um ao outro, entretanto contidos por uma timidez defensiva, muitos hesitam em revelar isso. Pais e filhos poderiam se tornar mais íntimos caso demonstrassem mais apreciação uns pelos outros, mas se ocultam por detrás de um orgulho carente, e não expõem seus sentimentos. Se eu pudesse ter um lar outra vez, não iria poupar esforços em elogiar minha esposa e meus filhos. Procuraria todos os dias, ocasiões para destacar suas virtudes e assinalar suas qualidades de maneira honesta e sincera. Estaria mais atento às vezes em que ela fosse ao cabeleireiro e a perceber os novos arranjos de seu penteado. Ao me sentar à mesa estaria mais atento a qualquer novo sabor de sua comida, e quando fôssemos sair, eu ficaria vigilante para apreciar qualquer belo detalhe em sua roupa. Não deixaria de incentivar minhas crianças ainda quando elas errassem e de declarar o quanto me orgulhava de tê-las como filhos.</p>
<p>Eu elogiaria mais, porém faria isso, sobretudo na frente dos outros, para que os outros conhecessem suas qualidades e o quanto eu mesmo as apreciava. A arte de fazer elogios é o primeiro passo na arte de amar as pessoas, afirmou George W. Crane. Eu elogiaria, e assim abriria caminhos para o amor, derribando as gélidas paredes da mediocridade e da rejeição. Para cada defeito de meus familiares eu procuraria considerar as inúmeras qualidades e para cada erro eu consideraria as muitas vezes em que já acertaram. Elogiar de maneira justa e sincera é investir no amor. Creio que o elogio franco e leal é um alimento para a alma e fortalece os relacionamentos. Aqueles que costumam fazer uso dele, formam terreno para que o amor floresça e perdure.</p>
<p>3 &#8211; EU TOMARIA A INICIATIVA DO DIÁLOGO</p>
<p>Em qualquer relacionamento, quando existe qualquer conflito ou discórdia, é muito comum que uma das partes se feche ou emburre dominado pela mágoa e pelo ressentimento. O egoísmo e o orgulho ferido podem tornar a comunicação um processo impraticável e enfraquecer o amor e a amizade. Porém, se eu pudesse ter um lar outra vez, eu cuidaria para que o rancor e a mágoa nunca se tornassem obstáculos para o diálogo e o perdão. Com freqüência, perdemos tanto tempo deixando amadurecer a ira e preservando o silêncio, que a hostilidade e a antipatia acabam por sufocar o amor no coração. É justamente quando se vai morrendo o diálogo que se aviva a ira, abrindo espaços para a agressão física ou verbal. Há pouco tempo uma esposa amargurada me confessou: &#8211; A pior solidão é aquela que se vive a dois, pela total ausência de diálogo.</p>
<p>Creio que o “suave milagre” que abrandaria muitos corações amargurados e cheios de ira, seria simplesmente a prática do diálogo aberto e sincero com os familiares. Se eu pudesse reconstruir meu lar pesaria mais o poder das minhas palavras e as passaria pelo crivo da verdade, da edificação e da necessidade. Procuraria o diálogo mesmo quando estivesse coberto de razão, pois a parte que se julga certa e ferida é geralmente a mais hesitante em perdoar e esquecer. Se porventura percebesse que estava irritado ou ferido demais para dialogar, me infligiria à disciplina do silêncio até que tudo se acalmasse, ou caminharia lentamente pela praça, mas não permaneceria remoendo vingança, desforra ou retaliação. Existem muitas maneiras de se transmitir amor, mas são as boas palavras e a comunicação franca e sincera, a maneira mais rápida e segura de expressar sentimentos e transformar o coração.</p>
<p>4 &#8211; EU PERDOARIA MAIS E PEDIRIA MAIS PERDÃO</p>
<p>Aprender a reconhecer erros, e a pedir e conceder o perdão é um dos maiores atos de grandeza em um relacionamento. O perdão impede que o rancor e o ódio se abriguem e contamine a mente e o coração. A relutância em conceder ou pedir perdão é a ferida que mina a afeição e acaba destruindo grandes relacionamentos. Há algum tempo, uma senhora casada me procurou e confessou: &#8211; Quando eu era menina e fazia alguma coisa errada minha mãe passava dias sem conversar comigo como castigo. Ela nunca me agraciava com o seu perdão. Até hoje carrego, em minha vida, as conseqüências daqueles anos. Por isso, se eu pudesse ter um lar outra vez, eu perdoaria mais e me disciplinaria a pedir mais perdão.</p>
<p>Caso pudesse restaurar meu lar outra vez, teria mais coragem para reconhecer meus erros e mais humildade para corrigi-los. Pediria perdão pela voz alterada, pela data esquecida, pela acusação sem fatos, pela paciência não contida. Porém, pediria perdão logo, e não permitiria que a ira se arrastasse até o dia de amanhã, pois o ódio quando nutrido, torna mais duro e insensível o coração. De igual maneira, eu escolheria perdoar mais. Perdoaria mais o atraso dela para algum compromisso, a palavra que não consegui digerir, a falta de tempo que interpretei como indiferença, ou o sorriso inadequado que julguei ser deboche. Corrigiria meus filhos, quando necessário, mas nunca permitiria que a disciplina se tornasse um obstáculo para a expressão do amor. Dar e pedir perdão pode parecer frouxidão e fraqueza, mas são atitudes dignas dos fortes, daqueles que enaltecem o amor e procuram mantê-lo vivo em seus relacionamentos.</p>
<p>5- EU NÃO PRESCINDIRIA DO TOQUE</p>
<p>Com muita freqüência a indiferença, o afastamento e o prescindir do toque é um dos sintomas dos relacionamentos que se tornam antigos e monótonos. Tenho notado que entre aqueles que se afastam, há um processo lento e contínuo de ausência de afagos, carinhos e beijos. Se eu pudesse reconstruir o meu lar, colocaria como primazia abraçar e tocar mais vezes meus familiares. Ao retornar para casa no final de mais um dia, eu não deixaria de beijá-los. Quando retornasse de alguma viagem permaneceria um tempo abraçado com ela, antes mesmo de entrar em casa. Mesmo nas reuniões da igreja, eu não deixaria de abraçá-la ou segurar suas mãos e permitiria que ela inclinasse sua cabeça sobre meus ombros, ainda que alguns olhassem em tom de reprovação.</p>
<p>Eu procuraria tocar e abraçar minha esposa, sobretudo nos momentos considerados neutros, quando ela nem ao menos esperasse. Caminharia mais vezes, abraçado com ela pelas ruas, a levaria mais vezes comigo em meus compromissos e iria buscá-la mais vezes na escola, ou no trabalho. Foi o reverendo Theodore Hesburg que uma vez expressou: a coisa mais importante que um pai pode fazer por seu filho, é amar a mãe dele e vice-versa. Os filhos podem aprender a expressar o amor e sentir maior segurança no mundo se percebem que existe amor e respeito entre seus pais, escreveu Jonh Drescher. Aqueles que procuram manter sempre vivas as demonstrações de afagos, carinhos e toques em sua família, abrem um caminho para que o amor cresça e jamais se apague.</p>
<p>6 &#8211; EU TOMARIA MAIS TEMPO PARA SORRIR</p>
<p>Tenho percebido que o mau-humor e as preocupações excessivas são combinações perniciosas que podem azedar muitos relacionamentos. Em muitas ocasiões levamos a vida tão a sério, que a angústia e os aborrecimentos tornam a convivência um fardo insuportável. Muitas vezes, carregamos para os nossos lares todos os dissabores de cada dia e, nem sequer, nos olvidamos em deixar transparecer nosso desprazer e descontentamento. Transferimos nossas zangas para nossos familiares de modo que todos são afligidos e contaminados. Esquecemos que relaxar, brincar e sorrir são os bálsamos que podem alegrar e restaurar muitas casas tristes e silenciosas. Lembro-me do meu caçula quando nos inocentes anos da infância se atirava em meu colo antes de dormir e me pedia: &#8211; Papai conte-me uma história engraçada para que eu possa rir quando estiver dormindo.</p>
<p>Se eu pudesse ter um lar outra vez, eu riria mais, pois já descobri que muitas situações que por vezes nos levam ao nervosismo e ao mau humor poderiam ser aliviadas, apenas, com uma boa gargalhada. É gostoso conviver com pessoas alegres e engraçadas, mas é tão difícil conviver com aquelas que levam tudo tão a sério, que têm a resposta pronta para tudo, e que sempre se defendem com justificativas e racionalizações. Se eu pudesse ter um lar novamente, eu pensaria em mais histórias engraçadas para contar à minha esposa e aos meus filhos, ao invés de só retalhar falhas ou deveres. Riria do bolo queimado que ficou duro como uma pedra e do arroz papa que saiu sem um pingo de sal. Riria quando as crianças se amontoassem em meu colo depois de um dia de trabalho e me pintassem o rosto com tinta guache. Riria quando ao abrir minha mala no hotel descobrisse que ela se esqueceu de colocar minhas peças íntimas e, ao invés disso, as trocou pelas dela. Riria quando tropeçasse e caísse diante de todas as crianças ainda que doesse um pouco. Eu riria mais, e assim as coisas se tornariam menos aflitivas e oprimentes e a convivência passaria a ser mais cheia de alegria e significado.</p>
<p>7 &#8211; EU LHES FALARIA MAIS SOBRE DEUS</p>
<p>Em muitas ocasiões, em nossos lares, podemos nos tornar tímidos e indiferentes no que diz respeito aos assuntos espirituais que praticamente os extinguimos de nossas relações familiares. Se eu pudesse ter um lar outra vez faria de Deus um constante aliado na direção de minha família. No mundo atual criar um filho sem fé e sem religião é como soltá-lo, sem bússola e sem remo, no oceano da vida. É torná-lo forte candidato a fracassar no amor e na vida.</p>
<p>Creio que a maior tentação no mundo, hoje, é a de nos tornarmos tão preocupados e absortos com os assuntos do dia-a-dia e com a busca do próprio bem-estar, que perdemos o senso da dependência de Deus. Deixamos de compartilhar momentos de oração e meditação e nos tornamos tímidos em dedicarmos tempo para orarmos unidos em família. Se eu, porém, pudesse reconstruir o meu lar, gastaria mais tempo em comunhão com Deus, ao invés de lutar com as minhas próprias forças para superar problemas ou prover necessidades. Convidaria mais vezes minha esposa e meus filhos para que orassem comigo e, acima de tudo, lhes ensinaria o sobre amor de Deus.</p>
<p>Se deixarmos o coração de nossos filhos vazios de uma fé e de uma religião, eles poderão preenchê-lo com danosos substitutos, que não restará mais lugar para Deus. Um dia uma professora fez uma bela descrição para a sua classe sobre o amor e o caráter de Deus. No final, um pequeno menino ergueu a mão e disse: &#8211; Professora, Deus é igualzinho ao meu pai. Se eu pudesse ter um lar outra vez era isto o que eu queria ser.</p>
<p>UM NOVO COMEÇO?</p>
<p>Após me falar todas essas palavras, Carlos abaixou a cabeça e permaneceu algum tempo calado e reflexivo. Seus olhos foram se fechando e uma pequena lágrima apareceu. Esperei com paciência e novamente lhe dirigi a palavra.</p>
<p>- Carlos, por que você não procura outra vez seus familiares e tenta dar uma nova oportunidade ao amor? Como você mesmo disse, o mais difícil na reconstrução de um lar assolado é deixar prevalecer o orgulho e o egoísmo. São essas as mazelas que nos impedem de nos humilharmos e procurarmos o diálogo e o perdão. Podemos ter todas as soluções em nossa mente, mas nada mudará se não tomarmos uma atitude e a colocarmos em ação. Por que não toma essa decisão hoje?</p>
<p>Naquele exato momento, ele se levantou e saiu, desaparecendo no final do comprido corredor. Fiquei, por alguns instantes, calado e refletindo. Como um homem que compreendia todas essas verdades poderia estar vivendo uma situação como essa? Voltei meus pensamentos para Deus. Talvez seu aparente fracasso familiar tenha sido uma oportunidade para o aprendizado de grandes verdades e sábias lições para o seu amadurecimento. Compreendi que o nosso Pai Celestial é sempre o Deus da segunda chance e que “Suas misericórdias&#8230; renovam-se cada manhã.” Lamentações 3: 22, 23.</p>
<p><strong>Eronides Conceição Palmeira de Nicola</strong></p>
<p><em>Pedagogo</em></p>
<p><em>Psicólogo Clínico</em></p>
<p><em> Mestre em Psicologia da Saúde<br />
</em></p>
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		<title>Traída</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Jan 2011 10:53:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[adultério]]></category>
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		<description><![CDATA[A vida estava no auge do desabrochar. Era primavera! As flores estavam todas se abrindo e meu bebê chegaria dentro de quatro semanas. Mas, de repente, foi como se a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1746" href="http://www.esperanca.com.br/2011/01/traida/traida/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1746" title="traida" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2011/01/traida-235x235.jpg" alt="" width="235" height="235" /></a>A vida estava no auge do desabrochar. Era primavera! As flores estavam todas se abrindo e meu bebê chegaria dentro de quatro semanas.</p>
<p>Mas, de repente, foi como se a primavera deixasse de existir e da mesma forma, o futuro. Eu estava parada ao lado da gaveta da escrivaninha que se encontrava escancarada, e segurava algumas passagens de avião em minhas mãos. Havia um total de seis bilhetes, três viagens de ida e volta para duas pessoas, em nome de Carlos. Já fazia mais de um ano que eu não viajava com meu marido. Meu coração começou a bater forte, parecia que ia saltar pela boca.</p>
<p>Eu não queria acreditar nas evidências, mas ao mesmo tempo, sentia-me compelida a buscar algo mais concreto. Nessa busca, encontrei o que não poderia deixar dúvidas. Bilhetes de teatro para dois. Notas de restaurante provenientes de noites em que ficara “trabalhando” até mais tarde. Mais passagens de avião indicando que ele chegara à cidade, dois dias antes de vir para casa. Eu procurei algo em que me apoiar – a própria escrivaninha, uma cadeira, qualquer coisa. Meu marido estava tendo um caso com alguém. Meu corpo começou a tremer e minha cabeça a girar. De alguma forma, percebi que minha vida nunca mais seria a mesma.</p>
<p>Carlos e eu havíamos sido criados em famílias cristãs estáveis, conhecido um ao outro numa Escola Cristã, dedicado nosso casamento e nosso filho ainda por nascer, ao Senhor. Ele fazia parte de uma organização cristã. Juntos, nós orientávamos o grupo de adolescentes da igreja, éramos professores da Escola Dominical e, fielmente, freqüentávamos um grupo de estudo bíblico.</p>
<p>A vida estava sendo boa para nós! Carlos tinha um bom emprego, uma casa nova e um bebê a caminho em quatro semanas. O quarto do herdeiro estava prontinho; a decoração tendia para o amarelo. Não faltava nada das  fraldas ao famoso “ursinho” de dormir. Não havia motivo para reclamar da vida.</p>
<p>Mas, ali estava eu com as passagens de avião em minhas mãos. Eu simplesmente não podia recolocá-las no fundo da gaveta e fingir que não existiam. Sentei-me e procurei ordenar meus pensamentos.</p>
<p>As coisas começaram a fazer sentido. A frieza com que Carlos vinha me tratando nos últimos tempos, o fato de estar sempre ocupado com os negócios, as noites que chegava tarde do trabalho, as partidas de tênis com o chefe, nos fins de semana e as freqüentes viagens da firma, a serviço. Veio até em minha mente, a imagem do Dia das Mães, apenas algumas semanas atrás. Foi a minha primeira e tão esperada comemoração do Dia das Mães pela qual eu vinha orando há seis anos. Os familiares de Carlos vieram para casa e trouxeram presentes para o bebê que estava a caminho – um macacãozinho azul, caso fosse menino e um vestidinho cor-de-rosa para menina. De repente, após o jantar, Carlos levantou-se abruptamente e comunicou que precisava ir correndo ao escritório para terminar um serviço para a manhã seguinte.</p>
<p>- Mas Carlos, é Dias das Mães. Será que você não pode esquecer os negócios pelo menos hoje? – sua mãe aventurou-se, em oposição àquela atitude.</p>
<p>Mas Carlos levantou-se e saiu. Era uma época de muito serviço para ele. Eu compreendia. Cem por cento dedicado ao trabalho, dava duro para que o bebê e eu pudéssemos ter uma vida confortável.</p>
<p>Mas, naquele momento, tudo se tornava mais claro! Ele não saiu a serviço no Dia das Mães. Tudo fazia parte de sua camuflagem, mentiras, infidelidade. Gotas de suor brotaram em minha testa e comecei a tremer. Minha primeira reação foi sair correndo e trocar todas as fechaduras para que ele não pudesse entrar. Eu não queria mais vê-lo na minha frente.</p>
<p>Fiquei parada no meio da sala enquanto uma dor imensa tomava conta de mim. A sala onde havíamos recebido tantos amigos! O sofá em que Carlos e eu, tantas vezes, havíamos sentado, sonhado e planejado juntos. Meus olhos foram até a poltrona azul de encosto alto onde apenas um mês atrás eu havia “construído” uma altar para o Senhor.</p>
<p>- Pai, conheço muitas coisas a seu respeito. Agora, quero conhecê-Lo de verdade&#8230; Venha o que vier.</p>
<p>Aquela reentrega estava tão viva em minha mente, como se tivesse acabado de ser feita. Eu também havia chorado naquele dia – lágrimas que encerravam o desejo de conhecer mais a Deus. À medida que Deus me levava para mais perto dEle, iniciava-se também, em minha vida, o processo de perdão, antes mesmo que eu precisasse colocá-lo em prática!</p>
<p> </p>
<p><strong>CONFRONTAÇÃO</strong></p>
<p>-Bem, agora que você já sabe, existe realmente outra pessoa, e eu estou apaixonado por ela.</p>
<p>Foram estas as palavras de Carlos. Ditas da mesma forma e com a mesma entonação como se dissesse que estava indo à padaria comprar leite – sem o menor traço de culpa ou remorso.</p>
<p>-Já faz tempo que não sou feliz em nosso casamento. Uma vez que eu vou mesmo embora, é melhor ir agora.</p>
<p>Ele nem se deu ao trabalho de vestir o paletó! Em seu rosto, uma dureza tão grande, que eu nunca havia visto. De repente, eu o amei e odiei ao mesmo tempo. Queria que fosse embora, mas também queria segurá-lo e retê-lo para sempre. Ele se virou e caminhou em direção à porta. O paletó escorregava de seus ombros.</p>
<p>- Não precisa mais me esperar!</p>
<p>Eu não tive forças para responder!</p>
<p>Fiquei parada na porta olhando o carro se afastar até perder de vista. A sensação que eu tinha era de estar assistindo a um filme de pesadelo, ou de estar ouvindo a história de outra pessoa. Durante toda a noite a casa ficou vazia e silenciosa. Somente meu choro ecoava! Eu vagava pela casa chorando, entrava e saía do quarto do bebê, sempre chorando. Cerrei meus punhos e os levantei para Deus dizendo:</p>
<p>- Deus, quero que o Senhor saiba que, se este é o Seu plano para minha vida, ele é uma droga! Eu odeio o meu marido e odeio o que o Senhor está fazendo comigo e com o meu bebê.</p>
<p> </p>
<p><strong>O MOTIVO</strong></p>
<p>- Mas, diga-me Suzanne, por que você acha que ele foi embora?</p>
<p>Era minha vizinha perguntando, enquanto tragava um cigarro e fazia rodinhas de fumaça para cima. Fazia uma semana que tudo havia acontecido. Eu estava sentada à mesa de sua cozinha enquanto conversávamos.</p>
<p>- Você acha que existe outra pessoa?</p>
<p>Ela aguardava minha resposta.</p>
<p>- Sim Rose, existe outra mulher.</p>
<p>- Bem, Suzanne, é meio difícil dizer isto para você, mas eu já sabia.</p>
<p>Ela apagou o cigarro, sentou-se na minha frente e olhando-me bem nos olhos disse:</p>
<p>- Cíntia e o marido são seus melhores amigos, não é verdade? E vocês quatro estão sempre juntos, certo? Não me importa se ela se diz crente como vocês. Cíntia roubou seu marido e eu vi com meus próprios olhos.</p>
<p>A xícara de café quase caiu de minhas mãos. Era como se toda minha força esvaísse.</p>
<p>“Deus! Faça com que ela esteja errada. Pelo nosso testemunho para com a Rose e seu marido, permita que ela esteja errada!”.</p>
<p>Mas Rose continuou a falar:</p>
<p>- Quando você foi visitar sua mãe em  Nova York, Cíntia esteve em sua casa com Carlos. Eu estava com uma gripe danada e não fui trabalhar. Naquele dia, vi Carlos e Cíntia entrarem em sua casa. Jorge e eu estávamos pensando em como lhe contar, mas percebemos que logo você iria descobrir.</p>
<p>Aí estava o motivo. Como se não bastasse o fato de Carlos haver me traído, tinha que ser logo com uma de minhas melhores amigas! Senti a raiva subindo. Meu coração estava disparado. Eles tiveram a audácia de manter o caso em minha própria casa! Irada e humilhada, foi difícil até me despedir de Rose. Era como se minha vida houvesse se transformado numa novela piegas. E nesse tipo de novela, não existe final feliz!</p>
<p> </p>
<p><strong>CINCO MINUTOS</strong></p>
<p>De alguma forma, achei forças para sobreviver nas próximas semanas. Meu filho nasceu. Um saudável e lindo bebê, com cabelos escuros como os do pai.</p>
<p>- Senhor, o que farei com um filho sem pai? E quando ele chegar à adolescência?</p>
<p>Naquele momento, vieram em minha mente certas palavras que se transformaram em âncora de que eu tanto precisava.</p>
<p>- Suzanne, não se preocupe com o amanhã. Confie agora em Mim!</p>
<p>- Mas, Senhor, eu estou supercarente! Carlos foi infiel. Minha amiga roubou meu marido. Meu bebê não tem pai.</p>
<p>- Suzanne, você não precisa pensar em perdoá-los para sempre. Perdoe-os agora, neste minuto.</p>
<p>De repente, percebi que não podia manter aquela atitude durante um dia inteiro, mas seria possível por cinco minutos. Eu poderia não saber o que fazer com um filho adolescente, mas o meu filho era recém-nascido. E eu sabia lidar com recém-nascidos.</p>
<p> </p>
<p><strong>APOIO</strong></p>
<p>Durante os dias e semanas que se seguiram, enquanto eu me esforçava para evitar uma autodestruição, clamava a Deus e dizia:</p>
<p>- Senhor, eu não estou gostando do que está acontecendo. Eu odeio meu marido. Eu odeio a mulher que o roubou. Será que não há justiça?</p>
<p>Eu me abri, não somente com Deus, mas também com um casal de amigos, Daniel e Priscila.</p>
<p>Muitas vezes se assentaram ao meu lado e me ouviram; momentos em que a dor e a raiva pareciam me asfixiar. De vez em quando, eles gentilmente davam um “toque”, lembrando-me da perspectiva de Deus sobre o assunto; mas na maioria das vezes, apenas me ouviam e me amavam. Ao falar sobre minha raiva com Daniel e Priscila e mais tarde com um conselheiro, comecei a resolvê-la.</p>
<p>Além de ouvir, davam-me amor e perdão incondicionais. Eles não tomaram partido, não julgaram e não condenaram – a mim por meu ódio e a Carlos por sua infidelidade. Fizeram por mim, naquela época, o que eu não conseguia fazer – eles perdoaram meu marido e minha amiga. Rodeei-me de amigos, não para simplesmente despejar minha história sobre eles, mas  porque dessa forma, poderia receber força, sabedoria e dicas que me auxiliariam a viver.</p>
<p> </p>
<p><strong>CONFIANDO NOS PLANOS DE DEUS</strong></p>
<p>Aos poucos, atingi outro importante passo no processo do perdão. Percebi que deveria assumir a responsabilidade por meu futuro. Tinha uma escolha a fazer: permitir que o divórcio arruinasse minha vida, ou então, determinar perante Deus que aquela traição, não importando o quanto eu a detestasse, não destruiria o plano do Senhor para mim, tampouco para o meu filho. Passei a perceber que Deus não havia arquivado Seus planos em relação a mim. Ele ainda os mantinha firmes em Suas mãos. Ninguém pode sabotar Seus planos – nem mesmo um marido infiel. Aos poucos, a raiva que eu sentia foi diminuindo.</p>
<p> </p>
<p><strong>RECUSANDO A AMARGURA</strong></p>
<p>Perdoar tornava-se mais difícil quando via Carlos e Cíntia casados. Sentimentos e pensamentos negativos povoavam minha mente. “Ele não dá a mínima para o filho. Ela roubou o meu marido. Por que a vida que ela leva é tão boa?”</p>
<p>Lembro-me do dia em que encontrei Cíntia em frente ao Correio. Era a primeira vez que eu a encontrava, após o casamento deles. Ela estava com um carro novo. Também ouvira dizer que estavam construindo uma casa. Eu tinha um carrinho modelo econômico, havia me mudado para um apartamento de dois dormitórios e saía para trabalhar todas as manhãs, deixando meu filho de três anos com uma babá. Ondas de raiva e de autopiedade invadiram meu ser. Eu não suportava nem olhar para ela.</p>
<p>Mas, era inevitável que nos encontrássemos. Ela estava descendo as escadas e eu subindo. Eu a cumprimentei:</p>
<p>- Oi Cíntia!</p>
<p>Pronunciei aquelas palavras da forma mais genuína e educada que pude. Ela virou o rosto rapidamente para outra direção, mas eu notara algumas linhas duras em seu rosto. Não era a mesma Cíntia com quem eu compartilhara a vida no passado. Ela parecia velha e cansada.</p>
<p>Repentinamente, senti compaixão dela. A culpa estava estampada em seu rosto. Ao passar Davi para a babá e me dirigir para o trabalho, meus sentimentos iam do ressentimento à compaixão. Fiquei penalizada pela culpa que ela carregava. Mas, ela continuava sendo a razão pela qual eu precisava deixar meu filho com a babá e ir trabalhar, quando desejava desesperadamente ficar em casa com ele, contar histórias e fazer bolos. Ela era o motivo pelo qual eu precisava me esforçar para que o orçamento desse no final do mês. Enquanto isso, Cíntia dirigia seu carro novo e construía uma outra casa.</p>
<p>Foi aí que comecei a perceber que, recusando-me a perdoá-la, estava abrigando e permitindo que a amargura criasse raiz em meu coração. Eu não queria ser uma pessoa amarga. Nesse momento, lembrei-me de uma mulher muito amargurada. Não havia beleza em sua face e nem graça em sua vida. Eu não gostaria de me tornar aquele tipo de pessoa. Por outro lado, também vieram à minha mente algumas mulheres que estampavam graça e bondade. Estas sim, eram meus exemplos.</p>
<p>O contraste de ambas as imagens perdurava em minha mente nas horas de maior conflito interior, ou seja, quando levava meu filho para visitar o pai e via a linda casa; o fato de saber que Cíntia podia ficar em casa com os filhos e eu não; as férias nas montanhas com o marido no período de Natal, etc. Procurava, então, visualizar a mulher amargurada com a qual eu não gostaria de me parecer. Recordava, também, meu compromisso com Deus, de não permitir que amargura e a falta de perdão prejudicassem a vida de meu filho.</p>
<p> </p>
<p><strong>APROXIMANDO-ME DE DEUS</strong></p>
<p>Em meu caso, a graça para perdoar surgiu, não como conseqüência de uma decisão específica para tal, mas como uma escolha lúcida de aproximar-me de Deus. Em minha luta para perdoar e esquecer, ligava o CD do carro e ouvia hinos de louvor. Durante a noite, quando conciliar o sono se tornava impossível, lia salmos em voz alta. Decorava versículos bíblicos e os repetia, seguidamente, até que me acalmasse e diminuíssem tanto os ressentimentos, quanto os temores em relação ao futuro.</p>
<p>O aproximar-me mais de Deus, através dos meses e anos, permitiu que, finalmente, conseguisse recordar-me de coisas boas a respeito de Carlos e Cíntia. Consegui lembrar dos bons períodos que passamos juntos. De fato, deparei-me preferindo lembrar de coisas boas sobre eles.</p>
<p>Com a escolha de aproximar-me de Deus, ao invés de afundar-me nos ressentimentos, encontrei força suficiente para, naquele momento, perdoar. A próxima vez que fui levar Davi para visitar o pai, precisei refrescar minha memória: “Oh! Senhor, ajuda-me a pensar em coisas positivas sobre eles”. Deus me concedeu, em doses graduais, a graça para pensar positivamente e também para perdoá-los.</p>
<p> </p>
<p><strong>CURA POR MEIO DA DOAÇÃO</strong></p>
<p>O perdão foi chegando, na medida em que tirava os olhos de minhas mazelas e colocava-os em outras pessoas que, por algum motivo, estavam sofrendo. Certa noite, vários anos após Carlos ter saído de casa, meu telefone tocou. Era outra mulher que, naquele momento, atravessava uma situação semelhante à minha. Ao conversarmos, notei que poderia ajudar, não somente a ela, mas também a outras. Deus não havia me abandonado. Pela graça, eu conseguira atravessar aquele terrível pesadelo.</p>
<p>Aquele telefonema resultou num almoço semanal e dali um estudo bíblico com três mulheres em situações semelhantes. Mais tarde, já éramos doze. Reuníamo-nos para nos apoiar, mutuamente, e estudar a Bíblia.</p>
<p>Atualmente, anos após o ocorrido, o grupo de apoio para mulheres divorciadas de nossa comunidade ainda existe e está muito ativo. À medida que me dispus a estender minha mão e ajudar a outros em seus sofrimentos, minha própria dor foi curada e esquecida.</p>
<p> </p>
<p><strong>O FRUTO DO PERDÃO</strong></p>
<p>Certo dia, sete anos depois daquela manhã quando pensei que minha vida fosse terminar, recebi uma notinha escrita à mão. Era Cíntia pedindo perdão. Consegui sentar em minha escrivaninha e escrever as seguintes palavras:</p>
<p>Cíntia,</p>
<p>Eu já a perdoei. Você tem muitas qualidades positivas, utilize-as para encorajar outras pessoas. Desejo o melhor para você, Carlos e as crianças. Não permita que o passado se interponha entre nós. Lembre-se somente dos bons tempos que desfrutamos juntas. Se nossos caminhos se cruzarem ao longo da estrada, não haverá nada pendente. Você está perdoada!</p>
<p>Na semana passada, ao fazer umas compras perto de casa, vi Cíntia n loja no meio das pessoas. Fazia muitos anos que não a encontrava. Ela passou por mim como se não me conhecesse. Mas, mesmo ali, no meio de uma loja abarrotada de pessoas, descobri que perdoar vale a pena. Eu consegui olhar para ela, lembrar-me dos tristes acontecimentos ocorridos entre nós, mas não senti o tão sufocante ressentimento.</p>
<p>Quando Carlos passa em casa para pegar o filho, já consigo olhar para ele com compaixão. Foram-se as pontadas de ódio e mágoa. Aprendi que, se confiarmos em Deus, receberemos Sua graça para perdoar por um minuto, e dali por diante os minutos se multiplicarão. Teremos paz conosco, com Deus e, até, com aqueles que nos magoaram.</p>
<p><strong>Depoimento de Suzanne Miler a Ruth Senter</strong></p>
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		<title>Como Discordar sem Brigar?</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Jan 2011 12:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
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		<description><![CDATA[Precisamos aprender, urgentemente, a falar de sentimentos e com sentimentos. Falta-nos a capacidade para compreender o que não está sendo dito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1727" href="http://www.esperanca.com.br/2011/01/como-discordar-sem-brigar/discordar/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1727" title="discordar" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2011/01/discordar-310x207.jpg" alt="" width="310" height="207" /></a>Vivemos em um mundo de comunicações: internet, fax, telefones/celulares cada vez mais sofisticados e televisão, dentre outros aparelhos, perfazem a poderosa mídia, mas paradoxalmente, entre as pessoas, a regra é o mal-entendido, e a exceção é a comunicação. No interior das famílias, falta-nos reaprender algo que talvez um dia, na infância, soubéssemos fazer: comunicar o que sentimos.<br /> Um marido de meia idade deixou o trabalho mais cedo e foi para casa preparar um jantar especial para a esposa. Dispensou a empregada mais cedo, cuidou das crianças e foi para a cozinha preparar o jantar. Ele queria surpreender a mulher. Quando a mulher chegou a casa, viu a sala arrumada, a mesa pronta, o ambiente suavemente iluminado à luz de velas, sobre a mesa um belo e delicioso  jantar. Ela foi até a cozinha e saiu de lá com um pano de prato nas mãos, sujo de gordura. Ruidosamente chamava a atenção do marido para o pano de prato sujo e fora do lugar: como ele pôde fazer aquilo!&#8230; A questão deixou de ser o jantar, para se tornar um problema em torno de um pano de prato, sujo de gordura. Como essa esposa não pôde ver o jantar!&#8230;<br /> Em outra situação, uma filha adolescente confidenciou à mãe que estava gostando de um garoto da escola. A mãe, um pouco descuidada com a observação respondeu: “você está muito gorda, ele não vai querer você assim”. Depois disso, a filha se retraiu, evitou contar os seus “segredos” para a mãe e passou a contar, apenas para as amigas. A filha adolescente que buscava a cumplicidade da mãe transferiu tal cumplicidade, para as amigas.<br /> As duas histórias podem paralisar as relações das pessoas envolvidas e, inclusive, destruir as relações. Considerando as proporções de cada caso, assim como o longo conflito entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte, onde cada lado acredita estar certo, o mesmo também se passa com as pessoas. Todos acreditam que estão certos. Vamos analisar os fatos a partir de uma teoria. Todo fato tem um contexto seguido de seu relato que é dado por um observador. O contexto do fato e o contexto do relato podem ganhar significados diferentes, dependendo dos interlocutores e da situação em que ocorreu.<br /> Quando nos comunicamos, não estamos apenas transmitindo informações, mas, ao mesmo tempo, sugerindo para um outro qualquer, uma forma de nos perceberem. Estamos, sobretudo, falando de nós mesmos, ainda que estejamos falando de uma situação. O que contamos é, ao mesmo tempo, a manifestação de nossa identidade que busca afirmação na concordância do interlocutor. Procuramos no outro a confirmação de nossa imagem, a imagem que desejamos transmitir: queremos que pensem sobre nós ou que nos vejam do jeito que pensamos e nos vemos. É evidente então que mudando o interlocutor, pode mudar o relato. A questão é que não somos apenas pessoas (Carlos, Maria, Joana, etc.), nós somos também, as nossas relações, nossos sonhos, nossa história, com as alegrias, as tristezas, as verdades que dizemos que podem ser mentiras e essas mentiras, podem ser verdades, desde que se mude a perspectiva. Tudo está relacionado com as relações que temos com os outros. Muitas vezes podemos dizer que estamos bem ou que estamos muito mal, depende do lugar e de quem será o nosso interlocutor. Para sermos o que somos ou pensamos que somos, dependemos significativamente dos outros. Quando narramos um relato estamos falando de nós mesmos. Quando falamos estamos demarcando o nosso território psicológico, estamos em busca de auto-afirmação e do reconhecimento de nossa identidade. Essa auto-afirmação assegura o desenvolvimento e a estabilidade mentais. Mas é claro que assim como os outros podem confirmar nossas qualidades, podem também nos rejeitar e nos desconfirmar. Assim como buscamos nos outros a confirmação de nossas qualidades, de nossa auto-imagem, corremos também riscos de nossa total desconfirmação, e de cairmos na baixa auto-estima. Por isso, falar é fácil, mas se comunicar é uma “ciência” complexa.<br /> Seguindo determinações biológicas, os animais se comunicam com precisão absoluta, pelo menos quando seus órgãos sensoriais se encontram em perfeito funcionamento. O biólogo Humberto Maturana (2001), pesquisando as condições em que se processa a cognição, observa o comportamento das salamandras. Diz o cientista que, “quando pomos um bichinho na frente da salamandra, ela lança sua língua e o captura”, ou seja, entre a minúscula estrutura cerebral da salamandra e o bichinho na exterioridade, há uma correlação objetiva entre interior e exterior que garante uma regularidade nesse ato comunicativo. O mesmo acontece com a dança das abelhas, que comunica ao seu núcleo, as fontes de néctar. O caminhar errático das formigas, que distribuem feromônios pelo caminho, são formas de comunicar uma espécie de endereço que leva aos alimentos. Esses pequenos animais estão se comunicando a partir de seu cérebro em relação ao meio exterior. Fazem isso com precisão, mas no “escuro”. Maturana em, Cognição, Ciência e Vida Cotidiana, lembra de uma pescaria de trutas: “um anzol com peninhas&#8230; aí vocês jogam o anzol de tal maneira que ele passe apenas roçando a superfície da água. E a truta que está ali salta e, depois de agarrar o anzol, diz: ‘Ah! Claro&#8230; me pegaram’. A truta não pode distinguir entre ilusão e percepção” (MATURANA, 2001, p. 26). Se a truta distinguisse um inseto de um anzol com peninhas que imitam o inseto não haveria pesca de trutas dessa maneira. Qual a diferença entre o comportamento animal e o comportamento do homem? Maturana defende que, tanto os animais citados acima, quanto os homens, não sabem distinguir entre ilusão e percepção na experiência. O marido não pôde perceber a mensagem do pano de prato; a esposa não percebe a mensagem do jantar. A mãe, não percebe a mensagem da filha que, ao sentir-se desejada, quer também a validação afetiva da mãe; a filha não pôde entender o desespero da mãe. É como se todos ao invés de falar a verdade sobre o que sentem, estivessem mentindo. É uma questão de impossibilidade humana, trata-se de uma limitação entre o real das coisas e as palavras. No caso dos animais, eles dependem de um tempo, onde ocorre uma mutação adaptativa para aprenderem um novo comportamento. No caso dos humanos, dependemos da produção de uma linguagem sempre nova. Por isso, a idéia de que há sempre outras possibilidades de nos entendermos ou de recomeçar do ponto onde paramos. O que muitas vezes esquecemos é que nós falamos, e é o que faz toda a diferença. Por que falamos, podemos transformar a realidade e reinventar modos de vida. Diz o biólogo: “não podermos distinguir entre ilusão e percepção na experiência é uma condição constitutiva dos seres vivos. E tanto é assim que, inclusive, temos palavras que implicam essa incapacidade de distinção, e estas são erro e mentira. Quando se diz a outra pessoa: ‘você mente’, o que se diz é: ‘no momento em que dizia, você sabia que o que dizia não era válido’. Mas quando alguém diz: ‘eu me equivoquei’, o que diz é: no momento em que disse o que disse, eu tinha todos os motivos para pensar que o que dizia era válido’, quer dizer, não sabia que o que dizia não era válido, mas o sei a posteriori” (Idem). Ou  seja, só podemos distinguir um equívoco depois da experiência, sendo que tal experiência depende de uma explicação, de uma linguagem. Nós “mentimos” durante a experiência, ou seja, já sabemos a priorísticamente da mentira, ao passo que o equívoco não pode ser percebido a não ser a posteriori. Nos dois casos, na mentira e no equívoco, temos a elaboração da linguagem. Existimos na linguagem. Não há modo de nos referirmos ao mundo a não ser explicando-o por meio da linguagem. Daí, nós nos separamos da pura natureza instintiva dos animais. Um animal quando se mimetiza, está mentindo para dizer a verdade ou está dizendo a verdade mentindo. Podemos estender a mão com uma precisão matemática para pegar um copo d’água, assim como a salamandra captura com a língua o seu alimento, mas não temos a tradição de nos perguntarmos por que fazemos isso. “Se não me faço a pergunta, vivo na deliciosa ignorância” em relação a maior parte das coisas que me acontecem. E a dificuldade não está em pegar a água, mas de explicar as coisas e os acontecimentos do entorno. Faltam, nos dois exemplos citados, marido-mulher e mãe-filha, saírem do escuro para praticarem o jogo lúdico da oficina das palavras. Fazer perguntas sinceras sobre o sentimento de um e de outro. Viver instintivamente é difícil, repetir gestos e comportamentos é muito simples, os animais o fazem. Aqui encontramos a nossa questão, no ponto em que nos distinguimos dos animais e deles nos distanciamos. É, também, o momento em que nos tornamos complexos e quando complicamos as nossas relações. Quando começamos a simbolizar o mundo, as emoções, os pensamentos e os sentimentos e deixamos, ao mesmo tempo, a possibilidade de retorno ao estado animal de contato com o mundo. As palavras não são signos transparentes e perfeitos. Elas não têm o contato e a plenitude da presença dos objetos a um tempo, elas são signos arbitrários, não têm o poder de representar a realidade a que se refere. Ao mesmo tempo em que residimos na linguagem, perdemos o paraíso que sem ela submergiríamos em plena ignorância. Uma outra condição que dificulta a nossa comunicação é o fato de olharmos e ouvirmos em perspectiva. Não podemos nos livrar da condição de observadores e tal condição faz com que olhemos o mundo em perspectiva. Olhamos, escutamos, sentimos e nos expressamos a partir de nossas perspectivas. Estamos condenados ao perspectivismo e não há outra maneira de ser. É do alto de nosso corpo, com as faculdades dos sentidos que aprisionamos o mundo, as pessoas, as coisas e os acontecimentos. Tudo é perspectiva. Quando discordamos, é de uma perspectiva para outra.<br /> No primeiro caso, faltou ao marido a capacidade de ver a perspectiva da esposa. O que ela queria “dizer” com a queixa do pano de prato? Falta à esposa “ler” a perspectiva do marido. O que ele quer “dizer” com o jantar? Cada um quer “dizer” alguma coisa que ainda não “pode” dizer de maneira mais precisa. Com a ajuda da psicoterapia, ela diz: “eu não quero que ele vá para casa mais cedo, nem que faça jantar, ou que cuide das crianças. Nós temos empregados para esse tipo de coisa. Estou cansada de dizer a ele que precisamos sair, viajar, dormir fora, fazer amor&#8230;”.<br /> O marido se justifica: “estou cansado, sem desejo, sem vontade de sair. Pensei que fazendo esse tipo de coisa, pudesse substituir uma coisa por outra”. Eles não conseguiam falar sobre essas dificuldades, é como se fosse uma derrota, uma humilhação. Cada um gostaria que o outro percebesse isso sem que fosse preciso dizer.<br /> No segundo caso, a mãe diz: “é que tenho medo que minha filha inicie uma vida sexual prematuramente, que engravide, se perca na vida espiritual&#8230;”.<br /> A filha relata que a questão não é sexual, trata-se de aceitação. Um menino da escola demonstrou simpatia, com isso a menina se sentiu amada. Neste caso, a filha quis partilhar com a mãe os seus segredos e suas experiências e obter também o afeto da mãe. Falta-nos a capacidade para compreender o que não está sendo dito. A adolescente, de certa maneira, quer dizer: “olha mãe, mesmo estando um pouco gordinha, tem um menino que está gostando de mim”. E a mãe preocupada, gostaria de ter dito: “estou com medo de você descobrir o sexo antes da hora”.<br /> O marido quer dizer: “estou sem desejo, não quero fazer sexo em lugar nenhum, estou cansado, estressado, por isso, tento agradá-la fazendo o que fiz”.<br /> E a mulher, com o pano de prato na mão, deveria ter dito: “não é nada disso, nenhum jantar vai resolver a nossa questão. Precisamos descobrir uma outra saída para as nossas dificuldades, precisamos aprender a falar sobre nossos problemas”. John Gray em Men are from Mars, Women are from Vênus (1992), diz que as mulheres querem falar a partir dos seus problemas; os homens querem falar da solução dos problemas, só que a matriz da solução dos problemas dos homens não é a mesma com que as mulheres falam de seus problemas. Os problemas emocionais têm uma outra lógica, trata-se de uma lógica subjetiva. A matriz de pensamento do homem está marcada pela subjetividade patriarcal. Os homens, na infância, ganharam como presentes, carros e bolas de futebol. Numa lógica que aponta para o exterior e acompanha a anatomia do órgão genital, o homem, desde muito cedo, é lançado em direção ao mundo exterior. A mulher, da mesma sociedade falocrata,  é educada sob uma matriz oposta. As meninas ganham bonecas, fogõezinhos e panelinhas, indicadores de uma outra subjetividade. Aprendemos a andar lado-a-lado, mas sem possibilidades de nos encontrarmos. Os encontros de intimidade afetiva só existem a partir de  construções na linguagem. Precisamos aprender, urgentemente, a falar de sentimentos e com sentimentos. Pais e filhos, maridos e mulheres, ainda nos resta resolvermos essa questão. Olhamos, mas nem sempre enxergamos, não  percebemos o que o outro quer nos mostrar. Ouvimos, mas não escutamos, nem compreendemos o que quiseram verdadeiramente nos dizer. Falamos muito, sobre muitas coisas, mas quão pouco dizemos, ou, mesmo comunicamos sobre nossos sentimentos: desejos, medos, vontades, sonhos, etc. Como diz Peter Drucker, “O mais importante em comunicação é ouvir o que não está sendo dito.” E falando psicanaliticamente, a verdade se esconde entre as brechas da fala. É na dificuldade de falar que se encontra o maior sentido do ouvir.</p>
<p><em><strong>Clécio Branco</strong><br /> Psicólogo<br /> Mestre em Filosofia<br /> Doutorando em Filosofia</em></p>
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		<title>Proteção contra a Infidelidade no Casamento</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 11:03:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O relacionamento humano é uma das maiores fontes de emoção para homens e mulheres, crianças ou adultos. Emoções que fluem como um raio indo do Ocidente para o Oriente. Emoções [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1708" class="wp-caption alignleft" style="width: 297px"><a rel="attachment wp-att-1708" href="http://www.esperanca.com.br/2010/12/protecao-contra-a-infidelidade-no-casamento-2/45-tif/"><img class="size-medium wp-image-1708" title="desespero.jpg" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/12/desespero-287x235.jpg" alt="" width="287" height="235" /></a><p class="wp-caption-text">homem preocupado com a traição</p></div>
<p>O relacionamento humano é uma das maiores fontes de emoção para homens e mulheres, crianças ou adultos. Emoções que fluem como um raio indo do Ocidente para o Oriente. Emoções que vão das alturas do pico do Himalaia às profundezas do triângulo das Bermudas. Que vão do céu ao inferno numa fração de segundos. As relações podem ser fontes de satisfação ou de insatisfação, de alegria ou de tristeza, de prazer ou de dor. As interações humanas provocam amor e ódio, generosidade e avareza, esperança e desespero, sorrisos e lágrimas. Emoções consideradas positivas, quando despertam sentimentos afirmativos e seguros. Emoções consideradas negativas, quando os sentimentos despertados são maléficos e destrutivos.</p>
<p>Esta classificação não implica na sugestão de que não se deve sentir os sentimentos negativos. Pelo contrário. Para a experiência humana eles são vitais. Graças a eles somos motivados a nos afastar de tudo que nos faz mal a curto e em longo prazo. Eles são fontes de informações que indicam tudo aquilo que deve ser evitado, sanado, mudado e reorientado para se ter uma vida de menos sofrimento, angústia e solidão. O sentimento chama a atenção, desperta aquele que sente e sabe o que sente, para as escolhas de alternativas de uma vida mais saudável. Não se pode correr o risco de descartar, ignorar, ou diminuir a dimensão de sua importância. Correr esse risco é expor-se ao perigo de uma vida de insensibilidade e morbidez.</p>
<p>Em termos de emoções negativas dentro dos relacionamentos, quer seja na amizade ou no casamento, não há outro comportamento mais catastrófico do que a traição. A infidelidade. A deslealdade. A prevaricação. Quando um amigo ou cônjuge é traído ele passa por uma avalanche de emoções. Ele entra num furacão de sentimentos. Ele se esgota de lágrimas. Quando a pessoa descreve o que sente usa todo tipo de metáforas para se fazer entendida. Por mais que consiga se explicar, nunca acha que conseguiu expressar o que vai pela sua alma. Ela se sente absolutamente só no mundo. Ela se sente perdida dentro de uma confusão infernal. Infernal porque ela se sente em brasas, queimada viva. A raiva desperta nela uma enxurrada de adrenalina para atacar um inimigo invisível, indefinível, pelo menos no momento da descoberta da traição. A sensação de vazio, de massacre, de impotência, de abandono, deixa a pessoa em um estado de choque por algum tempo. A dor é tão grande que para sobreviver e suportar o sofrimento ela tem de negar. Ela tem de recusar a perceber a realidade. Ela recusa ver a verdade.</p>
<p>Passado o choque inicial ela entra em contato com a perda. Nem sempre a perda da pessoa, mas a perda da confiança. O contrato foi quebrado. O sonho de felicidade virou pesadelo de sofrimento. As promessas de união não foram cumpridas. A raiva vai dando lugar à dor e a tristeza. Junto vai a certeza de que confiança nunca mais existirá. O traído promete que nunca mais vai acreditar em ninguém. Ela está certa porque com o coração partido não pode sonhar. Muito menos fazer planos para o futuro. No estado de humilhação em que se encontra, com perda total de sua auto-estima e valor pessoal, a pessoa só pode dar-se um tempo para lamber as feridas. Sem cobrança, sem julgamento, sem autocondenação e, muito menos, auto-flagelação. Numa condição de fracasso em que se encontra, o melhor é dar um tempo para esperar as emoções se definirem e se respeitar.</p>
<p>Por se sentir humilhada, fracassada, desvalorizada, está num estado de influência muito grande à opinião alheia. Não falta palpite quanto às causas que levaram à traição, tanto quanto, quais são os passos para resolver a situação. É melhor ter cautela. Ir devagar, considerando sempre que quem está com o problema é quem foi traído. Diante da confusão emocional e mental, qualquer opção permanente é perigosa.</p>
<p>As primeiras respostas vêm do estado emocional em que se encontra. Rompe, impulsivamente, o desejo de trair para se vingar. Este é um caminho tortuoso para que se enverede por ele. Porque em vez de curar a ferida pode fazê-la sangrar mais. Se há uma coisa que o que está ferido não precisa é de se machucar mais. Surge a atribuição da culpa ao rival e não ao cônjuge traidor para se aliviar a dor. É uma tentativa de inocentar o culpado para não se sentir rejeitado demais. Brota um ciúme insuportável do rival com as mais exóticas manifestações e provoca um desejo de competição sem fim. Então fluem preocupações de cuidados pessoais exagerados. Quer seja na academia ou no trabalho. Nas compras ou nas cirurgias plásticas, na aparência ou nas dietas. Mas nada disso resolve a dor com rapidez. Leva tempo para que as coisas se acalmem.</p>
<p>Não adianta também ficar preocupado com as soluções se vai ou não separar, se vai ou não perdoar, se vai ou não ficar junto. Não adianta indagar sobre o que fazer com os filhos, como enfrentar os amigos e parentes, como resolver a pensão ou que trabalho procurar. Querer resolver vários problemas, ao mesmo tempo, significa não conseguir solucionar nenhum. Pior ainda, porque aumentam o sofrimento e a angústia de quem já está padecendo com o trauma da traição. É preciso saber esperar, ter paciência e resolver primeiro o estado emocional em que se encontra no caso de morte ou traição. Perdas difíceis de suportar. A pessoa não deveria tomar nenhuma decisão permanente, pelo menos, por um mês. Deve dar um tempo para colocar a cabeça no lugar. Qualquer decisão pode resultar em arrependimento futuro.</p>
<p>Se há tanto sofrimento assim na traição, por que as pessoas a praticam? Há todo tipo de justificativa dada por quem se envolve nesse comportamento. Alguns sugerem insatisfação sexual, incompreensão, falta de afeto, conflitos pessoais. Para outros pode ser curiosidade, vício, o desejo de emoção, amor que acabou. Pelo menos é o que a pessoa envolvida na traição fala. Entretanto, pode haver razões mais profundas como a incapacidade de se apegar ao parceiro, à falta da entrega, o não comprometimento com o outro, o pouco investimento feito no cuidado do outro. A pessoa não descobre que quanto mais se cuida, mais cresce o amor. Aliás, amar é cuidar e cuidar é amar. Para quem cuida o amor nunca acaba. Se duvida, é só experimentar!</p>
<p>Não se pode deixar de lado como fator contribuinte para a traição a imaturidade emocional. Uma imaturidade que mantém a pessoa numa eterna curiosidade infantil por meio da qual ela vive numa fantasia insaciável, buscando um amor romântico num eterno “foram felizes para sempre”. Esta fantasia, esta busca ilusória torna-a inapta para viver como um ser humano real, de carne e osso. O sonho dessa pessoa é uma boneca (o) que não tem vontade e que satisfaz todas as suas necessidades. São pessoas que facilmente se tornam sedutoras, sempre conquistando; o homem para provar a sua masculinidade e a mulher, a sua beleza e desejabilidade.</p>
<p>Não se pode deixar de lado que traição é uma escolha e como tal é uma decisão pessoal. Começa como um jogo e acaba com um coração apunhalado. Pode se dar todo tipo de desculpas e até culpar a tentação. Mas não deixa de ser uma escolha que do começo até o fim tem várias etapas que precisam ser conscientemente vencidas. Vai desde o sorriso até a lágrima. Inicialmente só dois dão risadinhas. No fim muitos choram.</p>
<p>Para não se envolver com a infidelidade, a traição, e passar pela dor de descobrir se é verdade ou não, tente se proteger tomando algumas medidas profiláticas, preventivas. É com medidas construtivas em favor de seu cônjuge que a pessoa se realiza como ser humano. Nada mais restaurador que a alegria contagiante de um coração carente sendo afagado. É uma alegria que espirra de volta para aquele que afagou. Quem faz é quem recebe. A proteção exige iniciativa e esforço. Quanto mais objetivo e direcionado o esforço, mais rico o resultado.</p>
<p>Objetivamente para se proteger contra a traição, a pessoa precisa querer não trair. Querer do fundo do coração fazer a opção pela fidelidade. Se a pessoa faz uma opção a outra some ou pelo menos deve sumir. Claro que uma relação começa por atração pelo parceiro. Sem a atração fica difícil querer construir uma relação duradoura. Uma vez que se queira e se sinta atraído, a relação começa a se formar. Ela só vai ser mantida se as necessidades pessoais forem mutuamente satisfeitas. Daí não há necessidade de buscar aventuras ou excitações fora da relação.</p>
<p>A relação será mantida e a traição evitada quando se cria a intimidade. A busca da aproximação. Não é grudação. É um abrir-se contínuo e lento para o outro. É deixar que o outro vá, aos poucos, se apropriando do seu eu. É permitir que o outro vá percebendo as coisas escondidas nas profundezas de sua alma. Na medida em que ele não julgue, não condene, não critique. É um processo mútuo de abertura, de descortinar o significado da própria vida para o outro. É a compreensão mútua das fraquezas e defeitos, sem piorá-los com sarcasmo ou gozação.</p>
<p>Para se ter intimidade é importante o comprometimento, que nada mais é do que a decisão firme, a escolha consciente de dedicação exclusiva à pessoa escolhida para se relacionar. Envidar todos os esforços para o sucesso da relação.</p>
<p>Aceitar o outro como é, como despertou sua atração, sem querer passá-lo por uma transformação para convertê-lo na sua própria imagem. Só pode haver espontaneidade quando se é permitido ser o que se é.</p>
<p>Perceber a perspectiva do outro. Perceber que ele tem os mesmos anseios de felicidade, as mesmas necessidades. Perceber que ele sofre e tem prazer como você.</p>
<p>Buscar um apego cada vez maior. Principalmente se for homem porque tem que se apegar. Para ser feliz é preciso alguma forma de apego. Sem ter vergonha de se entregar.</p>
<p>Doar-se sem cobranças. Tomar a iniciativa na doação. É um investimento total com a certeza dos dividendos. Não é um jogo. É uma entrega.</p>
<p>Aprender a cuidar é prática. É ação. É a parte ativa do amor. É a nutrição do amor. O amor só acaba para quem não cuida, não investe, não se apega, não percebe o outro.</p>
<p>Mais três coisas importantes: a compreensão, o apoio e o respeito.</p>
<p>Ao cultivar a prevenção contra a traição, você estará impedindo de destruir corações evitando derramar lágrimas e, até, retardando a morte. Será que vale a pena? Por que não tentar?!</p>
<p><strong>Dr. Belisário Marques</strong></p>
<p><strong>Psicólogo</strong></p>
<p>Fonte: <a target="_blank" href="http://www.vidaadois.net" target="_blank">www.vidaadois.net</a></p>
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		<title>Os sete princípios do amor</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 12:13:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida a dois]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Casamento]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>

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		<description><![CDATA[No crepúsculo daquela tarde, o sol estava se despedindo do dia. E ali estavam os dois, envolvidos num clima de amor e reflexão, curtindo apenas uma coisa: a presença um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1226" href="http://www.esperanca.com.br/2010/08/os-sete-principios-do-amor/attachment/102592053/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1226" title="102592053" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/08/romance-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>No crepúsculo daquela tarde, o sol estava se despedindo do dia. E ali estavam os dois, envolvidos num clima de amor e reflexão, curtindo apenas uma coisa: a presença um do outro.</p>
<p>As águas daquele lago estavam paradas testemunhando aquele momento. O vento, por sua vez, movia as plantas e as flores daquele ambiente como se quisesse dizer que o amor dá sentido e poder à vida. Quando, de repente, Lucas olhou para ela, e sem hesitar, disse-lhe: &#8211; Tenho certeza que te amo.</p>
<p>O coração de Adriana quase se partiu, seus olhos começaram a ficar cheios de lágrimas e suas mãos começaram a ficar geladas e trêmulas. Era a primeira vez que ele declarava seu amor por ela. Com a voz embargada pela avalanche da suas emoções, finalmente conseguiu perguntar: &#8211; Até quando? Então, com convicção ele lhe respondeu: &#8211; Para sempre. Ela imediatamente declarou: &#8211; Era tudo que eu mais queria ouvir, porque também o amo muito. Por isso, desejo entregar a você as duas coisas mais preciosas que tenho: minha vida e meu amor.</p>
<p>Esse é o tipo de amor que dá sentido à vida a dois. Além de dar sentido, gera poder para suportar e superar todas as provações que, ao longo do casamento, provavelmente o casal enfrentará. Portanto, podemos afirmar que o amor que dura para sempre não é perfeito, mas é forte.</p>
<p>Quando você estiver disposto a amar seu cônjuge para sempre, vai descobrir que tem ao seu lado uma pessoa que também deseja te amar eternamente. E assim, com a força que vem do amor, vocês dois farão tudo para que o casamento dê certo.</p>
<p>Contudo, a realidade em nosso país, concernente ao número de casamentos que terminam em divórcios, de acordo com o IBGE, é o seguinte: a população do Brasil, em 1980, era de <strong>119 milhões</strong> de pessoas. Nessa ocasião, ocorreram <strong>948 mil</strong> casamentos. Em contrapartida, ocorreram <strong>45 mil</strong> separações. No ano 2000, vinte anos depois, a população do país cresceu para <strong>169 milhões</strong> de pessoas, o número de casamentos legais declinou para <strong>734 mil</strong> e o número de separações subiu para <strong>188 mil</strong>. Em termos percentuais, 28,5% dos casamentos realizados nesse período se dissolveram. Por conseguinte, no ano de 2005, o índice de separações cresceu para 35%. Por isso, alguém afirmou que <strong>“o estado civil que mais está crescendo no Brasil é o de divorciados”.</strong><strong></strong></p>
<p>Diante dessa realidade, como fazer para que seu casamento dê certo e assim dure para sempre? A seguir, apresentamos sete sugestões que são, na realidade, sete princípios do amor:</p>
<ol>
<li>Fazendo do outro a sua prioridade.</li>
<li>Buscando sempre a felicidade do outro.</li>
<li>Perdoando um ao outro com seus defeitos de personalidade.</li>
<li>Comunicando um ao outro a verdade.</li>
<li>Relacionando-se com fidelidade.</li>
<li>Praticando um com o outro sua espiritualidade.</li>
<li>Amando um ao outro em sua totalidade.</li>
</ol>
<p><strong>Medite: “Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí.” – Jeremias 31:3.</strong></p>
<p><strong>De coração a coração:</strong></p>
<p><strong>1) </strong><strong>Quando vocês disseram “eu te amo”, pela primeira vez, um para o outro?</strong></p>
<p><strong>2) </strong><strong>Vocês acreditam que o amor que sentem pode durar para sempre?</strong></p>
<p><strong>3) </strong><strong>Comentem, de forma prática, o que significa cada um desses sete princípios que fazem o amor durar para sempre.</strong></p>
<p>Fonte: Revista <a target="_blank" href="http://www.vidaadois.net/">&#8220;vida a dois&#8221;</a>.</p>
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		<title>O que mais contribui para o fim do casamento?</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Aug 2010 14:45:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Esperança</dc:creator>
				<category><![CDATA[Casamento]]></category>
		<category><![CDATA[divoricio]]></category>

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		<description><![CDATA[Se tivesse apenas uma frase para responder ao título, citaria o Salmo 127:1, onde Salomão, o homem mais sábio que já viveu, diz que &#8220;se o Senhor não edificar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><a href="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/09/casamento.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1342" title="casamento" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/09/casamento.jpg" alt="" width="250" height="250" /></a>Se  tivesse apenas uma frase para responder ao título, citaria o Salmo  127:1, onde Salomão, o homem mais sábio que já viveu, diz que &#8220;se o  Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam&#8221;. Neste  caso, o fracasso de uma relação teria o seu motivo centralizado na  ausência de um Construtor &#8211; o Senhor. Salomão, inspirado por Deus, está  querendo nos dizer que para uma casa, um lar ser solidamente edificado, é  preciso convidar ao Senhor para construí-lo. E isso deve começar a  acontecer já no namoro. É nesta fase que os dois devem começar a orar  juntos (por mais embaraçoso que possa parecer a princípio), e partilhar  de momentos devocionais a dois. Depois do casamento, se essa estrutura  espiritual não for sólida o suficiente, pode rachar e ruir diante dos  conflitos e problemas que abalam a toda e qualquer família durante o seu  ciclo vital.</p>
<p>Entre as crises naturais que geralmente abalam o relacionamento de um  casal, e que constituem parte natural do ciclo vital da família, estão o  próprio casamento (com a necessidade do estabelecimento de novas regras  de convivência, etc.), o nascimento de um filho (ou de mais um filho), a  adolescência de um ou mais filhos, a menopausa ou a controversa  andropausa (com o fantasma da disfunção erétil) e a saída dos filhos de  casa (esta é a conhecida síndrome do &#8220;ninho vazio&#8221;). Além dessas crises,  existem outras circunstâncias, não comuns ao ciclo vital, mas que  também podem afetar a vida familiar, como o desemprego de um ou dos dois  cônjuges, a morte de um membro da família, crise financeira, doença  grave ou incurável, o nascimento de um filho com deficiência ou a  mudança de toda a família para outro lugar (pastores, militares e  gerentes de banco sabem muito bem o que isso significa&#8230;). E não  podemos deixar de citar as causas popularmente mais conhecidas para a  separação como a famosa &#8220;incompatibilidade&#8221;, agressões físicas, a  infidelidade por parte de um (ou dos dois), abuso sexual dos filhos e a  &#8220;perda&#8221; do amor. Mas será que qualquer um desses motivos, diante de  Deus, seria desculpa aceitável para a separação? A resposta, na maioria  dos casos, deveria ser um firme <em>não</em>, mas em outros, precisamos reconhecer que não é fácil.</p>
<p>Por falar em &#8220;perda do amor&#8221;, esta causa acaba sendo uma das mais  citadas simplesmente pelo fato de que todas as anteriores acabam  desembocando nela. É por isso que, aparentemente contradizendo o que foi  afirmado no início do texto, poderíamos dizer que o que mais  contribuiria para o fim de um casamento seria então a tal perda do amor.  Na verdade, o que se verifica é que o que mais contribui para a perda  do amor dentro de uma relação é o fato de que hoje o verdadeiro amor não  é mais conhecido nem reconhecido. À exceção de uns poucos felizardos,  quase ninguém mais sabe como ele é! E, de acordo com uma das máximas da  comunicação, aquilo que não é visto, não é conhecido e portanto não  existe. Como poderia alguém conservar, cuidar ou até procurar um objeto  que nunca tenha visto? Procurar um livro acerca do qual você nada sabe,  nem mesmo a cor da capa, o assunto, ou o título, seria uma tarefa  virtualmente impossível. Poderia até ser que você o encontrasse por  acaso, mas não iria reconhecê-lo, e, possivelmente, sem saber o  desprezaria! E, então, como pode alguém manter o amor dentro do  casamento sem saber como ele é?</p>
<p>Bem, o amor verdadeiro, como é descrito na Bíblia, não é algo que  mora com os homens. A experiência do amor verdadeiro é uma  impossibilidade para um ser humano normal, que não anda com Deus. Isso  que as pessoas sentem por aí pode até ser parecido com amor, mas ao fim  percebe-se que tem muito mais de egoísmo que de amor. Ellen G. White, já  há dois séculos, dizia que o oposto do amor não é o ódio, como muita  gente pensa, mas sim o egoísmo (veja, por exemplo, <em>Mente, Caráter e Personalidade</em>,  p. 205, 206, 562 e 606). Os relacionamentos do mundo moderno, dos  filmes e das novelas, estão muito mais baseados nos sentimentos  momentâneos do coração egoísta e pecaminoso do que nos altos e puros  princípios do amor, como estão explicados na Palavra de Deus. A miséria e  o sofrimento que têm assolado quase que gerações inteiras, como a  nossa, têm como causa certa a imitação consciente ou não desses padrões  inapropriados do assim chamado &#8220;amor&#8221;. E, mesmo assim, tem muita gente  aconselhando por aí: &#8220;Você tem mesmo é que seguir o seu coração!&#8221; Mas  como seguir meu coração, isto é, meus sentimentos (que mudam de uma hora  para a outra), se a Bíblia diz que &#8220;enganoso é o coração do homem,  desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?&#8221; (Jr 17:9). Seguir apenas  os sentimentos de um coração pecaminoso, sem Deus, não é apenas loucura.  É crueldade para consigo mesmo e para com os outros.</p>
<p>Portanto, você e eu precisamos saber que o verdadeiro amor não é um  sentimento apenas, ou uma atração louca e irresistível, irracional até.  Essa ideia é fruto do pecado, da mídia moralmente comprometida, das  novelas e dos sonhos de uma Hollywood sem Deus. O verdadeiro amor, na  verdade, é uma parte do caráter de Deus, que Ele dá a cada dia, pela  manhã, para Seus filhos, quando eles O buscam em família e em  particular, através do culto familiar, da oração, da meditação e da  leitura da Bíblia. Esse amor não tem em vista apenas seus próprios  sentimentos, direitos e necessidades, mas em primeiro lugar os  sentimentos, necessidades e direitos dos outros (Filipenses 2:3 e 4). Na  verdade, como diz John Powel, &#8220;amor é um compromisso incondicional com  uma pessoa imperfeita&#8221;. E é verdade: sem esse amor, não existe casamento  que resista. E se durar, dura apenas para matar, para maltratar e  traumatizar, e para mostrar aos filhos que, pelo menos para os pais,  Deus não existe! Porque &#8220;aquele que não ama, não conhece a Deus, porque  Deus é amor&#8221;!</p>
<p><em>Marcos Faiock Bomfim<br />
Fonte:www.outraleitura.com.br</em></p>
</div>
<p>﻿</p>
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		<title>Dicas para demonstrar amor</title>
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		<pubDate>Wed, 05 May 2010 18:49:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
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		<category><![CDATA[Casamento]]></category>
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		<category><![CDATA[cuidado]]></category>
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		<category><![CDATA[noivado]]></category>
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		<description><![CDATA[Sempre existe uma maneira alegre, divertida e carinhosa de expressar amor. Veja a seguir algumas possibilidades e deixe sua imaginação criar outras. Coloque um bilhetinho romântico no bolso do casaco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-999" href="http://www.esperanca.com.br/2010/05/dicas-para-demonstrar-amor/handinhands_2-2/"><img class="alignleft size-medium wp-image-999" title="handinhands_2" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/05/handinhands_21-300x172.jpg" alt="" width="300" height="172" /></a>Sempre existe uma maneira alegre, divertida e carinhosa de expressar amor. Veja a seguir algumas possibilidades e deixe sua imaginação criar outras.</p>
<p>Coloque um bilhetinho romântico no bolso do casaco dele.</p>
<p>Segure a mão dela sempre que andarem juntos.</p>
<p>Sem nenhuma razão especial, compre uma gravata elegante e bonita para ele.</p>
<p>Escreva um bilhete ou uma carta para ela (ele) numa folha de papel. Cole num pedaço de papelão fino. Corte tudo em pedaços imitando quebra-cabeça. Envie pelo correio todas as peças num envelope. Ou envie uma peça de cada vez ao longo de uma semana.</p>
<p>Envie um telegrama.</p>
<p>Se você não consegue fazer uma melodia ou colocar letra numa música já existente contando seu caso de amor, procure um compositor ou escreva para estes programas populares que costumam fazer a ponte entre o desejo do telespectador e quem pode ajudá-lo.</p>
<p>Escreva um poema, bilhete de amor, carta de amor, lista, citações, certificados para serem emolduradas ou o que sua criatividade sugerir e mande um calígrafo transcrever seu texto e ofereça-lhe como presente.</p>
<p>Mude seu modo de agir com ela. Ser romântico apenas quando é conveniente é como mandar flores no Dia dos Namorados &#8211; é algo que se espera e não é nada demais!</p>
<p><strong><br />
1. Doces presentes:</strong><br />
- dê a ela um pote cheio de M&amp;M.<br />
- qual o tipo favorito de bolo de aniversário dele?<br />
- bala de hortelã recheada com chocolate.<br />
- torta de chocolate.<br />
- torta de queijo ou outras delícias&#8230;</p>
<p><strong></strong><br />
<strong>2. Coisas de criança:</strong><br />
- bichinhos de pelúcia.<br />
- surpreenda-a com uma aliança escondida numa caixa de BigMac.<br />
- um “brinquedo” eletrônico.<br />
- peças de Lego são ótimas para escrever mensagens.<br />
- surpreenda-o escondendo seu bichinho de pelúcia preferido dentro da bolsa que ele leva para a academia.<br />
- e outras idéias criativas.</p>
<p>Cartazes gigantes estão à venda nas papelarias. É saber procurar com calma para achar o que você deseja.</p>
<p>Quebra-cabeça é um passatempo para qualquer dia sem um programa determinado. Aqueles tipos maiores, com mil pecinhas pequenas, são os mais divertidos. E pode pintar um clima romântico! Deixe a emoção à solta. Vale fazer aposta do tipo quem montar mais peças ganha um beijo e assim por diante.</p>
<p>Você pode dizer eu te amo com a linguagem dos sinais. Escolha o livro certo, que pode ser encontrado nas grandes livrarias, treine e comece um novo sistema de comunicação.</p>
<p><strong><br />
3. Recorde a arte esquecida de escrever cartas de amor! </strong></p>
<p>Não dê dinheiro como presente &#8211; a menos que isso seja feito de modo criativo. Por exemplo:<br />
- Cole uma porção de notas de um real, criando uma grande faixa e enrole-a em torno da árvore de natal, ou desenrole esta faixa de notas por toda a casa.<br />
- Se a cor favorita dele (dela) for verde, amarre um bolo de notas de um real com uma fita verde.<br />
- Prenda uma nota de cem reais num catálogo das Páginas Amarelas com um bilhete: Você escolhe.<br />
Não dê cheques como presente.</p>
<p><strong><br />
4. Guarde suas datas. Todas&#8230;</strong><br />
- Seu casamento.<br />
- Dia em que se conheceram.<br />
- Dia do primeiro encontro.<br />
- O primeiro beijo.<br />
- A primeira briga para valer.<br />
- O dia em que compraram a casa.<br />
- A primeira vez em que disseram Eu te amo.</p>
<p>Pegue um exemplar das boas revistas femininas e leia-as. (Como você espera conhecer o que as mulheres estão pensando e sobre o que estão falando se de vez em quando não der uma olhada nas revistas que elas lêem?).</p>
<p>Um conselho: não iguale romance ao sexo. É uma das maneiras mais rápidas de gerar o ressentimento e a má comunicação. Igualar os dois tende a transformar o romance em barganha. Às vezes o romance &#8211; mas nem sempre &#8211; leva ao sexo. O romance é sempre ligado a amor, mas somente às vezes tem a ver com sexo. Entendeu?!</p>
<p><strong><br />
5. Faça uma das tarefas domésticas que geralmente é um dos trabalhos dela:</strong><br />
- prepare o jantar.<br />
- limpe o banheiro.<br />
- faça as compras de supermercado.<br />
- leve as crianças ao treino esportivo, etc</p>
<p><em>Adaptado</em></p>
<p><em>fonte: www.cadadia.net </em></p>
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		<title>O que você pode fazer para confiar?</title>
		<link>http://www.esperanca.com.br/familia/o-que-voce-pode-fazer-para-confiar/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 15:19:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
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		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[saúde emocional]]></category>

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		<description><![CDATA[Com frequência é dito que a confiança é a pedra fundamental de qualquer relacionamento bem-sucedido. E eu concordo plenamente com isso. A confiança é fundamental em um relacionamento amoroso ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-883" href="http://www.esperanca.com.br/2010/04/o-que-voce-pode-fazer-para-confiar/casal_no_banco/"><img class="alignleft size-full wp-image-883" title="casal_no_banco" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/11/casal_no_banco.jpg" alt="" width="250" height="250" /></a>Com frequência é dito que a confiança é a pedra fundamental de qualquer relacionamento bem-sucedido. E eu concordo plenamente com isso. A confiança é fundamental em um relacionamento amoroso ao validar o sentimento de segurança que nós precisamos sentir para poder em troca dar o nosso amor àquela pessoa. Mas o que acontece quando uma pessoa tem dificuldade em confiar na outra com a qual se relaciona? Quanto isso causa de impacto no outro? </p>
<p>É triste pensar que existem pessoas que são incapazes de confiar completamente em outra por sentirem um medo enorme e muito arraigado dentro de si de serem feridos e sofrer.  Esse medo com frequência nasce de alguma experiência traumática que ainda não foi resolvida. As pessoas que têm problemas de confiança em seus relacionamentos vão continuar a carregar consigo sua incapacidade de partilhar seu amor com os outros, até o momento em que eles decidam trazer o tema à tona e trabalhá-lo para chegar a um desfecho positivo.</p>
<p>Se você acha que tem esse problema e ele está impedindo você de sentir e viver plenamente um relacionamento amoroso, então você precisa confrontar a falta da confiança você mesmo. Não dependa dos outros para resolverem problemas que são seus, pois você é o único que pode realmente solucioná-lo. Apesar de haver muitos bons recursos para ajudar a lidar com essa questão, como livros e manuais, eles servem só para informação; o verdadeiro trabalho para deixar de ter medo de confiar deve acontecer dentro de você, ao você se permitir conhecer esse medo, as situações desencadeantes, conseguir entendê-las e recontextualizá-las. E então permitir-se ir experimentando situações em que pode voltar a experimentar confiar em quem ama!</p>
<p><em>Claudia Bruscagin</em></p>
<p><em>Fonte: </em><a target="_blank" href="http://www.outraleitura.com.br"><em>www.outraleitura.com.br</em></a></p>
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		<title>O amor acabou?</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 18:03:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Esperança</dc:creator>
				<category><![CDATA[Casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[o que fazer quando amor acaba?]]></category>

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		<description><![CDATA[Era um casal perfeito, bem sucedido em tudo, para mim era um padrão de felicidade. Um belo dia, aquele bom amigo aproximou-se de mim e confessou-me para o meu espanto: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-810" title="amor acaba - esperanca.com.br" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/03/amoracaba.jpg" alt="" width="320" height="240" />Era um casal perfeito, bem sucedido em tudo, para mim era um padrão de felicidade. Um belo dia, aquele bom amigo aproximou-se de mim e confessou-me para o meu espanto: – “não amo mais a minha esposa, não consigo nem olhar para ela, meu casamento acabou”.</p>
<p>Atualmente, como nunca, milhares de pessoas estão concluindo que o amor acabou e simplesmente se divorciam. A maioria afirma: “eu mereço ser feliz, cansei de sofrer”. Excetuando os casos de abusos físicos e traições, existe uma parcela de casais que se separa por motivos que Deus não reconhece como justificáveis.</p>
<p>O que vai no coração de Deus a esse respeito? O Senhor deixa claro em sua palavra alguns aspectos importantes a meu ver, tais como:</p>
<ol>
<li>O casamento foi instituído por Deus para ser eterno, sendo assim, Ele oferece o Seu amor &#8211; que é capaz de sustentar os mais difíceis relacionamentos.</li>
<li>Satanás trabalha com extremo esforço e dedicação para impedir o amor – ele usa todos os recursos, inclusive os meios de comunicação, para imprimir conceitos mentirosos na mente humana, fazendo com cada pessoa obtenha uma compreensão equivocada sobre o amor.</li>
<li>Com os conceitos de estética corrompidos, padrões morais rebaixados e um arsenal de pensamentos para sustentar a racionalização dos valores divinos, Satanás obtém vitória sobre a vida destes que seguem a multidão.</li>
<li>Para Deus o amor “Eros” não é medido pelo nível do sentimento, pelo contrário, ele se constitui como um “princípio” divino. Contudo, não significa que o amor seja algo puramente racional, ele envolve sentimento também. Em outras palavras, o verdadeiro amor não se rende apenas aos sentimentos, mas principalmente a razão – ele é responsável, conseqüente e temente a Deus, porque vem do Senhor.</li>
<li>Se uma pessoa sente que não tem mais amor por seu cônjuge, compreenda que isso não ocorreu da noite para o dia, foi um longo processo de afastamento da fonte do amor, que é Deus. O Todo Poderoso nunca aceitou a falta de amor como um motivo suficiente para por fim a um casamento. O Senhor Deus não quer perder a oportunidade de realizar um grande milagre na vida de um casal fracassado no amor.</li>
<li>Deus deseja que Seus filhos, clamem a Ele, diariamente, para receberem o amor. Saiba que o amor é um milagre diário. “Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.” Romanos 5:5.</li>
<li>Quando uma pessoa foge da oportunidade de um milagre, rejeitando-o, por não acreditar ou desejá-lo, está negando ao próprio Deus, está fechando o seu coração e negando uma oportunidade de salvação, crescimento e redenção. “Aquele que não ama, não conhece a Deus, porque Deus é amor”. 1João 4:8</li>
<li>O cristão é um peregrino neste mundo e vai passando por muitos desafios que promovem o seu crescimento moral e espiritual. O seu grande desafio é vencer todos os obstáculos e jamais fugir de nenhum deles, porque quem foge de um acaba voltando futuramente ao mesmo ponto que o confrontará. Para vencer é preciso coragem, que só o Espírito Santo pode conceder, e muito apego a Cristo Jesus.</li>
</ol>
<p><strong>Como retornar ao milagre do verdadeiro amor? <span id="more-809"></span></strong></p>
<p>a. Considere com cuidado os seis passos iniciais, a seguir:</p>
<ol>
<li>Faça um novo concerto com Deus;</li>
<li>Dedique-se a consagrar sua vida fazendo uma reforma em seus hábitos, cuidando do que você vê, ouve e come;</li>
<li>Ore e jejue pelo seu cônjuge e ore também com ele;</li>
<li>Levante-se nas madrugadas para clamar pelo batismo do Espírito Santo e ler a Palavra de Deus;</li>
<li>Não imagine que o amor retornará da noite para o dia, porque não foi assim que ele desapareceu, ou seja, não tenha ansiedade, viva um dia de cada vez;</li>
<li>Não desista de persistir e Deus realizará o milagre.</li>
</ol>
<p>b. Dicas de atitudes pessoais para caminhar em direção ao amor:</p>
<ol>
<li>Procure compreender o que é amor;</li>
<li>É preciso decidir se você aceita amar novamente;</li>
<li>Identifique mágoas e converse sobre elas com seu cônjuge;</li>
<li>Diminua urgentemente as críticas, o desprezo e o desrespeito;</li>
<li>Crie significados na vida em comum, não trate tudo como normal;</li>
<li>Realize rituais em casal, seja criativo;</li>
<li>Treinamento de afeição e admiração, procure observar as coisas boas;</li>
<li>Resolva o que tem solução;</li>
<li>Procure ajuda em terapia de casal;</li>
<li> Tenha cuidado com fantasias sobre outras pessoas;</li>
<li>Pergunte: quais necessidades suas não estão sendo supridas? Converse com o seu cônjuge sobre elas de maneira que ele se sinta informado e não criticado?</li>
<li>Pergunte também: quais necessidades do seu cônjuge você não tem suprido? O que pode levá-lo a não corresponder às suas?</li>
</ol>
<p>Sinto-me privilegiado por ter testemunhado milagres de casais completamente fracassados no amor e que se permitiram viver o plano de resgate de Deus. Agora, encontram-se unidos, usufruindo da incrível e prazerosa experiência do amor. O que era aparentemente impossível, transformou-se em emocionante história de amor.</p>
<p>Acredite, negue-se a si mesmo e ouse em confiar em Deus. Viva o extraordinário passo da fé, por amor a Deus. E prepare-se para viver o que você ainda não conhece. Viva o verdadeiro amor.</p>
<p><em><br />
Manasses Queiroz<br />
Conselheiro Espiritual<br />
</em></p>
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		<title>Como separar problemas do passado individual para que eles não afetem o casamento?</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 12:32:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Esperança</dc:creator>
				<category><![CDATA[Casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[esperanca]]></category>
		<category><![CDATA[problemas]]></category>

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		<description><![CDATA[Levamos para dentro do casamento questões mal resolvidas vividas com nossos pais no passado infantil e na juventude? Como evitar influências negativas do passado na vida conjugal? Quando casamos não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2009/12/comoSepararProblemasDoPassado-300x146.jpg" alt="como Separar Problemas Do Passado - esperanca" title="como Separar Problemas Do Passado - esperanca" width="300" height="146" class="alignleft size-medium wp-image-691" />Levamos para dentro do casamento questões mal resolvidas vividas com nossos pais no passado infantil e na juventude? Como evitar influências negativas do passado na vida conjugal?</p>
<p>Quando casamos não tem como “zerar” nosso passado e levar para a vida conjugal um “eu” novo, sem nenhuma influência do que ocorreu afetivamente ao longo da infância e juventude. A própria atração que ocorre no namoro e noivado envolve questões ligadas à busca afetiva, inconsciente, do que sentimos que faltou ou existiu no relacionamento com nossos pais (ou cuidadores) no passado. Por exemplo, se você teve um pai agressivo e autoritário, é provável que, como mulher, tenha tendência de se atrair por homem também autoritário e agressivo. Se você é uma mulher autoritária e agressiva, terá a tendência de se aproximar de um homem passivo e submisso para atuar com ele semelhante ao que via em seus pais.</p>
<p>De maneira inconsciente os cônjuges fazem um tipo de pacto para recriar situações problemáticas do passado que existiam na família de origem de cada um. Esposo ou esposa não pensam conscientemente: “Vou repetir o que existiu na casa de meus pais dentro do meu casamento.” Não é algo consciente assim. Não é deliberado, programado, mas uma motivação, uma inclinação, uma tendência para repetir a história passada.</p>
<p>Saímos de nossa infância e adolescência necessitando ajustes emocionais dentro de nós. Alguns vêm para a vida adulta com muitas feridas afetivas, e outros com menos. Umas pessoas crescem com muitos conflitos não solucionados que geram transtornos mentais, complicações nos relacionamentos adultos, doenças psicossomáticas, até problemas sociais. Aquilo que a pessoa não conseguiu resolver individualmente dos relacionamentos passados na família de origem, é recriado na família atual, no casamento. Algumas não aguentando a dor e as complicações dentro do casamento, justamente por estas questões mal resolvidas suas e do cônjuge, se separam e tendem a envolver-se com outra pessoa também complicada que poderá fornecer a repetição, mais uma vez, do conflito básico ainda vivo.</p>
<p>Os conflitos emocionais pessoais que cada cônjuge traz do passado estão na mente de cada parceiro e acabam passando para o relacionamento entre eles. Então, numa briga conjugal há, pelo menos, duas dimensões do conflito, uma consciente e outra inconsciente, uma objetiva e outra subjetiva: (1) Discussão por algo pontual daquele momento. Exemplos: “Você nunca me ouve!”, “Você não coloca limites para seus parentes invadirem nossa privacidade!”, “Você é alegre com estranhos e fechado comigo e com nossos filhos!”, e (2) O que era originariamente solicitado aos pais e que se espera receber do cônjuge. Correspondendo aos exemplos acima, teríamos: “Papai nunca me ouvia!”, “Meus pais permitiam estranhos invadir nossa casa sem colocar limites!”, “Minha mãe era super sociável com estranhos e dura demais com os filhos!”.</p>
<p>Parece que todas as pessoas têm certos aspectos emocionais ainda não resolvidos com seus pais. Uma educadora norte-americana escreveu: “Na disciplina dada durante os primeiros anos da infância, os pais estão produzindo impressões duradouras sobre as mentes de seus filhos. É nestes anos iniciais que eles estão colocando o fundamento do caráter.” Ellen G. White, Manuscript Releases, vol.7, pág. 8. “As lições dadas durante os primeiros anos da vida determinam o futuro da criança.” Review and Herald, 9 Outubro 1900.</p>
<p>“Os problemas dentro do casamento serão mais graves na direta proporção em que houve mais fragmentações afetivas familiares na família de origem.” Maggie Scarf, “Casais Íntimos”, 1990. Ou seja, quanto mais problemática foi sua vida com seus pais, mais complicados poderão ser os conflitos no seu casamento. Muitos que casam para fugir dos problemas que têm com um dos pais ou ambos, geralmente levam os problemas consigo para dentro do casamento. Uma pessoa pode desenvolver independência sadia permanecendo com seus pais até casar e uma pessoa pode fugir da casa de seus pais e continuar dependente.</p>
<p>Como separar problemas do passado individual para que eles não afetem o casamento? (1) Não é afastando geograficamente da família de origem necessariamente. Você pode tornar-se sadiamente independente e viver próximo da sua família de origem, ou pode até mudar de país e no sentido interior, emocional, nunca ter se separado dos pais. (2) Envolve lutar para modificar de forma individual as ligações afetivas originais carregadas exageradamente em algo menos limitante. Exemplo: Se você teve relacionamento muito próximo com seus pais, cheia de abraços, beijos, diálogo, sempre juntos, você precisa aliviar um tanto esta forte necessidade de intimidade, ao invés de cobrar do cônjuge o mesmo padrão de conduta que existia na sua família de origem. Você também precisa de privacidade e pode não perceber isto. Ao contrário, se você veio de uma família que era cada um para seu lado, sem comunicação, tudo separado, você precisa aliviar este isolamento, e se aproximar mais de seu cônjuge. Você pode precisar de aproximação e não perceber isto. (3)Procure obter a capacidade para ser diferente dos pais e não sentir esta diferença como um perda ou traição do modo de uma família funcionar. Em seu casamento você, seu cônjuge e filhos podem precisar de algo diferente do que existiu em sua vida individual e familiar no passado.</p>
<p> Escrito por Dr. Cesar Vasconcellos de Souza<br />
<a target="_blank" href="http://www.portalnatural.com.br">www.portalnatural.com.br</a></p>
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