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	<title>Esperança &#187; Família</title>
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	<description>Onde podemos encontrar #esperança quando estamos confusos, buscando sentido na vida?</description>
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		<title>vídeo: Lar Cristão</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Nov 2011 19:10:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Esperança</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como deve ser um lar cristão? Assista e confira as orientações e conselhos do Pr. Luís Gonçalves sobre amor e relacionamento...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bloco 1:<br />
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<p>Bloco 2:<br />
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<p>Bloco 3:<br />
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		<title>Se eu pudesse ter um lar outra vez</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 11:44:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Embora um tanto ferido e golpeado pelo fracasso na vida familiar, o experiente professor de quase 40 anos exibia no fundo dos olhos uma inexplicável esperança de reconstruir seu lar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1799" title="frustrado" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2011/02/frustrado-310x210.jpg" alt="" width="310" height="210" /></p>
<p>Carlos adentrou o consultório e sentou-se à minha frente um tanto cabisbaixo e abatido.</p>
<p>-Tudo acabou, e desta vez não há mais esperança, disse ele.</p>
<p>Sua voz modulada por muita emotividade, deixava transparecer frustração e abatimento.</p>
<p>- Como se sente em relação a tudo isso? Perguntei-lhe.</p>
<p>- Por um lado estou triste, por outro, não! Estou triste por ver morrer tantos sonhos e planos que juntos construímos e ter que admitir o fim de mais de treze anos de união. Por outro lado, sinto-me, de certa forma, aliviado. Agora, talvez, não venhamos causar mais sofrimentos um ao outro, e possamos encontrar novos caminhos e novos horizontes, não obstante, nunca fosse esta a minha vontade.</p>
<p>Embora um tanto ferido e golpeado pelo fracasso na vida familiar, o experiente professor de quase 40 anos ainda exibia no fundo dos olhos uma inexplicável esperança de reconstruir seu lar. Desde os nossos primeiros encontros, aprendi a admirar sua prudência, humildade e sabedoria, porém aquele momento de crise parecia demandar todas as suas virtudes.</p>
<p>-O que faria se pudesse começar a vida outra vez ao lado de sua esposa e de seus filhos? Interroguei-lhe novamente. Ele permaneceu por algum tempo calado e sua resposta veio somente após algum tempo de uma sensível reflexão. Olhando-me firmemente nos olhos, suas palavras passaram a revelar profundas verdades de sabedoria, que durante todos aqueles anos permaneceram escondidas no profundo de seu coração. Se eu pudesse ter um lar outra vez, disse ele:</p>
<p>1 &#8211; EU AMARIA MAIS</p>
<p>Hoje, posso compreender que a principal causa da ruína de muitos relacionamentos é que as demonstrações de afeto e carinho vão lentamente se extinguindo, até desaparecerem por completo. Em muitos relacionamentos não é o amor que se acaba, mas sim, o empenho e a vontade para expressá-lo. A falta de interesse e espontaneidade em compartilhar amor é o caminho mais curto e seguro para apagá-lo. O amor nunca morre de morte natural, disse Anais Nin, mas quando se deixam de alimentar suas fontes. Se eu pudesse ter um lar outra vez, aproveitaria mais as oportunidades e ocasiões para expressar o amor.</p>
<p>A cada dia, me esforçaria por tornar esse amor uma experiência prática e visível. Deixaria claramente que meus filhos contemplassem nossos beijos e abraços, e que outras pessoas notassem nosso caminhar de mãos dadas e nossos afagos, sem me envergonhar disso. Acima de tudo, traduziria esse amor em palavras e não deixaria que nenhuma outra dádiva pudesse substituí-las. Só aqueles que declaram seu amor podem edificar as bases para serem amados, e só os que compartilham o amor, sem reservas, podem esperar a recompensa de seus esforços.</p>
<p>O egoísta faz de seus sentimentos um círculo para o isolamento, mas aquele que ama, faz do amor uma ponte para atingir os corações. O egoísta sempre busca receber mais do que oferece, mas aquele que ama, procura primeiro ser e proporcionar ao outro, tudo aquilo que ele mesmo deseja receber. Prescindir de atitudes e palavras de amor em um relacionamento é fatalmente ir decretando seu fracasso e sua morte. Por isso, se eu pudesse ter um lar outra vez, eu dedicaria mais amor à minha esposa e aos meus filhos.</p>
<p>Sobretudo, me empenharia em amar e respeitar a mim mesmo. Creio que não podemos amar verdadeiramente aos outros, se não aprendemos a amar a nós mesmos. Uma pessoa que não se valoriza, aos poucos também vai perdendo o encanto aos olhos do outro. Temos que amar a nós mesmos para transmitir aos outros a segurança para que também nos ame. Aquele que não aprendeu a valorizar a si mesmo, tampouco dará valor ao amor do outro, uma vez que não se sentirá digno desse amor, e por isso tenderá a rejeitá-lo ou depreciá-lo. Se eu pudesse ter um lar outra vez, eu procuraria me estimar mais, porque me valorizando eu estaria valorizando, na verdade, o próprio amor de minha esposa por mim. Amando-a com ternura e respeito eu estaria amando a mim mesmo e valorizando o meu próprio potencial. Estaria reconhecendo a importância do seu amor para minha própria segurança e aceitação. Em verdade, eu me amaria mais, apenas para dessa forma poder amá-la mais e melhor. Só a sensação do verdadeiro amor pode dar ao coração a dignidade para investir em sonhos, e só ele nos confere a segurança para alcançarmos nossos planos e objetivos.</p>
<p>2 &#8211; EU NÃO POUPARIA ELOGIOS</p>
<p>Com freqüência, em nossos lares, somos tão ávidos em apontar defeitos e a criticar as falhas, mas somos tão resguardados quanto a fazer elogios e a destacar as virtudes. Muitos relacionamentos seriam aprimorados se, apenas, houvesse mais empenho em admirar um ao outro, entretanto contidos por uma timidez defensiva, muitos hesitam em revelar isso. Pais e filhos poderiam se tornar mais íntimos caso demonstrassem mais apreciação uns pelos outros, mas se ocultam por detrás de um orgulho carente, e não expõem seus sentimentos. Se eu pudesse ter um lar outra vez, não iria poupar esforços em elogiar minha esposa e meus filhos. Procuraria todos os dias, ocasiões para destacar suas virtudes e assinalar suas qualidades de maneira honesta e sincera. Estaria mais atento às vezes em que ela fosse ao cabeleireiro e a perceber os novos arranjos de seu penteado. Ao me sentar à mesa estaria mais atento a qualquer novo sabor de sua comida, e quando fôssemos sair, eu ficaria vigilante para apreciar qualquer belo detalhe em sua roupa. Não deixaria de incentivar minhas crianças ainda quando elas errassem e de declarar o quanto me orgulhava de tê-las como filhos.</p>
<p>Eu elogiaria mais, porém faria isso, sobretudo na frente dos outros, para que os outros conhecessem suas qualidades e o quanto eu mesmo as apreciava. A arte de fazer elogios é o primeiro passo na arte de amar as pessoas, afirmou George W. Crane. Eu elogiaria, e assim abriria caminhos para o amor, derribando as gélidas paredes da mediocridade e da rejeição. Para cada defeito de meus familiares eu procuraria considerar as inúmeras qualidades e para cada erro eu consideraria as muitas vezes em que já acertaram. Elogiar de maneira justa e sincera é investir no amor. Creio que o elogio franco e leal é um alimento para a alma e fortalece os relacionamentos. Aqueles que costumam fazer uso dele, formam terreno para que o amor floresça e perdure.</p>
<p>3 &#8211; EU TOMARIA A INICIATIVA DO DIÁLOGO</p>
<p>Em qualquer relacionamento, quando existe qualquer conflito ou discórdia, é muito comum que uma das partes se feche ou emburre dominado pela mágoa e pelo ressentimento. O egoísmo e o orgulho ferido podem tornar a comunicação um processo impraticável e enfraquecer o amor e a amizade. Porém, se eu pudesse ter um lar outra vez, eu cuidaria para que o rancor e a mágoa nunca se tornassem obstáculos para o diálogo e o perdão. Com freqüência, perdemos tanto tempo deixando amadurecer a ira e preservando o silêncio, que a hostilidade e a antipatia acabam por sufocar o amor no coração. É justamente quando se vai morrendo o diálogo que se aviva a ira, abrindo espaços para a agressão física ou verbal. Há pouco tempo uma esposa amargurada me confessou: &#8211; A pior solidão é aquela que se vive a dois, pela total ausência de diálogo.</p>
<p>Creio que o “suave milagre” que abrandaria muitos corações amargurados e cheios de ira, seria simplesmente a prática do diálogo aberto e sincero com os familiares. Se eu pudesse reconstruir meu lar pesaria mais o poder das minhas palavras e as passaria pelo crivo da verdade, da edificação e da necessidade. Procuraria o diálogo mesmo quando estivesse coberto de razão, pois a parte que se julga certa e ferida é geralmente a mais hesitante em perdoar e esquecer. Se porventura percebesse que estava irritado ou ferido demais para dialogar, me infligiria à disciplina do silêncio até que tudo se acalmasse, ou caminharia lentamente pela praça, mas não permaneceria remoendo vingança, desforra ou retaliação. Existem muitas maneiras de se transmitir amor, mas são as boas palavras e a comunicação franca e sincera, a maneira mais rápida e segura de expressar sentimentos e transformar o coração.</p>
<p>4 &#8211; EU PERDOARIA MAIS E PEDIRIA MAIS PERDÃO</p>
<p>Aprender a reconhecer erros, e a pedir e conceder o perdão é um dos maiores atos de grandeza em um relacionamento. O perdão impede que o rancor e o ódio se abriguem e contamine a mente e o coração. A relutância em conceder ou pedir perdão é a ferida que mina a afeição e acaba destruindo grandes relacionamentos. Há algum tempo, uma senhora casada me procurou e confessou: &#8211; Quando eu era menina e fazia alguma coisa errada minha mãe passava dias sem conversar comigo como castigo. Ela nunca me agraciava com o seu perdão. Até hoje carrego, em minha vida, as conseqüências daqueles anos. Por isso, se eu pudesse ter um lar outra vez, eu perdoaria mais e me disciplinaria a pedir mais perdão.</p>
<p>Caso pudesse restaurar meu lar outra vez, teria mais coragem para reconhecer meus erros e mais humildade para corrigi-los. Pediria perdão pela voz alterada, pela data esquecida, pela acusação sem fatos, pela paciência não contida. Porém, pediria perdão logo, e não permitiria que a ira se arrastasse até o dia de amanhã, pois o ódio quando nutrido, torna mais duro e insensível o coração. De igual maneira, eu escolheria perdoar mais. Perdoaria mais o atraso dela para algum compromisso, a palavra que não consegui digerir, a falta de tempo que interpretei como indiferença, ou o sorriso inadequado que julguei ser deboche. Corrigiria meus filhos, quando necessário, mas nunca permitiria que a disciplina se tornasse um obstáculo para a expressão do amor. Dar e pedir perdão pode parecer frouxidão e fraqueza, mas são atitudes dignas dos fortes, daqueles que enaltecem o amor e procuram mantê-lo vivo em seus relacionamentos.</p>
<p>5- EU NÃO PRESCINDIRIA DO TOQUE</p>
<p>Com muita freqüência a indiferença, o afastamento e o prescindir do toque é um dos sintomas dos relacionamentos que se tornam antigos e monótonos. Tenho notado que entre aqueles que se afastam, há um processo lento e contínuo de ausência de afagos, carinhos e beijos. Se eu pudesse reconstruir o meu lar, colocaria como primazia abraçar e tocar mais vezes meus familiares. Ao retornar para casa no final de mais um dia, eu não deixaria de beijá-los. Quando retornasse de alguma viagem permaneceria um tempo abraçado com ela, antes mesmo de entrar em casa. Mesmo nas reuniões da igreja, eu não deixaria de abraçá-la ou segurar suas mãos e permitiria que ela inclinasse sua cabeça sobre meus ombros, ainda que alguns olhassem em tom de reprovação.</p>
<p>Eu procuraria tocar e abraçar minha esposa, sobretudo nos momentos considerados neutros, quando ela nem ao menos esperasse. Caminharia mais vezes, abraçado com ela pelas ruas, a levaria mais vezes comigo em meus compromissos e iria buscá-la mais vezes na escola, ou no trabalho. Foi o reverendo Theodore Hesburg que uma vez expressou: a coisa mais importante que um pai pode fazer por seu filho, é amar a mãe dele e vice-versa. Os filhos podem aprender a expressar o amor e sentir maior segurança no mundo se percebem que existe amor e respeito entre seus pais, escreveu Jonh Drescher. Aqueles que procuram manter sempre vivas as demonstrações de afagos, carinhos e toques em sua família, abrem um caminho para que o amor cresça e jamais se apague.</p>
<p>6 &#8211; EU TOMARIA MAIS TEMPO PARA SORRIR</p>
<p>Tenho percebido que o mau-humor e as preocupações excessivas são combinações perniciosas que podem azedar muitos relacionamentos. Em muitas ocasiões levamos a vida tão a sério, que a angústia e os aborrecimentos tornam a convivência um fardo insuportável. Muitas vezes, carregamos para os nossos lares todos os dissabores de cada dia e, nem sequer, nos olvidamos em deixar transparecer nosso desprazer e descontentamento. Transferimos nossas zangas para nossos familiares de modo que todos são afligidos e contaminados. Esquecemos que relaxar, brincar e sorrir são os bálsamos que podem alegrar e restaurar muitas casas tristes e silenciosas. Lembro-me do meu caçula quando nos inocentes anos da infância se atirava em meu colo antes de dormir e me pedia: &#8211; Papai conte-me uma história engraçada para que eu possa rir quando estiver dormindo.</p>
<p>Se eu pudesse ter um lar outra vez, eu riria mais, pois já descobri que muitas situações que por vezes nos levam ao nervosismo e ao mau humor poderiam ser aliviadas, apenas, com uma boa gargalhada. É gostoso conviver com pessoas alegres e engraçadas, mas é tão difícil conviver com aquelas que levam tudo tão a sério, que têm a resposta pronta para tudo, e que sempre se defendem com justificativas e racionalizações. Se eu pudesse ter um lar novamente, eu pensaria em mais histórias engraçadas para contar à minha esposa e aos meus filhos, ao invés de só retalhar falhas ou deveres. Riria do bolo queimado que ficou duro como uma pedra e do arroz papa que saiu sem um pingo de sal. Riria quando as crianças se amontoassem em meu colo depois de um dia de trabalho e me pintassem o rosto com tinta guache. Riria quando ao abrir minha mala no hotel descobrisse que ela se esqueceu de colocar minhas peças íntimas e, ao invés disso, as trocou pelas dela. Riria quando tropeçasse e caísse diante de todas as crianças ainda que doesse um pouco. Eu riria mais, e assim as coisas se tornariam menos aflitivas e oprimentes e a convivência passaria a ser mais cheia de alegria e significado.</p>
<p>7 &#8211; EU LHES FALARIA MAIS SOBRE DEUS</p>
<p>Em muitas ocasiões, em nossos lares, podemos nos tornar tímidos e indiferentes no que diz respeito aos assuntos espirituais que praticamente os extinguimos de nossas relações familiares. Se eu pudesse ter um lar outra vez faria de Deus um constante aliado na direção de minha família. No mundo atual criar um filho sem fé e sem religião é como soltá-lo, sem bússola e sem remo, no oceano da vida. É torná-lo forte candidato a fracassar no amor e na vida.</p>
<p>Creio que a maior tentação no mundo, hoje, é a de nos tornarmos tão preocupados e absortos com os assuntos do dia-a-dia e com a busca do próprio bem-estar, que perdemos o senso da dependência de Deus. Deixamos de compartilhar momentos de oração e meditação e nos tornamos tímidos em dedicarmos tempo para orarmos unidos em família. Se eu, porém, pudesse reconstruir o meu lar, gastaria mais tempo em comunhão com Deus, ao invés de lutar com as minhas próprias forças para superar problemas ou prover necessidades. Convidaria mais vezes minha esposa e meus filhos para que orassem comigo e, acima de tudo, lhes ensinaria o sobre amor de Deus.</p>
<p>Se deixarmos o coração de nossos filhos vazios de uma fé e de uma religião, eles poderão preenchê-lo com danosos substitutos, que não restará mais lugar para Deus. Um dia uma professora fez uma bela descrição para a sua classe sobre o amor e o caráter de Deus. No final, um pequeno menino ergueu a mão e disse: &#8211; Professora, Deus é igualzinho ao meu pai. Se eu pudesse ter um lar outra vez era isto o que eu queria ser.</p>
<p>UM NOVO COMEÇO?</p>
<p>Após me falar todas essas palavras, Carlos abaixou a cabeça e permaneceu algum tempo calado e reflexivo. Seus olhos foram se fechando e uma pequena lágrima apareceu. Esperei com paciência e novamente lhe dirigi a palavra.</p>
<p>- Carlos, por que você não procura outra vez seus familiares e tenta dar uma nova oportunidade ao amor? Como você mesmo disse, o mais difícil na reconstrução de um lar assolado é deixar prevalecer o orgulho e o egoísmo. São essas as mazelas que nos impedem de nos humilharmos e procurarmos o diálogo e o perdão. Podemos ter todas as soluções em nossa mente, mas nada mudará se não tomarmos uma atitude e a colocarmos em ação. Por que não toma essa decisão hoje?</p>
<p>Naquele exato momento, ele se levantou e saiu, desaparecendo no final do comprido corredor. Fiquei, por alguns instantes, calado e refletindo. Como um homem que compreendia todas essas verdades poderia estar vivendo uma situação como essa? Voltei meus pensamentos para Deus. Talvez seu aparente fracasso familiar tenha sido uma oportunidade para o aprendizado de grandes verdades e sábias lições para o seu amadurecimento. Compreendi que o nosso Pai Celestial é sempre o Deus da segunda chance e que “Suas misericórdias&#8230; renovam-se cada manhã.” Lamentações 3: 22, 23.</p>
<p><strong>Eronides Conceição Palmeira de Nicola</strong></p>
<p><em>Pedagogo</em></p>
<p><em>Psicólogo Clínico</em></p>
<p><em> Mestre em Psicologia da Saúde<br />
</em></p>
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		<title>Como Discordar sem Brigar?</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Jan 2011 12:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Precisamos aprender, urgentemente, a falar de sentimentos e com sentimentos. Falta-nos a capacidade para compreender o que não está sendo dito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1727" href="http://www.esperanca.com.br/2011/01/como-discordar-sem-brigar/discordar/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1727" title="discordar" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2011/01/discordar-310x207.jpg" alt="" width="310" height="207" /></a>Vivemos em um mundo de comunicações: internet, fax, telefones/celulares cada vez mais sofisticados e televisão, dentre outros aparelhos, perfazem a poderosa mídia, mas paradoxalmente, entre as pessoas, a regra é o mal-entendido, e a exceção é a comunicação. No interior das famílias, falta-nos reaprender algo que talvez um dia, na infância, soubéssemos fazer: comunicar o que sentimos.<br /> Um marido de meia idade deixou o trabalho mais cedo e foi para casa preparar um jantar especial para a esposa. Dispensou a empregada mais cedo, cuidou das crianças e foi para a cozinha preparar o jantar. Ele queria surpreender a mulher. Quando a mulher chegou a casa, viu a sala arrumada, a mesa pronta, o ambiente suavemente iluminado à luz de velas, sobre a mesa um belo e delicioso  jantar. Ela foi até a cozinha e saiu de lá com um pano de prato nas mãos, sujo de gordura. Ruidosamente chamava a atenção do marido para o pano de prato sujo e fora do lugar: como ele pôde fazer aquilo!&#8230; A questão deixou de ser o jantar, para se tornar um problema em torno de um pano de prato, sujo de gordura. Como essa esposa não pôde ver o jantar!&#8230;<br /> Em outra situação, uma filha adolescente confidenciou à mãe que estava gostando de um garoto da escola. A mãe, um pouco descuidada com a observação respondeu: “você está muito gorda, ele não vai querer você assim”. Depois disso, a filha se retraiu, evitou contar os seus “segredos” para a mãe e passou a contar, apenas para as amigas. A filha adolescente que buscava a cumplicidade da mãe transferiu tal cumplicidade, para as amigas.<br /> As duas histórias podem paralisar as relações das pessoas envolvidas e, inclusive, destruir as relações. Considerando as proporções de cada caso, assim como o longo conflito entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte, onde cada lado acredita estar certo, o mesmo também se passa com as pessoas. Todos acreditam que estão certos. Vamos analisar os fatos a partir de uma teoria. Todo fato tem um contexto seguido de seu relato que é dado por um observador. O contexto do fato e o contexto do relato podem ganhar significados diferentes, dependendo dos interlocutores e da situação em que ocorreu.<br /> Quando nos comunicamos, não estamos apenas transmitindo informações, mas, ao mesmo tempo, sugerindo para um outro qualquer, uma forma de nos perceberem. Estamos, sobretudo, falando de nós mesmos, ainda que estejamos falando de uma situação. O que contamos é, ao mesmo tempo, a manifestação de nossa identidade que busca afirmação na concordância do interlocutor. Procuramos no outro a confirmação de nossa imagem, a imagem que desejamos transmitir: queremos que pensem sobre nós ou que nos vejam do jeito que pensamos e nos vemos. É evidente então que mudando o interlocutor, pode mudar o relato. A questão é que não somos apenas pessoas (Carlos, Maria, Joana, etc.), nós somos também, as nossas relações, nossos sonhos, nossa história, com as alegrias, as tristezas, as verdades que dizemos que podem ser mentiras e essas mentiras, podem ser verdades, desde que se mude a perspectiva. Tudo está relacionado com as relações que temos com os outros. Muitas vezes podemos dizer que estamos bem ou que estamos muito mal, depende do lugar e de quem será o nosso interlocutor. Para sermos o que somos ou pensamos que somos, dependemos significativamente dos outros. Quando narramos um relato estamos falando de nós mesmos. Quando falamos estamos demarcando o nosso território psicológico, estamos em busca de auto-afirmação e do reconhecimento de nossa identidade. Essa auto-afirmação assegura o desenvolvimento e a estabilidade mentais. Mas é claro que assim como os outros podem confirmar nossas qualidades, podem também nos rejeitar e nos desconfirmar. Assim como buscamos nos outros a confirmação de nossas qualidades, de nossa auto-imagem, corremos também riscos de nossa total desconfirmação, e de cairmos na baixa auto-estima. Por isso, falar é fácil, mas se comunicar é uma “ciência” complexa.<br /> Seguindo determinações biológicas, os animais se comunicam com precisão absoluta, pelo menos quando seus órgãos sensoriais se encontram em perfeito funcionamento. O biólogo Humberto Maturana (2001), pesquisando as condições em que se processa a cognição, observa o comportamento das salamandras. Diz o cientista que, “quando pomos um bichinho na frente da salamandra, ela lança sua língua e o captura”, ou seja, entre a minúscula estrutura cerebral da salamandra e o bichinho na exterioridade, há uma correlação objetiva entre interior e exterior que garante uma regularidade nesse ato comunicativo. O mesmo acontece com a dança das abelhas, que comunica ao seu núcleo, as fontes de néctar. O caminhar errático das formigas, que distribuem feromônios pelo caminho, são formas de comunicar uma espécie de endereço que leva aos alimentos. Esses pequenos animais estão se comunicando a partir de seu cérebro em relação ao meio exterior. Fazem isso com precisão, mas no “escuro”. Maturana em, Cognição, Ciência e Vida Cotidiana, lembra de uma pescaria de trutas: “um anzol com peninhas&#8230; aí vocês jogam o anzol de tal maneira que ele passe apenas roçando a superfície da água. E a truta que está ali salta e, depois de agarrar o anzol, diz: ‘Ah! Claro&#8230; me pegaram’. A truta não pode distinguir entre ilusão e percepção” (MATURANA, 2001, p. 26). Se a truta distinguisse um inseto de um anzol com peninhas que imitam o inseto não haveria pesca de trutas dessa maneira. Qual a diferença entre o comportamento animal e o comportamento do homem? Maturana defende que, tanto os animais citados acima, quanto os homens, não sabem distinguir entre ilusão e percepção na experiência. O marido não pôde perceber a mensagem do pano de prato; a esposa não percebe a mensagem do jantar. A mãe, não percebe a mensagem da filha que, ao sentir-se desejada, quer também a validação afetiva da mãe; a filha não pôde entender o desespero da mãe. É como se todos ao invés de falar a verdade sobre o que sentem, estivessem mentindo. É uma questão de impossibilidade humana, trata-se de uma limitação entre o real das coisas e as palavras. No caso dos animais, eles dependem de um tempo, onde ocorre uma mutação adaptativa para aprenderem um novo comportamento. No caso dos humanos, dependemos da produção de uma linguagem sempre nova. Por isso, a idéia de que há sempre outras possibilidades de nos entendermos ou de recomeçar do ponto onde paramos. O que muitas vezes esquecemos é que nós falamos, e é o que faz toda a diferença. Por que falamos, podemos transformar a realidade e reinventar modos de vida. Diz o biólogo: “não podermos distinguir entre ilusão e percepção na experiência é uma condição constitutiva dos seres vivos. E tanto é assim que, inclusive, temos palavras que implicam essa incapacidade de distinção, e estas são erro e mentira. Quando se diz a outra pessoa: ‘você mente’, o que se diz é: ‘no momento em que dizia, você sabia que o que dizia não era válido’. Mas quando alguém diz: ‘eu me equivoquei’, o que diz é: no momento em que disse o que disse, eu tinha todos os motivos para pensar que o que dizia era válido’, quer dizer, não sabia que o que dizia não era válido, mas o sei a posteriori” (Idem). Ou  seja, só podemos distinguir um equívoco depois da experiência, sendo que tal experiência depende de uma explicação, de uma linguagem. Nós “mentimos” durante a experiência, ou seja, já sabemos a priorísticamente da mentira, ao passo que o equívoco não pode ser percebido a não ser a posteriori. Nos dois casos, na mentira e no equívoco, temos a elaboração da linguagem. Existimos na linguagem. Não há modo de nos referirmos ao mundo a não ser explicando-o por meio da linguagem. Daí, nós nos separamos da pura natureza instintiva dos animais. Um animal quando se mimetiza, está mentindo para dizer a verdade ou está dizendo a verdade mentindo. Podemos estender a mão com uma precisão matemática para pegar um copo d’água, assim como a salamandra captura com a língua o seu alimento, mas não temos a tradição de nos perguntarmos por que fazemos isso. “Se não me faço a pergunta, vivo na deliciosa ignorância” em relação a maior parte das coisas que me acontecem. E a dificuldade não está em pegar a água, mas de explicar as coisas e os acontecimentos do entorno. Faltam, nos dois exemplos citados, marido-mulher e mãe-filha, saírem do escuro para praticarem o jogo lúdico da oficina das palavras. Fazer perguntas sinceras sobre o sentimento de um e de outro. Viver instintivamente é difícil, repetir gestos e comportamentos é muito simples, os animais o fazem. Aqui encontramos a nossa questão, no ponto em que nos distinguimos dos animais e deles nos distanciamos. É, também, o momento em que nos tornamos complexos e quando complicamos as nossas relações. Quando começamos a simbolizar o mundo, as emoções, os pensamentos e os sentimentos e deixamos, ao mesmo tempo, a possibilidade de retorno ao estado animal de contato com o mundo. As palavras não são signos transparentes e perfeitos. Elas não têm o contato e a plenitude da presença dos objetos a um tempo, elas são signos arbitrários, não têm o poder de representar a realidade a que se refere. Ao mesmo tempo em que residimos na linguagem, perdemos o paraíso que sem ela submergiríamos em plena ignorância. Uma outra condição que dificulta a nossa comunicação é o fato de olharmos e ouvirmos em perspectiva. Não podemos nos livrar da condição de observadores e tal condição faz com que olhemos o mundo em perspectiva. Olhamos, escutamos, sentimos e nos expressamos a partir de nossas perspectivas. Estamos condenados ao perspectivismo e não há outra maneira de ser. É do alto de nosso corpo, com as faculdades dos sentidos que aprisionamos o mundo, as pessoas, as coisas e os acontecimentos. Tudo é perspectiva. Quando discordamos, é de uma perspectiva para outra.<br /> No primeiro caso, faltou ao marido a capacidade de ver a perspectiva da esposa. O que ela queria “dizer” com a queixa do pano de prato? Falta à esposa “ler” a perspectiva do marido. O que ele quer “dizer” com o jantar? Cada um quer “dizer” alguma coisa que ainda não “pode” dizer de maneira mais precisa. Com a ajuda da psicoterapia, ela diz: “eu não quero que ele vá para casa mais cedo, nem que faça jantar, ou que cuide das crianças. Nós temos empregados para esse tipo de coisa. Estou cansada de dizer a ele que precisamos sair, viajar, dormir fora, fazer amor&#8230;”.<br /> O marido se justifica: “estou cansado, sem desejo, sem vontade de sair. Pensei que fazendo esse tipo de coisa, pudesse substituir uma coisa por outra”. Eles não conseguiam falar sobre essas dificuldades, é como se fosse uma derrota, uma humilhação. Cada um gostaria que o outro percebesse isso sem que fosse preciso dizer.<br /> No segundo caso, a mãe diz: “é que tenho medo que minha filha inicie uma vida sexual prematuramente, que engravide, se perca na vida espiritual&#8230;”.<br /> A filha relata que a questão não é sexual, trata-se de aceitação. Um menino da escola demonstrou simpatia, com isso a menina se sentiu amada. Neste caso, a filha quis partilhar com a mãe os seus segredos e suas experiências e obter também o afeto da mãe. Falta-nos a capacidade para compreender o que não está sendo dito. A adolescente, de certa maneira, quer dizer: “olha mãe, mesmo estando um pouco gordinha, tem um menino que está gostando de mim”. E a mãe preocupada, gostaria de ter dito: “estou com medo de você descobrir o sexo antes da hora”.<br /> O marido quer dizer: “estou sem desejo, não quero fazer sexo em lugar nenhum, estou cansado, estressado, por isso, tento agradá-la fazendo o que fiz”.<br /> E a mulher, com o pano de prato na mão, deveria ter dito: “não é nada disso, nenhum jantar vai resolver a nossa questão. Precisamos descobrir uma outra saída para as nossas dificuldades, precisamos aprender a falar sobre nossos problemas”. John Gray em Men are from Mars, Women are from Vênus (1992), diz que as mulheres querem falar a partir dos seus problemas; os homens querem falar da solução dos problemas, só que a matriz da solução dos problemas dos homens não é a mesma com que as mulheres falam de seus problemas. Os problemas emocionais têm uma outra lógica, trata-se de uma lógica subjetiva. A matriz de pensamento do homem está marcada pela subjetividade patriarcal. Os homens, na infância, ganharam como presentes, carros e bolas de futebol. Numa lógica que aponta para o exterior e acompanha a anatomia do órgão genital, o homem, desde muito cedo, é lançado em direção ao mundo exterior. A mulher, da mesma sociedade falocrata,  é educada sob uma matriz oposta. As meninas ganham bonecas, fogõezinhos e panelinhas, indicadores de uma outra subjetividade. Aprendemos a andar lado-a-lado, mas sem possibilidades de nos encontrarmos. Os encontros de intimidade afetiva só existem a partir de  construções na linguagem. Precisamos aprender, urgentemente, a falar de sentimentos e com sentimentos. Pais e filhos, maridos e mulheres, ainda nos resta resolvermos essa questão. Olhamos, mas nem sempre enxergamos, não  percebemos o que o outro quer nos mostrar. Ouvimos, mas não escutamos, nem compreendemos o que quiseram verdadeiramente nos dizer. Falamos muito, sobre muitas coisas, mas quão pouco dizemos, ou, mesmo comunicamos sobre nossos sentimentos: desejos, medos, vontades, sonhos, etc. Como diz Peter Drucker, “O mais importante em comunicação é ouvir o que não está sendo dito.” E falando psicanaliticamente, a verdade se esconde entre as brechas da fala. É na dificuldade de falar que se encontra o maior sentido do ouvir.</p>
<p><em><strong>Clécio Branco</strong><br /> Psicólogo<br /> Mestre em Filosofia<br /> Doutorando em Filosofia</em></p>
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		<title>Pequenas coisas com muito amor</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 14:37:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1297" href="http://www.esperanca.com.br/2010/09/pequenas-coisas-com-muito-amor/attachment/72302185/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1297" title="72302185" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/09/gifts-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>O verdadeiro amor, na vida a dois, consiste em grande medida nas pequenas coisas que falamos, fazemos e damos de coração. Madre Tereza de Calcutá, afirmou: “Não podemos fazer grandes coisas. Mas podemos fazer pequenas coisas com muito amor.” – Richard Carlson e Benjamim Shield, Os Caminhos do Coração, p. 15.</p>
<p>Sempre é bom lembrar o valor das pequenas coisas no casamento, onde a importância de um presente não é calculada pelo seu preço, tamanho ou peso, mas pelo seu significado afetivo. Um pequeno gesto de amor, repetido a cada dia, pode ser mais significativo do que uma grande casa mobiliada com dois automóveis na garagem.</p>
<p>Se você ainda tem dúvidas sobre a importância das coisas pequenas, considere a riqueza de significado e o papel essencial do átomo e do DNA na saúde e na vida dos seres humanos. São partículas infinitamente pequenas, a ponto de serem invisíveis aos olhos humanos. Contudo, são extremamente poderosas na produção de energia e na definição da vida. Talvez, assim, possamos entender o que o autor do Clássico “O Pequeno Príncipe” quis dizer ao ponderar que: “Só se enxerga bem com os olhos do coração. O essencial é invisível aos olhos”.</p>
<p>Uma coisa na natureza que consegue ilustrar a beleza singular de um pequeno gesto de amor é o floco de neve. Conta-se que William Bentley conseguiu fotografar e selecionar, com extraordinário talento artístico, cinco mil flocos de neve. Sua coleção encontra-se na Universidade de Harvard. Uma das coisas que mais impressionam os observadores é que não existem dois flocos iguais. Além disso, as pessoas ficam impressionadas ao perceber as incríveis variações de beleza e de simetria radial que se encontra em cada floco.</p>
<p>Diante desse espetáculo da natureza, pergunto-me: Como algo tão efêmero como um floco de neve pôde ter tanta atenção do seu divino Desenhista? Só consigo chegar à seguinte conclusão: Na natureza nada é insignificante, porque ainda que efêmero, pode ser singular. Por isso, você pode acreditar que no casamento, em certo sentido, não há palavras e atos triviais, por menores que pareçam. Se um floco de neve não é banal, muito menos um pequeno gesto de amor.</p>
<p>Alexandre Rangel conta a seguinte ilustração:</p>
<p>“Um homem foi chamado à praia para pintar um barco.</p>
<p>Trouxe com ele tinta, pincéis e começou a pintar o barco de um vermelho brilhante, como pediram-lhe que fizesse.</p>
<p>Enquanto pintava, percebeu que a tinta estava passando para o outro lado do casco. Verificou que havia um vazamento e decidiu consertá-lo. Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi.</p>
<p>No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e presenteou-o com um belo cheque. O pintor ficou surpreso:</p>
<p>- O senhor já me pagou pela pintura do barco – disse ele.</p>
<p>- Mas esse dinheiro não é pelo trabalho de pintura. É por ter consertado o vazamento do barco.</p>
<p>- Foi um serviço tão pequeno que não quis cobrar. Certamente, não está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante!</p>
<p>- Meu caro amigo, você não compreendeu. Deixe-me contar-lhe o que aconteceu. Quando lhe pedi que pintasse o barco, esqueci-me de mencionar o vazamento. Quando a pintura secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria. Eu não estava em casa naquele momento. Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois me lembrei de que o barco tinha um furo. Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos. Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado! Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar-lhe pela sua ‘pequena’ boa ação&#8230;” (As Mais Belas Parábolas de Todos os Tempos, vol. II, p. 244 e 245).</p>
<p>Esses exemplos elucidam que, a partir das pequenas coisas é que se pode obter grandes resultados. Por isso, um pequeno gesto de amor pode ser comparado à “energia atômica de meio litro de água, que é capaz de gerar calor suficiente para aquecer cem milhões de toneladas de água de 0° C a 100° C.” – S. Júlio Schwantes, Colunas do Caráter, p. 75. Sendo assim, a cada dia, aqueça sua vida a dois praticando pequenos gestos de amor.</p>
<p>Nunca deixe escapar uma oportunidade de expressar amor por causa dos problemas ou pressões do dia a dia. Procure fazer coisas que o outro gosta, por mais simples e rápidas que sejam. Por exemplo, Jonh Gray conta que, quando ele está dirigindo e sua esposa encontra-se ao lado, e acende a luz amarela num sinal de trânsito, ele reduz a velocidade e vai parando o carro suavemente. Então, olha para ela e diz: “Fiz isso por você, querida.” Ela sabe que se não estivesse ao seu lado, ele aumentaria a velocidade para aproveitar o sinal aberto.</p>
<p>As pequenas coisas que dizem “eu te conheço, te valorizo, pensei em você”, são as mais eficientes quando se quer encher a vida de amor.</p>
<p>Fonte: <a target="_blank" href="http://www.vidaadois.net">www.vidaadois.net</a></p>
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		<title>Quem precisa de paz?</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 14:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Famílias são desfeitas por ciúmes, consumo de álcool e drogas, prática de jogos de azar, parceiros múltiplos, excesso de trabalho, má administração financeira, falta de amor, falta de tempo, doença [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1108" href="http://www.esperanca.com.br/2010/07/quem-precisa-de-paz/paz/"><img class="alignleft size-full wp-image-1108" title="paz" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/07/paz.jpg" alt="" width="250" height="250" /></a>Famílias são desfeitas por ciúmes, consumo de álcool e drogas, prática de jogos de azar, parceiros múltiplos, excesso de trabalho, má administração financeira, falta de amor, falta de tempo, doença e morte. Situações inesperadas nos sobrevêm, mas é possível sentir paz e segurança quando o caos abate nossa vida.</p>
<p>Veja, por exemplo, a vida de Davi. Ele foi um rei muito importante. É lembrado como uma pessoa de sucesso. Ao ler sua biografia (encontrada nos livros de 1 Samuel e 2 Samuel e vários salmos), percebemos altos e baixos. Ele venceu várias batalhas, alcançou popularidade, ampliou seu reinado, conquistou riquezas, aumentou seu patrimônio. No entanto, Davi foi perseguido em vários momentos, perdeu alguns de seus filhos para a morte, tomou decisões precipitadas que mudaram o curso de sua vida (relacionou-se com uma mulher casada e mandou matar seu marido).</p>
<p>Quando fugia de seu filho Absalão, que queria ser rei em seu lugar, compôs um magnífico poema musical. Podemos encontrá-lo no Salmo 3:1 a 12. Destaco aqui os versos de 1 a 5: &#8220;Senhor, muitos são os meus adversários! Muitos se rebelam contra mim! São muitos os que dizem a meu respeito: ‘Deus nunca o salvará!&#8217; Mas tu, Senhor, és o escudo que me protege; és a minha glória e me fazes andar de cabeça erguida. Ao Senhor clamo em alta voz, e do Seu santo monte Ele me responde. Eu me deito e durmo, e torno a acordar, porque é o Senhor que me sustém.&#8221;</p>
<p>O rei Davi passou por situações de extremo conflito e sentiu paz e esperança, porque confiava em Deus.</p>
<p>Há pessoas que nos dizem as mesmas palavras que disseram ao rei Davi: &#8220;Deus nunca o salvará!&#8221; Mas a Bíblia nos diz que isso não é verdade. A Bíblia nos conta sobre Deus, e Deus não mente. O apóstolo São Pedro nos lembra: &#8220;Não se esqueçam disto, amados: para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento. O dia do Senhor, porém, virá como ladrão&#8221; (2 Pedro 3:8-10).</p>
<p>Deus nos concede paz e esperança hoje. Ele remodela nossa vida hoje. Ele nos oferece o arrependimento e a segunda chance hoje. Ele está vindo em breve para nos encontrar e fazer novas todas as coisas. Qual será a minha resposta para Deus hoje?</p>
<p><em>Rejane Godinho &#8211; professora, bacharel e mestranda em teologia pelo Unasp.</em></p>
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		<title>Férias para a família</title>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2010 17:16:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todo fim de ano é a mesma coisa. Milhões de pessoas pegam as estradas congestionadas ou embarcam em voos lotados para se encontrar com a família. É o momento tão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1072" href="http://www.esperanca.com.br/2010/05/ferias-para-a-familia/ferias_2/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1072" title="ferias_2" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/05/ferias_2-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Todo fim de ano é a mesma coisa. Milhões de pessoas pegam as estradas congestionadas ou embarcam em voos lotados para se encontrar com a família. É o momento tão esperado por muitos, quando as férias são usadas para fazer uma pausa, matar a saudade, receber abraços e dar presentes. Mas você sabia que as férias não precisam ser anuais? Que existe um tipo de “férias” semanal?</p>
<p>O mundo carece dessa pausa como o trabalhador fatigado precisa de descanso. Devido ao corre-corre destes dias agitados, os relacionamentos vão se deteriorando. Os laços sociais se tornam mais frágeis. Falta tempo. Falta diálogo. Falta relacionamento real com sabor de humanidade.</p>
<p>No Salmo 46:10, Deus nos dá um conselho em forma de ordem: “Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus” (ARA). As pessoas estão perdendo a capacidade de se aquietar. Têm dificuldade de pisar no freio e se conceder férias. Uma pausa para o bate-papo despreocupado, esquecido do girar incessante dos ponteiros do relógio. Um tempo para o aconchego, para passear de mãos dadas, contando estrelas e observando as flores. Mas que “férias” são essas?</p>
<p>Uma conhecida revista semanal brasileira publicou recentemente: “Dependendo do momento que você está atravessando nas suas relações com pais, filhos e cônjuges, você irá gostar mais ou menos dessa ideia, mas a medicina já se rendeu completamente a ela: sua família está no centro da sua saúde e tem função determinante em seu bem-estar físico e mental a longo prazo. &#8230; Uma das mais sólidas descobertas é que as crianças que cresceram em um ambiente de acolhimento e segurança emocional em geral são providas de maior senso de integração social e mais capazes de regular o próprio comportamento para manter a saúde do corpo e da mente independentemente do apoio de outras pessoas.”</p>
<p>O apóstolo Paulo, ao narrar o momento de tranquilidade que viveu com seus amigos, revela que “férias” semanais são essas: “No sábado saímos da cidade [de Filipos, onde não havia igreja] e fomos para a beira do rio, onde esperávamos encontrar um lugar de oração. Sentamo-nos e começamos a conversar com as mulheres que haviam se reunido ali” (Atos 16:13).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>viveu com seus amigos, revela que “férias” semanais são essas: “No sábado saímos da cidade [de Filipos, onde não havia igreja] e fomos para a beira do rio, onde esperávamos encontrar um lugar de oração. Sentamo-nos e começamos a conversar com as mulheres que haviam se reunido ali” (Atos 16:13).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Presente temporal –</strong> Este é o tipo de pausa de que as pessoas carecem: reservar o sétimo dia para sair da cidade, ir para a beira de um rio (ou outro lugar tranquilo qualquer), orar, sentar-se e conversar. Um dia de esperança para os relacionamentos desgastados, para as famílias desunidas, para os casais que apenas dividem o mesmo teto. Um dia para buscar a união com o Deus que nos une aos semelhantes. Não é preciso dirigir nem tomar um avião para desfrutar essas “férias”. O sábado vem a nós a cada semana. É um presente temporal que Deus nos oferece para fortalecer os relacionamentos e dar sentido à vida.</p>
<p><strong>Um dia para fortalecer<br />
os relacionamentos</strong></p>
<p>No ambiente familiar, é preciso evitar que os mal-entendidos se cristalizem, gerem mágoas e afastem as pessoas. E nada melhor do que uma pausa semanal para aliviar essa carga, numa verdadeira oportunidade de recomeço, de reaproximação. Com o pôr do sol da sexta-feira e o começo de cada novo sábado (cf. Marcos 1:32 e Levítico 23:32), devem ficar para trás também o rancor, o ressentimento e os pequenos atritos que se acumulam e podem amargar a vida.</p>
<p>O sábado é o passo atrás para o salto adiante numa existência plena de significado e realização. É o dia semanal de férias para a família. Desfrute-o!</p>
<p><em>por Michelson Borges</em></p>
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<p><em></em><em>Visite <a target="_blank" href="http://www.sabado.org/" target="_blank">www.sabado.org</a> </em><strong></strong></p>
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		<title>Você me ama? De que jeito?</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 14:09:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Esperança</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos livros que li há algum tempo e gostei muito é o de Gary Chapman, As Cinco Linguagens do Amor (recomendo sua leitura). Um dos mais profundos desejos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-833" title="amor-esperanca" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/03/amor-esperanca-300x213.jpg" alt="" width="300" height="213" />Um dos livros que li há algum tempo e gostei muito é o de Gary Chapman, <em>As Cinco Linguagens do Amor</em> (recomendo sua leitura). Um dos mais profundos desejos que todos nós temos é de sentir que somos amados, e acabamos fazendo coisas incríveis, às vezes até absurdas, para saber se somos amados. Cobramos o amor dos outros, mas será que eu estou demonstrando amor de modo que os que me são importantes percebem o meu amor por eles? Muitos filhos reclamam não ter recebido amor dos pais, mas na maioria das vezes eles o receberam, sim, mas de uma forma, numa linguagem diferente da sua ou do que esperavam e por isso não o perceberam e então interpretavam que não eram amados (como se um falasse português e o outro japonês). Quanto sofrimento para pais e filhos&#8230; Ou maridos e esposas&#8230; Ou entre amigos&#8230; </p>
<p>O livro de Chapman mostra como a dificuldade que as pessoas têm para demonstrar amor e como o demonstram de formas diferentes não conseguindo comunicá-lo um ao outro gera muita frustração que poderia ser evitada se as pessoas tomassem conhecimento das diferentes formas preferenciais de dizer &#8220;eu te amo&#8221;.</p>
<p> Há basicamente cinco maneiras de se dizer &#8220;eu te amo&#8221;: </p>
<p><strong>1. Através de palavras de encorajamento.</strong> &#8220;Você é uma pessoa tão paciente!&#8221;, &#8220;Você fica muito bem com essa roupa!&#8221;, &#8220;Gostaria de ter o capricho que você tem com o jardim!&#8221;, &#8220;Você sempre tem algo bom pra dizer!&#8221; Para alguns de nós o amor se expressa em palavras de reconhecimento e elogios. </p>
<p><strong>2. Através do toque físico e proximidade. </strong>Segurar a mão, abraçar, ficar sentado perto, colocar o braço em volta do ombro, beijar &#8211; envia uma mensagem especial de amor. </p>
<p><strong>3. Dando tempo de qualidade.</strong> Não é assistir televisão junto com seus filhos e/ou esposo, é dar toda a sua atenção a outra pessoa, é ouvir e responder adequadamente. </p>
<p><strong>4. Ações de serviço.</strong> Prestar algum tipo de serviço, fazer algo especial para comunicar seu amor. Limpar o carro da esposa, consertar a torneira que está pingando, lavar a louça para ela, fazer o serviço de banco para o esposo, levar o carro dele na oficina, digitar o trabalho do filho, arrumar o armário do filho (quando isso já não for obrigação sua). Toda a vez que você faz por uma pessoa algo que ela não espera, você diz &#8220;eu te amo&#8221;. </p>
<p><strong>5. Presenteando.</strong> Dar um presente parece um gesto simples, mas pode representar muito para a pessoa que o recebe. Dar um presente de improviso (porque hoje é &#8220;dia de você&#8221;) comunica que &#8220;estive pensado em você&#8221;. Não precisa ser nada caro, pode ser até fazer o bolo favorito do esposo ou do filho. </p>
<p>Precisamos identificar a nossa linguagem principal, a de nosso cônjuge e de cada um dos filhos. Sua linguagem principal é aquela que você usa com mais frequência e se sente mais amado quando os outros a usam. Todos falamos mais de uma linguagem e no decorrer da vida podemos aprender a usar as cinco. </p>
<p>Todos os dias escolhemos amar ou não amar. Amar seu cônjuge na linguagem de amor dele (ou dela) é um ato de amor maior do que praticar somente a sua linguagem principal.</p>
<p>Jesus nos amou a ponto de dar a vida por nós e nos deixou o mandamento de amar ao nosso próximo como a nós mesmos. E amor é ação! Vamos lá, demonstre esse amor! </p>
<p><em>Cláudia Bruscagin<br />
Fonte:www.outraleitura.com.br</em></p>
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		<title>O que realmente importa</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 12:24:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Esperança</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família Feliz]]></category>
		<category><![CDATA[coisas importantes na vida]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[o mais importante]]></category>

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		<description><![CDATA[1.         Nossos valores   1.1 Pai, quanto custa?  Um dia, Pedro foi se queixar com a mãe: - Por que meu pai não brinca comigo? - Seu pai é um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;" align="left"><em><img class="size-full wp-image-683 aligncenter" title="O que realmente importa - esperanca" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2009/12/44.jpg" alt="44" width="600" height="349" />1.         Nossos valores<strong></strong></em></p>
<p> </p>
<h2>1.1 Pai, quanto custa?</h2>
<p> Um dia, Pedro foi se queixar com a mãe:</p>
<p>- Por que meu pai não brinca comigo?</p>
<p>- Seu pai é um homem muito ocupado, o tempo dele é muito precioso &#8211; respondeu ela. A criança foi para o quarto, muito pensativa. Pegou o cofrinho e foi contar quanto havia economizado de sua mesada. Adormeceu, chorando de saudade do pai.</p>
<p>Mais tarde, ele acordou com a chegada do Sr. Rafael e correu para encontrá-lo:</p>
<p>- Papai, é verdade que o seu tempo é muito precioso?</p>
<p>- É verdade &#8211; disse, desviando o olhar do filho.</p>
<p>- Quanto custa uma hora do seu tempo? &#8211; O Sr. Rafael disse que não sabia. O pequeno Pedro insistiu para obter uma resposta até que o pai perdeu a paciência e brigou com ele. Com medo, voltou para o quarto.</p>
<p>Depois que esfriou a cabeça, o Sr. Rafael refletiu sobre a maneira como havia tratado o pequeno e foi até o quarto do filho. Como viu que o garoto ainda estava acordado, o pai tenta um diálogo:</p>
<p>- Você ainda quer saber quanto eu ganho por hora?</p>
<p>O menino balançou a cabeça afirmando que sim.</p>
<p>O pai estufou o peito e suspirou fundo. Parecia que a atmosfera do quarto trazia-lhe o ar da satisfação, de enfim dizer ao seu filho o valor do pai que ele tinha.</p>
<p>- Eu ganho 300 reais por hora.</p>
<p>O menino levou um susto, mas animou-se o suficiente para pedir:</p>
<p>- O senhor pode me emprestar 100 reais?</p>
<p>Para continuar impressionando o filho, o pai entregou-lhe o dinheiro. Curioso, perguntou:</p>
<p>- Posso saber pra quê?</p>
<p>O garoto puxou um bolo de notinhas enroladas, de debaixo do travesseiro.</p>
<p>- Eu já consegui juntar 200 reais, mais estes 100 que o senhor me emprestou, dá 300. Agora o senhor pode me vender uma hora do seu tempo, pra brincar comigo?</p>
<p> </p>
<h2>1.2 Vigas e colunas, sem base</h2>
<p> Ao longo deste curso, descobrimos coisas indispensáveis para que a estrutura de um lar feliz seja formada. Mas o que seria de uma casa com todas as suas colunas e vigas fortemente amarradas, sem um alicerce que as apoiasse? Seria o mesmo que construir sobre a areia movediça. Cristo falou de “um homem sem juízo que construiu a sua casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Ela caiu e ficou totalmente destruída” (Mateus 7:26-27 &#8211; NTLH). Será que muitos lares hoje também não estão fora dos princípios básicos da engenharia familiar?</p>
<p>O seu lar não pode se transformar em ruínas. Mas “se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Salmo 127:1 &#8211; RA). Deus deve ser a base do lar porque Ele é o Criador da família (Gênesis 2:18-24). Ele sabe o que você e os seus queridos precisam fazer para que o lar sobreviva num mundo de desgraças. Jesus quer ser o fundamento da vida familiar (1Coríntios 10:4; Atos 4:11).</p>
<p>Você acha que um lar feliz é uma utopia? Então pense: “O que é mais importante para você?” Gastamos mais tempo preocupados em adquirir coisas ou em preservar o relacionamento com as pessoas? Numa sociedade capitalista, somos pré-dispostos a inverter a nossa própria escala de valores. Isto acontece a tal ponto que a realidade do quadro a seguir se justifica justamente no fato de que somos tentados a negá-lo:</p>
<p> </p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="451">
<tbody>
<tr>
<td width="213" valign="top">O que consideramos mais importante</td>
<td width="238" valign="top">O que deveria ser mais importante</td>
</tr>
<tr>
<td width="213" valign="top">1º: Bens materiais</td>
<td width="238" valign="top">1º: Deus</td>
</tr>
<tr>
<td width="213" valign="top">2º: Pessoas – relacionamentos</td>
<td width="238" valign="top">2º: Pessoas – relacionamentos</td>
</tr>
<tr>
<td width="213" valign="top">3º: Deus</td>
<td width="238" valign="top">3º: Bens materiais</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<h2>2.         Mais um integrante na família</h2>
<p> Ao nos referirmos a “Jesus”, “Senhor”, “Pai do Céu”, usamos nomes próprios e pronomes pessoais. É lógico: Deus é um ser pessoal. Os extremos das civilizações costumam querer transformar Deus em uma ideologia ou uma coisa. Mas não é nada disso! Nem filosofia nem idolatria, mas relacionamento. E com um ser, se relaciona.</p>
<p>Agora, como é que nos relacionamos com um ser? Como acontece um bom relacionamento entre namorados? Você fala, se dá a conhecer, se expressa, ouve, conhece a outra pessoa, enfim, vocês gastam um bom tempo juntos, enfocados na pessoa e nos seus valores. É assim que Jesus quer estar no lar: como um dos integrantes da família.</p>
<p>Apesar de ser invisível, para que este personagem realmente conviva com os membros da família, existem algumas formas de nos relacionarmos com Ele.</p>
<p> </p>
<h2>2.1 Leitura da Bíblia</h2>
<p> A fonte de informações seguras sobre a pessoa de Deus é a Bíblia. Ela é a carta de Deus aos homens e, no momento em que a estudamos, Ele está falando ao nosso coração. O estudo da Bíblia precisa ocorrer de duas formas:</p>
<p> <em>Individual</em></p>
<p> A Bíblia é o único livro do mundo que transforma o caráter do ser humano, a partir de sua leitura (2Timóteo 3:14-17). Quanto mais íntimo você fica de Deus, mais você tem condições de ser um bom cônjuge, pai, mãe, filho, filha ou irmão.</p>
<p>            Não existe bom relacionamento sem convivência. Portanto, o hábito de leitura da Bíblia precisa fazer parte da sua rotina com Deus. Separe um lugar especial para falar com Deus todas as manhãs: “De manhã ouves, SENHOR, o meu clamor; de manhã te apresento a minha oração e aguardo com esperança” (Salmo 5:3).</p>
<p> <em>Em família</em></p>
<p> Numa família onde todos têm o hábito de ler a Bíblia, não há nada mais enriquecedor e contagiante do que se reunirem para “colocar o papo em dia”. Se você reunir a sua família, como um pequeno grupo para, juntos, estudarem a Bíblia, na realidade, vocês estarão se reunindo ao redor do grande Mestre (Mateus 18:20). Como Ele é o elo que une os relacionamentos, vocês estarão ligando-se um ao coração do outro.</p>
<h2> 2.2 Oração</h2>
<p> Esta é a vez de nós falarmos e Deus ouvir. Orar é abrir o coração a Deus como a um amigo. Por que deveriam os filhos e filhas de Deus ser tão relutantes em orar, quando a oração é a chave nas mãos da fé para abrir os depósitos do Céu, onde estão armazenados os ilimitados recursos da Onipotência?</p>
<p>Da mesma forma que o estudo da Bíblia, a oração no lar deve acontecer em dois estágios diferentes: individual e coletivamente. Orem juntos antes de saírem de casa ou de fazerem uma viagem, ao chegarem num destino, quando tiverem que tomar decisões, antes de uma atividade importante, etc. Mas sempre tenha o seu ponto de encontro especial com Deus para a oração particular.</p>
<h2> 2.3 Mais alguns hábitos indispensáveis</h2>
<p> Um conselho divino é:</p>
<p> Ame o SENHOR, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa. Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e em seus portões (Deuteronômio 6:8-9).</p>
<p> Este texto diz que Deus deve fazer parte de todos os interesses da família. Isto é andar com Deus (Gênesis 5:22).</p>
<p><em>Nas refeições – </em>Sempre que for possível, juntem todos os que estiverem presentes para darem início à refeição, por mais simples que ela seja. Orem juntos agradecendo a Deus pelo “pão nosso de cada dia”, e peçam-Lhe que abençoe o alimento. Ensine as crianças a, sempre que forem comer algo, dirigir uma pequena prece a Deus.</p>
<p><em>Antes de dormir – </em>Nunca deixe que seu filho vá para a cama sem falar com Deus. Ao colocá-lo para dormir, tenha o hábito de contar uma história bíblica para ele. Ore você também antes de dormir.</p>
<p><em>No entretenimento </em>– Ensine ao seu filho o hábito de sempre assistir a desenhos animados bíblicos, filmes e canais cristãos. Livros bíblicos próprios para a idade, CDs, rádios e sites cristãos, brinquedos temáticos bíblicos; tudo isso contribui para um crescimento espiritual saudável. Assim, os heróis do mundo de fantasias do seu filho serão os personagens bíblicos. Isto terá uma influência direta em sua vida adulta (Provérbios 22:6).</p>
<p><em>Diariamente </em>– Façam o culto familiar. Não deve ser longo. Cantem uma pequena canção que fale de Deus, leiam um pequeno texto da Bíblia e façam uma oração juntos.</p>
<p><em>Semanalmente – </em>Como ponto alto na agenda da família, tenham o hábito de saírem juntos para adorar o Criador e aprender sobre Ele. Se você tiver cultivado todos os hábitos anteriores, esse passeio será o máximo para os seus filhos. Jesus e os apóstolos tinham esse costume semanal (Lucas 4:16; Atos 17:2).</p>
<p>Pense bem: quando o Senhor deu o sábado como um dia santo para a humanidade, ainda não havia pecado, isto é, não havia cansaço (Gênesis 2:1-3). Portanto, muito mais do que para descansar, o sábado é um dia para a família fortalecer os seus laços de relacionamento entre si, com os amigos e com o Criador (Êxodo 20:8-11; Hebreus 4; Isaías 66:22-23).</p>
<p>Peça sabedoria a Deus para você saber fazer com que os seus queridos sintam a presença de Jesus constantemente ao seu lado.</p>
<h2> 3.         Coerência na vida prática</h2>
<p> Não se deve ter dois jeitos de ser: um dentro e outro fora do lar. Tem gente que, quando está fora de casa, quer demonstrar que tem virtude e classe, mas, é claro, em casa, não consegue ficar com a máscara. Não adianta se preocupar somente com os bons modos sociais. É dentro do lar que os filhos observam os pais. São modelos que serão seguidos, quer sejam bons ou maus.</p>
<p>O perfil de cristianismo dos filhos é moldado pelas influências do lar. As crianças precisam ver coerência entre o que os pais pregam e vivem, caso contrário, serão cristãos só de fachada. É na maneira de tratar o cônjuge, de disciplinar os filhos, e de se relacionar com os vizinhos e com Deus que os pais dão aos filhos um modelo a ser seguido.</p>
<p> </p>
<h2> Conclusão</h2>
<p> O resultado de um lar em que Deus ocupa o primeiro lugar é uma convivência familiar harmônica. Quando os pais, amigavelmente, dão lições práticas e prazerosas aos filhos, de como seguir a Jesus, reina um clima de amor e compreensão e os filhos se tornam pessoas honradas e cumpridoras dos deveres. Esta é a base para uma sociedade estável.</p>
<p> </p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Leia mais sobre o que estudamos em:</span></p>
<p> </p>
<p align="left"><em><span style="text-decoration: underline;">Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes</span></em>. Ellen G. White, Editora Casa Publicadora Brasileira</p>
<p align="left"><em><span style="text-decoration: underline;">Palavras do Coração</span></em>. Deise Reis, Editora Sobretudo</p>
<p align="left"><em><span style="text-decoration: underline;">Poder do Amor</span></em>. Deise Reis, Editora Sobretudo</p>
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		<item>
		<title>Repetimos a história passada?</title>
		<link>http://www.esperanca.com.br/saude/saude-mental/repetimos-a-historia-passada/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 18:44:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Esperança</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Será possível evitarmos repetir comportamentos ruins herdados e aprendidos de nosso passado infantil? Há jeito. Veja como. Maria nasceu no interior, a mais velha de cinco filhos. Sua mãe cuidava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span><img class="alignleft size-full wp-image-138" title="famly150" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2009/06/famly150.jpg" alt="famly150" width="220" height="220" />Será possível evitarmos repetir  comportamentos ruins herdados e aprendidos de nosso passado infantil? Há jeito.  Veja como.</span> <img src="imagens/ptoBranco.jpg" alt="" width="1" height="1" /></p>
<p>Maria nasceu no interior, a mais velha de cinco filhos. Sua mãe cuidava da casa, seu pai empregado numa fazenda e tinha problemas com a bebida. Tinha a doença chamada “alcoolismo”. De cada cem pessoas que ingerem bebidas alcoólicas, cerca de catorze não controlam a quantidade ingerida e bebem até cair. Para estes a solução é a abstinência total de álcool. Cerca de 10% da população mundial sofre de alcoolismo.</p>
<p>O pai de Maria piorou na bebida, agredindo filhos e esposa e um dia declarou que sua mulher teria ir embora. Maria o odiava e referia-se a ele como “bêbado malvado”. Ela ía para um canto da casa nos seus 8 anos de idade, tremendo de medo ao ver seu pai chutando os irmãos e gritando com a mãe dela. Quando ele berrou que a esposa sairia de casa, as crianças se agarraram na saia dela, suplicando para não ir. Ela saiu, ameaçada pela violência do marido.</p>
<p>Algumas crianças foram morar com parentes e Maria ficou com o pai, crescendo cheia de amargura e ódio por ele pelo que ele havia feito com a família. Com 20 anos de idade casou-se e ficou anos sem notícias dele. Um dia ele apareceu procurando por ela. Ele estava mudado. Havia recebido ajuda emocional e espiritual e procurava cada filho buscando reconciliação. Maria havia jurado que não falaria com ele. Não usava mais a palavra “pai”, referindo-se a ele como “aquele cara”. Ela não queria reconciliação. Queria distância dele. Havia tomado a decisão de não ser igual a ele no lidar com os filhos. Ela tinha três filhos agora. Só que lidava com eles de uma maneira ditatorial, agredindo-os com palavras duras, tão dolorosas quanto às de seu pai no passado. Ela não percebia isto. Ou não queria perceber. Nunca perdoava, nunca pedia perdão. Implicava com Teresa, sua filha do meio, gerando nela revolta e rebeldia.</p>
<p>Na adolescência Teresa se envolveu com drogas e a mãe a expulsou de casa. Alguns filhos do meio têm problemas emocionais complicados porque o mais velho recebe afeto especial por ser o primeiro e o mais novo por ser o caçula. O do meio fica meio perdido. Após um casamento complicado com um dependente químico, Teresa teve José que ao chegar na adolescência não aguentava mais as implicâncias da mãe porque ele usava cabelo comprido, óculos escuros o tempo todo e não comia carne. E ela que tinha sido hippie! Ela não controlava sua irritabilidade exagerada e detonava com o jovem filho adolescente.</p>
<p>Aos 18 anos José se juntou com uma mulher mais velha que ele 10 anos. Está na moda isto? É sintoma de algo? Estão copiando alguma novela? Se separou dela oito meses depois, dizendo que ela implicava demais com ele. Igual à mãe dele? É possível casar com alguém bem diferente do pai ou mãe em termos de personalidade? No segundo relacionamento de José, sua mulher sofria porque, dizia ela, ele ficava facilmente irritado e a destratava com palavras duras, embora não a agredisse fisicamente como o avô fazia com os filhos e a esposa. A repetição do comportamento entre gerações nem sempre ocorre igualzinho.</p>
<p>O pai de Maria, Maria mesmo, sua filha Teresa, o filho José, cada geração repetindo o mesmo comportamento emocional, com diferenças, mas o mesmo problema central: amargura, rispidez, abuso verbal. Parece um defeito no DNA passado geneticamente. Mas felizmente a genética não explica tudo. Ela não determina inevitavelmente nosso comportamento. Existe o aprendizado, a escolha, a capacidade de raciocínio, o livre arbítrio e é isto o que pode levar à neutralizar as tendências hereditárias genéticas para doenças do comportamento.</p>
<p>Repetimos a história do passado? Sim e não. Sim, pelo poder da influência genética e cópia do modelo observado durante a infância dos adultos com quem a criança viveu. Não, porque a genética não obriga indivíduos a, inevitavelmente, repetir os mesmos comportamentos. Se assim fosse, por exemplo, todo filho de alcoólico teria que ser alcoólico. Embora, é verdade, a ciência comprovou que filhos de pais com alguma compulsão têm maiores chances de desenvolverem compulsão comparados com filhos de pais sem compulsão.</p>
<p>Evitar repetir a história ruim do passado requer (1)lembrar dela ao invés de fugir da mesma como se nada de ruim tivesse ocorrido; (2)observar com sinceridade e honestidade o próprio comportamento para ver se e como ocorre a repetição de atitudes desagradáveis que você jurava que nunca teria; (3)ao perceber seu comportamento destrutivo herdado e cultivado, decidir lutar para mudá-lo por ver que ele está destruindo relacionamentos, e (4)agir, fazer, atuar, treinar conscientemente o novo comportamento saudável. Você muda quando você muda. As pessoas ao nosso redor (filhos, marido, esposa, esposo, etc.) não têm culpa dos problemas de nosso passado. Não temos o direito de infernizar a vida delas por causa de nossas neuroses. Tem jeito. O pai de Maria teve jeito.</p>
<p>(Os nomes citados aqui são fictícios.)</p>
<p>Dr.Cesar Vasconcelos<br />
www.portalnatural.com.br</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Pais e adolescentes &#8211; não é fácil!</title>
		<link>http://www.esperanca.com.br/familia/educacao-de-filhos/pais-e-adolescentes-nao-e-facil/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 11:06:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação de Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>

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		<description><![CDATA[“Às vezes teus pais não te compreendem ou não querem colocar-se em seu lugar. Você tentou colocar-se no lugar deles?”Pais! Ufa!! Os pais se comportam, às vezes, de formas muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><img title="Adolescentes" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2009/06/teens.jpg" border="0" alt="Adolescentes" align="left" />“Às vezes teus pais não te compreendem ou não querem colocar-se em seu lugar. Você tentou colocar-se no lugar deles?”Pais! Ufa!! Os pais se comportam, às vezes, de formas muito estranhas.  Quando você é pequeno, sempre andavam  atrás de você dizendo para  lavar as mãos e se pentear.  Agora, se vêem você diante do espelho, riem e falam  que é um convencido.  Não há quem os entenda!<span><span style="color: #000000;"> </span><br />
         Em determinado momento estão furiosos porque dizem que é demasiado independente; no minuto seguinte se queixam alegando que sempre está “grudado” a eles e que não é suficientemente independente.</span><span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Arial"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="FONT-SIZE: 9pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><br />
</span><br />
         Te ridicularizam diante de teus amigos, não respeitam sua vida privada; enfim, somente parecem desfrutar amargurando a sua existência e fazendo-lhe a vida muito mais difícil do que já é.</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         E, é a isto que se chama de “ser pais”?</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         Não se dão conta de que os adolescentes também tem seus próprios sentimentos?</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         Sim, é claro que se dão conta. Mas estão rodeados de tantos problemas, e preocupados por tantas dificuldades, que a grande realidade de que você  é um ser humano, com direito a pensar, a sentir e a viver por você  mesmo, às vezes parece ficar relegado a um segundo plano.</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         O certo é que quando os filhos se convertem em adolescentes, os pais enfrentam uma situação completamente nova, que a maioria das vezes é surpreendente e inesperada: seus filhos queridos, bons e obedientes, se convertem em um momento para outro em adolescentes voluntariosos e difíceis de governar. </span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         Da noite para o dia se vêem com toda sorte de novas situações: seus filhos saem com garotas (ou vice-versa), assistem a excursões de vários dias, praticam esportes perigosos, começam a trabalhar&#8230;</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         É verdade que também eles passaram por tudo isto, mas com uma diferença: não como pais, senão como adolescentes.  Naquela ocasião os pais eram outros, que lutavam e reprimiam, e era eles  quem  tocava exigir.  Mas agora, tem passado a ocupar o lugar de pais, e se sentem responsáveis por você, e na obrigação de ajudá-lo em toda classe de dificuldades e problemas, a maioria dos quais são totalmente novos para você.  Deve compreender que para eles, somente o fato de viver com você, com seus costumes, sua música e sua forma de se vestir, já lhes é difícil, quando não frustrante.  Não tem que ficar espantado, pois se algumas vezes se mostrarem inquietos e preocupados.</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         Possivelmente passaram a ocupar sua posição de pais sem estarem tão bem preparados como deveriam.   Muitos pais arrastam consigo um lastro de problemas de sua própria infância e juventude; problemas que às vezes se remontam a várias gerações atrás, dentro da tradição da família.  Têm todo tipo de temores.  Estão inseguros de suas próprias idéias e valores, e possivelmente ainda não tem realizado um projeto de vida que os satisfaça totalmente.</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
Por outra parte, seu crescimento e desenvolvimento tem criado neles um sentimento mais vivo de dor que produz na vida a perda dessas coisas que se querem.</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         Para alguns pais, ao dar-se conta de que seus filhos estão crescendo também os faz  perceberem de que estão envelhecendo, de que a vida passa com rapidez; tem que enfrentar a triste realidade de que os anos passam velozmente e ainda não tem alcançado os objetivos que se haviam proposto na vida, e que possivelmente já não poderão alcançar. </span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         Esse sentimento de frustração pode conduzir os pais a uma ambição muito comum: tratar de conseguir por seu intermédio tudo o que para eles foram sonhos impossíveis.  E isto pode chegar a ser uma verdadeira fonte de problemas.</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         Outra das razões que motiva muitas vezes a intranqüilidade e o desassossego de seus pais são os comentários da imprensa sensacionalista.  Em revistas e periódicos lêem continuamente artigos nos quais se afirma que os pais são responsáveis de todos os problemas da juventude; que os pais são os culpados da degeneração social; que para ser bons pais tem a obrigação de lutar até o fim. E isto os assusta.  Nos dias de seus avós, se João era um mal filho, e se comportava como tal, a culpa era do próprio João, de ninguém mais.  Em nossos dias, os seus pais são acusados por não haverem sabido tratá-lo, educá-lo e encaminhá-lo corretamente.</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         Assim pois, deve enfrentar a realidade: ainda que seja um filho modelo, um adolescente perfeito, seus pais continuarão vendo problemas em você, enfrentando-o quase todo o tempo.  Não importa o que terá  de fazer para agradá-los, não importa o muito que se esforce em tratar de ser um paradigma de adolescente, seus pais seguirão pensando que seus anos de adolescência são os mais difíceis que eles tem tido que enfrentar.</span><span> </span><span></p>
<p><strong><span>Adolescentes!  Ai!</span> </strong></span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         Assim vê  você a seus pais. Agora vejamos como eles vêem você.  Os anos da adolescência não são fáceis.  Pode ser que ultimamente tenha crescido tanto que você já quase não se reconhece.  Ou quiçá, seja ao revés, e seu crescimento é tão lento comparado com o de seus amigos, que te faz sentir um pouco criança quando está com eles.   Possivelmente, o desenvolvimento físico tenha feito você engordar muito e tenhas pernas e braços gordos. Às vezes você se pergunta como te vêem os demais, e se preocupa pensando se realmente chegará a ser o tipo de homem ou mulher que gostaria.</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         Pouco a pouco, irá se sentindo mais filosófico e pensador. Terá dado conta do que significa ser um mesmo, separado do grupo que formam os demais.  Ultimamente tem começado a perguntar-se quem você é, que é a vida e para que está nela.</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         E o mal é que  enfrenta estes problemas em um mundo que a maior parte das vezes se lhe apresenta pouco amistoso, bastante hostil.  Certamente a adolescência pode chegar a ser uma época de verdadeira angústia.  E a medida que a maturidade se aproxima, a angústia aumenta.  Te preocupa a possibilidade de tomar decisões equivocadas &#8211; a carreira, o matrimônio, o trabalho, etc.  Duvida de sua capacidade para enfrentar todas as responsabilidades de um adulto maduro e responsável.</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         Por isto quer que te compreendam, que  reconheçam  seu valor, que se dêem conta de que é uma pessoa capaz de assumir responsabilidades.  Mas os que te rodeiam não parecem muito dispostos a ajudá-lo.</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         Se tem treze anos, teus pais queixam-se de que é muito sensível, de que não se pode dizer-lhe nenhuma palavra sem que você se inflame como pólvora.  Por outra parte, alegam que é pouco comunicativo, que não lhes conta nada e que sempre responde com monossílabos às suas perguntas.  Possivelmente, você também se dá conta de que não é como os demais, todo amável e simpático como deveria ser, mas tem tantas coisas em que pensar que não lhe sobra tempo para suportar as “tontices” da família.</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         Se tem catorze, possivelmente já terá resolvido parte dos problemas que te preocupavam aos treze.  Sua atitude frente a seus pais é mais serena, e também eles parecem compreendê-lo melhor; se esforçam em ajudá-lo mais e te criticam menos. </span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         Aos quinze anos o problema se agrava outra vez. Teus pais se queixam de que quase não lhes dirige a palavra, de que você guarda tudo, de que se comporta como um mal educado e se veste de forma desalinhada.  A verdade é que começas a sentir-se bastante independente.  É certo que tens muitas coisas sobre as quais gostaria de dialogar, mas não com seus pais!   Você começou a descobrir uma montanha de problemas da idade adulta que pouco a pouco estão aparecendo, e ao mesmo tempo se dá conta de suas próprias limitações para superá-los.  Com a esperança de compreender melhor a você mesmo e aos que te rodeiam se tornou um pouco psicológico.   Não desanimes; a maioria dos problemas que agora  enfrenta desaparecerão no próximo ano. </span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         Aos dezesseis as coisas mudam, você perceberá  que a vida não é tão difícil como pensava. Terá aprendido a controlar melhor suas próprias emoções, e vai se sentir mais sociável e amistoso e tentará compreender o ponto de vista dos demais.  Sentirá mais confiança em si mesmo, e isto fará ser possível  opinar com melhor critérios os outros.</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         Terá alcançado a primeira fase da maturidade, e pode ser que isto faça que com que seus pais, ao perceberem que já não é tão criança, abram um pouco as mãos, o que motivará maior compreensão.  Quando lhe expor um problema, pode confiar em que o tratarão como a um adulto.  Pouco a pouco compreenderá que as restrições e proibições que lhe haviam imposto, em certo sentido eram necessárias, e você se sentirá agradecido pela maior margem de liberdade que lhe concedem. Ainda que seja difícil aceitar as proibições que todavia te impõem, pouco a pouco dará conta de que seus pais, no fundo, são bastante razoáveis, e de que se pode dialogar com eles.  Trate de aceitar a distância que o separa deles. Não se arrependerá.</span><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><br />
         Talvez se sinta tentado a pensar que é demasiado difícil ser adolescente. Tem razão.  Mas lembre-se que não é fácil ser pais de um adolescente.</span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 9pt; color: black; font-family: Arial;"><strong>Bárbara Jurgensen<span> </span><span><span style="color: #000000;"> </span> </span></strong></span><span><span style="color: #000000;"> </span></span></span></span></p>
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