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	<title>Esperança &#187; Oração</title>
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	<description>Onde podemos encontrar #esperança quando estamos confusos, buscando sentido na vida?</description>
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		<title>Seduções perigosas</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 17:54:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Grande Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
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		<description><![CDATA[O grande conflito entre Cristo e Satanás logo será concluído, e o maligno tem duplicado seus es­forços para anular o que Cristo realiza pelos seres humanos. O objetivo dele é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.esperanca.com.br/livro-a-grande-esperanca/seducoes-perigosas/attachment/obe-2/" rel="attachment wp-att-2284"><img class="alignleft size-medium wp-image-2284" title="perigo_gratis" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2011/08/perigo_gratis-310x175.jpg" alt="" width="310" height="175" /></a>O grande conflito entre Cristo e Satanás logo</strong> será concluído, e o maligno tem duplicado seus es­forços para anular o que Cristo realiza pelos seres humanos. O objetivo dele é manter as pessoas em trevas e sem arre­pendimento, até que termine a intercessão do Salvador. Quando a in­diferença prevalece entre os cristãos, Satanás não se preocupa. Mas quando as pessoas indagam: “O que é necessário fazer para ser salvo?”, ele procura opor seu poder ao de Cristo e neutralizar a influência do Espírito Santo.</p>
<p>Em certa ocasião, quando os anjos de Deus foram se apresentar diante do Senhor, Satanás foi também entre eles, não para se curvar pe­rante o Rei eterno, mas para apresentar seus planos maldosos contra os justos (veja Jó 1:6). Ele está presente quando as pessoas se reúnem para adorar a Deus e trabalha com dedicação a fim de controlar a mente dos adoradores. Quando vê o mensageiro de Deus pesquisando a Bíblia, ele anota o assunto que será apresentado ao povo. Então utiliza seu engano e astúcia para que a mensagem não atinja aqueles que ele está enganan­do nesse exato ponto. Aquele que mais necessita da advertência estará envolvido em alguma operação comercial, ou será de algum modo impe­dido de ouvir a palavra.</p>
<p>Satanás vê os servos do Senhor preocupados com as trevas que en­volvem o povo. Ouve as orações deles pedindo graça e poder divinos para quebrar o encanto da indiferença e indolência. Então, com maior esforço, tenta as pessoas a satisfazerem o apetite ou alguma outra for­ma de transigência com maus desejos, assim amortecendo a sensibili­dade deles, de maneira que deixem de ouvir precisamente as coisas que mais necessitam aprender.</p>
<p>Satanás sabe que todos aqueles que negligenciam a oração e o estudo da Palavra de Deus, serão vencidos por seus ataques. Portan­to, inventa todo artifício possível para ocupar a mente. Aqueles que o auxiliam e são sua “mão direita”, estão sempre ocupados enquanto Deus atua. Eles apresentarão os mais determinados e altruístas ser­vos de Cristo como estando enganados ou sendo enganadores. É tare-fa de Satanás representar falsamente as intenções de todas as atitudes nobres, difundir insinuações e despertar suspeitas na mente dos inex­perientes. Entretanto, é possível ver facilmente o exemplo de quem seguem e a obra de quem fazem. “Vocês os reconhecerão por seus fru­tos” (Mateus 7:16).</p>
<p><strong>A verdade transforma –</strong> O grande enganador tem muitos falsos en­sinos preparados e adaptados ao gosto daqueles que ele deseja arruinar. É seu plano levar para a igreja pessoas não sinceras, não convertidas, que estimularão a dúvida e a incredulidade. Muitos que não têm ver­dadeira fé em Deus concordam com alguns princípios da verdade e aparentam ser cristãos, e assim estão aptos para introduzir seus er­ros como doutrinas bíblicas. Satanás sabe que a verdade, recebida por amor, santifica a vida. Portanto, procura substituí-la por falsas teorias e fábulas, ou por outro evangelho. Desde o início, os servos de Deus têm lutado com falsos mestres, que não são meramente pessoas corrup­tas, mas que impõem falsidades fatais. Elias, Jeremias e Paulo se opu­seram firmemente aos que desviavam as pessoas da Palavra de Deus. A ideia de que é sem importância uma fé religiosa correta não era apoiada por aqueles santos defensores da verdade.</p>
<p>As interpretações confusas e especulativas sobre a Bíblia e as teo­rias conflitantes do mundo cristão são a obra do inimigo para confun­dir a mente das pessoas. A discórdia e divisão entre as igrejas são em grande parte causadas pelo costume de distorcer a Palavra de Deus a fim de apoiar uma teoria apreciada.</p>
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<p><strong>A Bíblia inteira deve ser apresentada às pessoas tal como é.</strong></p>
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<p>Com o objetivo de sustentar doutrinas equivocadas, alguns uti­lizam textos bíblicos isolados do contexto, citando talvez a metade de um versículo como prova de seu ponto de vista, quando a parte restante mostraria ser exatamente contrá­rio o sentido. Com a astúcia da serpen­te, protegem-se por trás de declarações desconexas, construídas para satisfazer seus desejos. Outros se apegam a figuras e símbolos, interpretam-nos como acham melhor, desconsiderando o ensino da Bíblia como seu próprio intérprete, e en­tão apresentam suas invenções como en­sino de Deus.</p>
<p><strong>A Bíblia inteira é um guia –</strong> Sempre que o estudo da Palavra de Deus é iniciado sem atitude de oração e desejo de aprender, o verdadeiro sentido dos textos mais claros será distorcido. A Bíblia inteira deve ser apresentada às pessoas tal como é.</p>
<p>Deus deu aos seres humanos a segura palavra da profecia. Os an­jos e o próprio Cristo vieram para mostrar a Daniel e a João “o que em breve há de acontecer” (Apocalipse 1:1). Os importantes assuntos que dizem respeito à nossa salvação não foram revelados para tornar perplexo e confundir o honesto pesquisador da verdade. A Palavra de Deus é clara a todos os que a estudam com oração.</p>
<p>Pretendendo ter uma “mente  aberta”, as pessoas se tornam ce­gas às ciladas do inimigo. Ele é bem-sucedido em substituir a Bíblia por especulações humanas; a lei de Deus é posta de lado; e as igre­jas se acham escravizadas pelo pecado, embora declarem estar livres.</p>
<p>Deus permitiu que grande luz fosse derramada sobre o mundo através das descobertas científicas. Porém, mesmo as maiores men­tes, se não forem guiadas pela Palavra de Deus, ficarão desorientadas em suas tentativas de investigar as relações entre a ciência e a religião.</p>
<p>O conhecimento humano é parcial e imperfeito; portanto, mui­tos são incapazes de harmonizar seus pontos de vista científicos com a Bíblia. Muitos aceitam meras teorias como fatos científicos, imagi­nando que a Palavra de Deus deva ser provada pela “falsamente cha­mada ciência” (1 Timóteo 6:20, ARC). Por não poderem explicar o Criador e Suas ações através das leis naturais, a história bíblica é con­siderada indigna de confiança. Aqueles que duvidam do Antigo e do Novo Testamentos, muitas vezes vão além, duvidando da existência de Deus. Tendo perdido sua âncora, são deixados a chocar-se contra as rochas da descrença.</p>
<p>É obra-prima dos enganos de Satanás manter as pessoas em es­peculações a respeito daquilo que Deus não revelou. Lúcifer se sentiu insatisfeito porque nem todos os segredos de Deus lhe foram decla­rados, e desprezou completamente aquilo que havia sido revelado. Agora procura impregnar a mente das pessoas com a mesma atitude, levando-as também a desconsiderar os claros mandamentos de Deus.</p>
<p><strong>A verdade envolve sacrifício –</strong> Quanto menos espirituais e altru­ístas forem as doutrinas apresentadas, mais facilmente serão aceitas. Satanás está pronto a atender o desejo do coração, e apresenta seus en­ganos em lugar da verdade. Foi assim que o papado dominou a mente das pessoas, durante a Idade Média. E, ao rejeitarem a verdade, vis-to que ela implica em sacrifício, os evangélicos estão seguindo o mes­mo caminho. Todos aqueles que procuram conveniências e estratégias para não se acharem em desacordo com o mundo, aceitarão “heresias destruidoras” (2 Pedro 2:1) como se fossem verdade. Quem olha com horror para um engano, receberá facilmente outro.</p>
<p><strong>Erros perigosos –</strong> Entre as criações mais bem-sucedidas do grande en­ganador, encontram-se os ensinos ilusórios e mentirosos do espiritualis­mo. Ao rejeitarem a verdade, as pessoas caem nas armadilhas do engano.</p>
<p>Outro erro é a doutrina que nega a divindade de Cristo, afir­mando que Ele não existia antes de Sua vinda ao mundo. Essa teoria contradiz as declarações de nosso Salvador a respeito de Seu relacio­namento com o Pai e Sua existência antes da criação do Universo (veja João 17:5, 24). Destrói a fé na Bíblia como revelação de Deus. Se as pessoas rejeitam os ensinos bíblicos sobre a divindade de Cristo, é inútil argumentar com elas; pois nenhum argumento, ainda que con­clusivo, poderia convencê-las. Ninguém que alimente esse erro pode ter uma compreensão correta do caráter ou missão de Cristo, nem do plano de Deus para a salvação do ser humano.</p>
<p>Ainda outro erro é a crença de que Satanás não é um ser pessoal, mas que esse nome é utilizado nas Escrituras meramente para repre­sentar os maus pensamentos e desejos humanos.</p>
<p>O ensino de que o segundo advento de Cristo é a Sua vinda a cada indivíduo por ocasião da morte é uma cilada para desviar a mente das pessoas de Sua vinda pessoal nas nuvens do céu. Satanás tem esta­do a dizer: “Ali está Ele, dentro da casa!” (Mateus 24:26), e muitos se perdem por aceitarem esse engano.</p>
<p>Alguns cientistas ensinam que a oração não pode, na verdade, ser atendida. Isso seria a violação da lei – um milagre, e milagres não existem. O Universo, dizem eles, é governado por leis fixas, e o pró­prio Deus nada faz que contrarie essas leis. Assim representam Deus como sendo governado por Suas próprias leis – como se as leis divi­nas pudessem excluir a liberdade divina.</p>
<p>Porventura Cristo e os apóstolos não realizaram milagres? O mesmo Salvador está hoje tão disposto a ouvir a oração feita com fé como quando andava visivelmente entre os seres humanos. O natural está unido ao sobrenatural. É parte do plano de Deus conceder-nos, em resposta à oração feita com fé, aquilo que Ele não concederia se não pedíssemos assim.</p>
<p><strong>Ceticismo em relação à Bíblia – </strong>Doutrinas errôneas removem os fundamentos fixados pela Palavra de Deus. Poucos são os que se con­tentam em rejeitar apenas uma verdade. A maioria continua a aban­donar, um após outro, os princípios da verdade, até que perdem a fé.</p>
<p>Os erros da teologia popular têm levado muitas pessoas ao ceti­cismo. Para elas é impossível aceitar doutrinas que ofendem seu senso de justiça, misericórdia e bondade. Sendo que esses erros são apresen­tados como ensinos da Bíblia, essas pessoas se recusam a recebê-la como a Palavra de Deus.</p>
<p>A Bíblia é olhada com desconfiança pelo fato de reprovar e conde­nar o pecado. Aqueles que não estão dispostos a obedecê-la, esforçam- se para derrubar sua autoridade. Não poucos se declaram sem fé a fim de justificar a negligência ao dever. Outros, tão apegados à comodi­dade que não realizam qualquer coisa que exija esforço ou sacrifício, tentam conquistar fama de sabedoria superior ao criticarem a Bíblia.</p>
<p>Muitos pensam ser virtude manifestar descrença e ceticismo. Mas, aparentando sinceridade, existe autossuficiência e orgulho. Mui­tos têm prazer em encontrar na Bíblia alguma coisa que confunda a mente dos outros. Alguns inicialmente têm essa atitude por simples amor à controvérsia. Tendo, porém, expressado abertamente a descren­ça, unem-se àqueles que rejeitam a Deus.</p>
<p><strong>Evidência suficiente –</strong> Deus deu em Sua Palavra evidência suficien­te de que ela possui origem divina. Porém, a mente finita não é capaz de compreender completamente os propósitos do Ser infinito. “Quão insondáveis são os Seus juízos e inescrutáveis os Seus caminhos!” (Romanos 11:33). Podemos perceber amor e misericórdia ilimitados unidos ao poder infinito. Nosso Pai celestial revelará tudo aquilo que é para o nosso bem. Mas, além disso, devemos confiar na mão onipo­tente, no coração divino repleto de amor.</p>
<p>Deus jamais removerá toda desculpa para a descrença. Todos aque­les que buscam ganchos em que pendurar suas dúvidas, os encontra­rão. E aqueles que se recusam a obedecer até que toda objeção tenha sido removida, jamais chegarão à luz. O coração não convertido está em inimizade com Deus. Mas a fé é inspirada pelo Espírito Santo e crescerá à medida que for acalentada. Ninguém poderá se tornar for­te na fé sem esforço decidido. Se as pessoas permitirem a si mesmas contestar, verão que suas dúvidas constantemente se tornam maiores.</p>
<p>Mas aqueles que duvidam e não confiam na certeza de Sua graça, desonram a Cristo. São árvores infrutíferas que excluem a luz do Sol de outras plantas, fazendo-as atrofiar-se e morrer na fria sombra. A atitu­de dessas pessoas será uma constante testemunha contra elas mesmas.</p>
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<p><strong>Ninguém está livre de perigo por um dia ou uma hora, sem oração</strong></p>
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<p>Há apenas um caminho a seguir, para todos aqueles que dese­jam sinceramente livrar-se das dúvidas: em vez de questionar aquilo que não com­preendem, vivam de acordo com a luz que já brilha sobre eles, e receberão maior luz.</p>
<p>Satanás pode apresentar uma imita­ção tão parecida com a verdade que seja capaz de enganar aqueles que estão dis­postos a ser enganados, que desejam se livrar do sacrifício exigido pela verdade. Porém, é impossível a ele reter em seu po­der uma só pessoa que sinceramente dese­je conhecer a verdade, custe o que custar. Cristo é a verdade, “a verdadeira luz, que ilumina todos os homens” (João 1:9). “Se alguém quiser fazer a vontade dEle, conhecerá a res­peito da doutrina” (João 7:17, ARA).</p>
<p>O Senhor permite que Seu povo seja submetido ao ardente teste da tentação, não porque Ele tenha prazer em sua angústia, mas por­que isso é indispensável para a vitória final de Seu povo. Se Deus o livrasse da tentação, Ele não seria coerente com Sua própria glória, pois o objetivo do teste é preparar Seu povo para resistir à sedução do mal. Nem perdidos nem demônios podem excluir a presença de Deus de Seu povo se este confessar e abandonar seus pecados e reivindicar as promessas divinas. Toda tentação, quer expressada, quer secreta, pode ser vencida com êxito, “‘não por força nem por violência, mas por Meu Espírito’, diz o Senhor dos Exércitos” (Zacarias 4:6).</p>
<p>“Quem há de maltratá-los, se vocês forem zelosos na prática do bem?” (1 Pedro 3:13). Satanás sabe que a pessoa mais frágil que per­manece em Cristo é mais do que suficiente para competir com as hostes das trevas. Portanto, procura retirar de suas poderosas fortifi­cações os soldados de Cristo, enquanto fica em espreita, pronto para destruir todos aqueles que se arriscam a penetrar em seu terreno. So­mente através da confiança em Deus e da obediência a todos os Seus mandamentos, poderemos estar seguros.</p>
<p>Ninguém está livre de perigo por um dia ou uma hora, sem ora­ção. Devemos suplicar ao Senhor por sabedoria para compreender Sua Palavra. Satanás é hábil em citar a Bíblia, dando sua própria interpre­tação aos textos que deseja utilizar para nos fazer tropeçar. Devemos estudar a Bíblia com coração humilde. Para estar constantemente pro­tegidos das ciladas de Satanás, precisamos orar continuamente: “Não nos deixes cair em tentação” (Mateus 6:13). </p>
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		<title>A paz verdadeira</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 19:28:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Esperança</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Grande Esperança]]></category>
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		<category><![CDATA[o que é ser santo]]></category>
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		<description><![CDATA[Em todos os lugares em que a Palavra de Deus tenha sido fielmente proclamada, seguiram-se resultados que provaram sua origem divina. Pecado­res tiveram a consciência despertada. Coração e mente eram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2011/08/paz.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2110" title="paz" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2011/08/paz.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Em todos os lugares em que a Palavra de Deus </strong>tenha sido fielmente proclamada, seguiram-se resultados que provaram sua origem divina. Pecado­res tiveram a consciência despertada. Coração e mente eram tomados de profunda convicção. As pessoas tinham uma intuição da justiça de Deus, e exclamavam: “Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7:24, ARA). Ao ser-lhes revelada a cruz, viram que nada, exceto os méritos de Cristo, seria suficiente para alcançar o perdão por suas transgressões. Pelo sangue de Jesus tiveram o livramento dos “pecados anteriormente cometidos” (Romanos 3:25).</p>
<p>Essas pessoas creram e foram batizadas, e se levantaram para an­dar em nova vida. Pela fé no Filho de Deus, começaram a seguir Seus passos, refletir Seu caráter, e purificar-se como Ele é puro. As coisas que antes odiavam, agora amavam; e as que antes amavam, passaram a odiar. Os orgulhosos se tornaram humildes, os vaidosos e arrogan­tes passaram a ser recatados e acessíveis. Os ébrios se tornaram só­brios; os devassos, puros. Os cristãos entendem que “a beleza [...] não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e joias de ouro ou roupas finas. Ao contrário”, deve estar “no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus” (1 Pedro3:3,4).</p>
<p>Os despertamentos espirituais costumavam ser constituídos de solenes apelos ao pecador. Os resultados eram vistos nas pessoas que não recuavam da abnegação, mas se alegravam por serem considera­das dignas de sofrer por amor a Cristo. Era percebida uma transfor­mação naqueles que haviam professado o nome de Jesus. Esses eram, em anos passados, os resultados dos avivamentos religiosos.</p>
<p>Muitos dos despertamentos dos tempos modernos têm, no en­tanto, apresentado notável contraste. É verdade que muitas pessoas pretendem estar convertidas, e há grande busca por igrejas. Apesar disso, os resultados não demonstram que houve aumento correspon­dente da verdadeira espiritualidade. A luz que brilha por algum tem­po logo desaparece.</p>
<p>Avivamentos populares muitas vezes estimulam as emoções, satis­fazendo o amor por aquilo que é novo e surpreendente. Pessoas que se tornaram cristãs dessa maneira sentem pouco desejo de ouvir as ver­dades bíblicas. A menos que o culto tenha um caráter sensacional, não lhes é atraente.</p>
<p>Para toda pessoa verdadeiramente convertida, o relacionamento com Deus e com as coisas eternas é o grande objetivo da vida. Onde, nas igrejas populares de hoje, existe a atitude de consagração a Deus? Os conversos não renunciam ao orgulho e amor ao mundanismo. Não estão mais dispostos a negar-se, tomar a cruz e seguir o manso e hu­milde Jesus, do que antes da conversão. O poder da espiritualidade quase desapareceu de muitas igrejas.</p>
<p>Apesar do generalizado declínio da fé, há verdadeiros seguidores de Cristo nessas igrejas. Antes que os juízos de Deus caiam finalmente na Terra, haverá, entre o povo de Deus, um reavivamento da primitiva espiritualidade como não foi testemunhado desde os tempos apostólicos. O Espírito de Deus será derramado. Muitos se separarão das igre­jas em que o amor ao mundo substituiu o amor a Deus e à Sua Palavra. Muitos líderes e o restante das pessoas aceitarão alegremente as gran­des verdades que preparam um povo para a segunda vinda do Senhor.</p>
<p>O inimigo deseja impedir isso, e antes que chegue o tempo para tal movimento, ele se esforçará para produzir uma imitação. Nas igre­jas que puder colocar debaixo de seu poder, fará parecer que a bên­ção especial foi concedida. Multidões exultarão, dizendo: “Deus está agindo de maneira maravilhosa”, quando na verdade a obra é de outro espírito. Sob o disfarce religioso, Satanás procurará estender sua in­fluência sobre o mundo cristão. Haverá um estímulo emotivo, mistu­ra do verdadeiro com o falso, muito apropriado para iludir.</p>
<p>À luz da Palavra de Deus, contudo, não é difícil descobrir a ver­dadeira origem desses movimentos. Em todos os lugares em que as pessoas negligenciem o ensino da Bíblia, desviando-se das verdades claras que servem para testar a cada um, e que requerem a renúncia ao pecado, podemos estar certos de que ali não está presente a bên­ção de Deus. Segundo a regra de que “vocês os reconhecerão por seus frutos” (Mateus 7:16), é evidente que esses movimentos não são obra do Espírito de Deus.</p>
<p>As verdades da Palavra de Deus são um escudo contra os enganos de Satanás. Negligenciar essas verdades abriu a porta aos males que agora se generalizam no mundo. Tem-se perdido de vista, em grande medida, a importância da lei de Deus. Uma compreensão equivocada sobre a lei divina tem provocado erros a respeito da conversão e san­tificação, rebaixando a prática religiosa. Nisso está o segredo da falta do Espírito de Deus nos reavivamentos de nossa época.</p>
<p><strong>A lei da liberdade –</strong> Muitos guias religiosos afirmam que Cristo, em Sua morte, aboliu a lei. Alguns a representam como um pesado fardo e, em contraste com a “escravidão” da lei, apresentam a “liber­dade” que pode ser desfrutada através do evangelho.</p>
<p>Porém, não era assim que os profetas e apóstolos consideravam a santa lei de Deus. Escreveu Davi: “Andarei em verdadeira liberdade, pois tenho buscado os Teus preceitos” (Salmo 119:45). O apóstolo Tiago se refere aos Dez Mandamentos como “a lei perfeita, que traz a liberda­de” (Tiago 1:25). O apóstolo João pronuncia uma bênção sobre todos os que “obedecem aos mandamentos de Deus” (Apocalipse 12:17; 14:12).</p>
<p>Se tivesse sido possível mudar a lei ou deixá-la de lado, Cristo não precisaria ter morrido para salvar o ser humano da penalidade do pe­cado. O Filho de Deus veio para “tornar grande e gloriosa a Sua lei” (Isaías 42:21). Disse Jesus: “Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. [...] Enquanto existirem céus e Terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço” (Mateus 5:17, 18). A respeito de Si próprio, Cristo declara:</p>
<p>“Tenho grande alegria em fazer a Tua von­tade, ó Meu Deus; a Tua lei está no fundo do Meu coração” (Salmo 40:8).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Para toda pessoa verdadeiramente convertida, o relacionamento com Deus e com as coisas eternas é o grande objetivo da vida.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A lei de Deus não muda, pois é uma revelação de Seu caráter. Deus é amor, e Sua lei também o é. “O amor é o cum­primento da Lei” (Romanos 13:10). Diz o salmista: “A Tua lei é a verdade”; “To­dos os Teus mandamentos são justos” (Salmo 119:142, 172). Paulo declara: “A Lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom” (Romanos 7:12). Uma lei assim precisa ser tão duradoura quanto o seu Autor.</p>
<p>O objetivo da conversão e santificação é reconciliar as pessoas com Deus, pondo-as em harmonia com os princípios de Sua lei. Logo depois da criação, o ser humano estava em perfeita harmonia com a lei de Deus. O pecado, porém, afastou-o do Criador. O coração estaria em guerra contra os princípios da lei de Deus. “A mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à Lei de Deus, nem pode fazê-lo” (Romanos 8:7). Mas “Deus tanto amou o mundo que deu o Seu Filho Unigênito” (João 3:16) para que o ser humano pudesse ser reconciliado com Deus, restaurado à harmonia com o seu Criador. Essa mudança é o novo nas­cimento, sem o qual a pessoa não “pode ver o Reino de Deus” (João 3:3).</p>
<p><strong>Convicção do pecado –</strong> O primeiro passo na reconciliação com Deus é estar convicto do pecado. “Pecado é a transgressão da Lei” (1 João 3:4). “É mediante a Lei que nos tornamos plenamente cons­cientes do pecado” (Romanos 3:20). A fim de ver sua culpa, o pecador deve examinar seu caráter à luz do espelho de Deus, o qual mostra a perfeição de um viver justo e habilita-o a perceber seus defeitos.</p>
<p>A lei revela ao ser humano os seus pecados, mas não provê uma so­lução. Ela declara que a morte é o salário do transgressor. Somente o evangelho de Cristo pode livrá-lo da condenação ou contaminação do pecado. Ele deve se arrepender diante de Deus, cuja lei transgrediu, e ter fé em Cristo, seu perfeito sacrifício. Assim ele obtém perdão pelos “peca­dos anteriormente cometidos” (Romanos 3:25) e se torna filho de Deus.</p>
<p>Estaria a pessoa, depois disso, em liberdade para transgredir a lei de Deus? Diz Paulo: “Anulamos então a Lei pela fé? De maneira ne­nhuma! Ao contrário, confirmamos a Lei” (Romanos 3:31). “Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?” (Romanos 6:2). João declara: “Nisto consiste o amor a Deus: em obe­decer aos Seus mandamentos. E os Seus mandamentos não são pe­sados” (1 João 5:3). Durante o novo nascimento, o coração é posto em harmonia com Deus, em conformidade com a Sua lei. Quando ocor­re essa transformação no pecador, ele passa da morte para a vida, da transgressão e rebelião para a obediência e lealdade. Terminou a ve­lha vida; começou uma vida nova, de reconciliação, fé e amor. A par­tir desse momento, as “justas exigências da Lei” serão cumpridas “em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Romanos 8:4). A fala do coração será: “Como eu amo a Tua lei! Me­dito nela o dia inteiro” (Salmo 119:97).</p>
<p>Sem a lei de Deus, as pessoas não possuem verdadeira convicção do pecado e não sentem necessidade de arrependimento. Não perce­bem a necessidade do sangue purificador de Cristo. A esperança da salvação é aceita sem uma mudança radical do coração ou reforma da vida. São comuns tais conversões superficiais, e multidões se unem às igrejas sem nunca ter se unido a Cristo.</p>
<p><strong>O que é ser santo? –</strong> Teorias equivocadas sobre a santificação tam­bém são causadas pela negligência ou rejeição da lei divina. Essas te­orias, falsas na doutrina e perigosas nos resultados práticos, são, de modo geral, aceitas pelas multidões.</p>
<p>Paulo declara: “A vontade de Deus é que vocês sejam santificados” (1 Tessalonicenses 4:3). A Bíblia ensina claramente o que é santificação e como deve ser alcançada. O Salvador orou pelos discípulos: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade” (João 17:17). E Paulo ensina que os cristãos devem ser santificados “pelo Espírito Santo” (Romanos 15:16).</p>
<p>Qual é a obra do Espírito Santo? Jesus disse aos discípulos: “Quan­do o Espírito da verdade vier, Ele os guiará a toda a verdade” (João 16:13). Acrescenta o salmista: “A Tua lei é a verdade” (Salmo 119:142). Sendo que a lei de Deus é santa, justa e boa, o caráter formado pela obediência à lei deve ser santo. Cristo é o exemplo perfeito de um caráter assim. Diz Ele: “Tenho obedecido aos mandamentos de Meu Pai” (João 15:10); “Sempre faço o que Lhe agrada” (João 8:29). Os seguidores de Cristo devem se tor­nar semelhantes a Ele; pela graça de Deus devem formar um caráter em harmonia com os princípios de Sua santa lei. Isso é santificação bíblica.</p>
<p><strong>Fé sem obediência? –</strong> Essa tarefa pode ser realizada somente pela fé em Cristo, pelo poder do Espírito de Deus habitando em nós. O cristão sentirá as insinuações do pecado, mas travará luta constante contra ele. Para isso, o auxílio de Cristo é necessário. A fraqueza hu­mana se une à força divina, e a fé exclama: “Graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Coríntios 15:57).</p>
<p>A santificação é progressiva. Quando, na conversão, o pecador en-contra paz com Deus, está apenas iniciando a vida cristã. A partir de então, deve avançar “para a maturidade” (Hebreus 6:1), crescendo até “a medida da plenitude de Cristo” (Efésios 4:13). Paulo afirma: “Pros­sigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:14).</p>
<p>Aqueles que experimentam a santificação bíblica, manifestarão humildade. Veem sua própria indignidade em contraste com a perfeição do Deus infinito. O profeta Daniel foi exemplo de genuína santifica­ção. Em vez de pretender ser puro e santo, esse honrado profeta se identificou com os israelitas que verdadeiramente eram pecadores, enquanto orava a Deus por seu povo (veja Daniel 9:15, 18, 20; 10:11).</p>
<p>Aqueles que andam à sombra da cruz do Calvário, não terão exal­tação própria ou orgulhosa pretensão quanto a estar livres do pecado. Eles sentem que seu pecado causou a agonia que partiu o coração do Filho de Deus, e esse pensamento os leva à humildade. Aqueles que vivem mais perto de Jesus, percebem mais claramente a fragilidade e pecaminosidade do ser humano, e sua única esperança está nos mé­ritos do Salvador.</p>
<p>A santificação que frequentemente é ensinada no mundo religio­so produz exaltação própria e desrespeito à lei de Deus, e isso mostra que ela é contrária à Bíblia. Seus defensores ensinam que a santifi­cação é algo instantâneo, pela qual, através da “fé somente”, alcan­çam perfeita santidade. “Apenas creia”, dizem eles, “e a bênção será sua.” Pressupõe-se que não seja necessário qualquer outro esforço por parte da pessoa que recebe a santidade. Ao mesmo tempo, ne­gam a autoridade da lei de Deus, insistindo que estão livres da obri­gação de guardar os mandamentos. Mas será possível que alguém seja santo sem estar em harmonia com os princípios que expressam a natureza e vontade de Deus?</p>
<p>O ensino da Palavra de Deus é contra essa falsa doutrina da fé sem obediência. Não é fé, e sim presunção, pretender a aprovação do Céu sem cumprir as condições necessárias para que a bênção seja concedi­da (veja Tiago 2:14-24).</p>
<p>Ninguém se engane com a crença de que pode se tornar santo enquanto transgride voluntariamente um dos mandamentos de Deus. Cometer um pecado conhecido silencia a voz do Espírito Santo e se-para de Deus a pessoa. Embora João trate tão amplamente do amor, não hesita em revelar o verdadeiro caráter daqueles que pretendem ser santos ao mesmo tempo que transgridem a lei de Deus. “Aquele que diz: ‘Eu O conheço’, mas não obedece aos Seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. Mas, se alguém obedece à Sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado” (1 João 2:4, 5). Esse é o critério para testar as afirmações humanas. Se as pessoas depreciam e consideram de pouca importância os pre­ceitos de Deus, se violam um desses mandamentos e assim ensinam aos outros, podemos saber que suas pretensões não possuem funda­mento (veja Mateus 5:18, 19).</p>
<p>Quando alguém afirma estar sem pecado, isso é em si mesmo uma evidência de que tal pessoa está longe da santidade. Ela não tem verdadeira concepção da infinita pureza e santidade de Deus, nem da malignidade e horror do pecado. Quanto maior a distância entre a pessoa e Cristo, tanto mais justa ela parecerá a seus olhos.</p>
<p><strong>Santidade bíblica –</strong> A santificação en­volve todo o ser: espírito, alma e corpo (veja 1 Tessalonicenses 5:23). Os cristãos são solicitados a apresentar seu corpo em “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Romanos 12:1). Toda prática que enfra­queça a força física ou mental inabilita a pessoa a servir seu Criador. Aqueles que amam a Deus de todo o coração, estarão constantemente procurando pôr toda habilidade do ser em harmonia com as leis que os tornarão aptos a fazer a vontade divina. Não enfraquecerão nem contaminarão, pela tran­sigência com maus desejos, a oferta que apresentam a seu Pai celestial.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Durante o novo nascimento, o coração é posto em harmonia com Deus, em conformidade com a Sua lei. </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Toda transigência pecaminosa tende a amortecer a capacidade e a destruir o poder de percepção mental e espiritual. A Palavra de Deus ou o Espírito Santo poderão impressionar o coração apenas de manei­ra muito fraca. “Purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus” (2 Coríntios 7:1).</p>
<p>Quantos pretensos cristãos degradam sua semelhança com Deus através da gula, da bebida alcoólica e dos prazeres proibidos! E a igreja muitas vezes incentiva o mal, a fim de encher o seu tesouro, o qual o amor a Cristo é demasiado fraco para prover. Se Jesus entrasse nas igre­jas de hoje e visse as festas realizadas em nome da religião, não expul­saria a esses profanadores, assim como baniu do templo os cambistas?</p>
<p>“Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portan­to, glorifiquem a Deus com o seu próprio corpo” (1 Coríntios 6:19, 20). Aquele cujo corpo é o templo do Espírito Santo, não se escravizará por hábitos nocivos. Suas habilidades pertencem a Cristo. Sua propriedade é do Senhor. Como poderia desperdiçar o capital que lhe é entregue?</p>
<p>Pretensos cristãos gastam anualmente somas consideráveis de di­nheiro com transigências nocivas. Deus é roubado nos dízimos e ofer­tas, enquanto consomem no altar dos prazeres destruidores mais do que dão para socorrer os pobres ou para o sustento do evangelho. Se todos os que afirmam seguir a Cristo fossem verdadeiramente santifi­cados, seus meios, em vez de serem gastos com desnecessárias e noci­vas práticas, reverteriam para o tesouro do Senhor. Os cristãos dariam um exemplo de temperança e sacrifício. Seriam a luz do mundo.</p>
<p>“A cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens” (1 João 2:16) controlam as massas. Os seguidores de Cristo, porém, pos­suem uma vocação mais elevada. “Portanto, saiam do meio deles e sepa­rem-se, diz o Senhor. Não toquem em coisas impuras, e Eu os receberei” (2 Coríntios 6:17). Aos que satisfazem essas condições, a promessa de Deus é: “[Eu] lhes serei Pai, e vocês serão Meus filhos e Minhas filhas, diz o Senhor todo-poderoso” (2 Coríntios 6:18).</p>
<p><strong>Acesso direto a Deus –</strong> Cada passo de fé e obediência leva a pes­soa a uma relação mais íntima com Jesus, a Luz do mundo. Os bri­lhantes raios do Sol da justiça resplandecem sobre os servos de Deus, e estes devem refletir Seus raios. Os astros nos falam de uma grande luz no céu, cuja glória refletem. Da mesma forma, os cristãos devem mostrar que, no trono do Universo, há um Deus cujo caráter é digno de louvor e imitação. A santidade de Seu caráter será manifestada em Suas testemunhas.</p>
<p>Por meio dos méritos de Cristo, temos acesso ao trono do Poder infinito. “Aquele que não poupou Seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com Ele, e de graça, to­das as coisas?” (Romanos 8:32). Diz Jesus: “Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai que está nos Céus dará o Espírito Santo a quem O pedir!” (Lucas 11:13); “O que vocês pedirem em Meu nome, Eu farei” (João 14:14); “Peçam e receberão, para que a alegria de vocês seja completa” (João 16:24).</p>
<p>É privilégio de cada um viver de tal maneira que Deus o aprove e abençoe. Não é da vontade de nosso Pai celestial que vivamos com medo e em trevas. Andar cabisbaixo e com o coração cheio de preocupações não é prova de verdadeira humildade. Podemos ir a Jesus e ser purifi­cados, permanecendo diante da lei de Deus sem desonra ou remorso.</p>
<p>Por meio de Jesus, os decaídos filhos de Adão se tornam “filhos de Deus”. Ele “não Se envergonha de chamá-los irmãos” (Hebreus 2:11). A vida cristã deve ser de fé, vitória e alegria em Deus. “A alegria do Se­nhor os fortalecerá” (Neemias 8:10). “Alegrem-se sempre. Orem conti­nuamente. Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus” (1 Tessalonicenses 5:16-18).</p>
<p>São esses os frutos da conversão e santificação bíblica. Pelo fato de os grandes princípios da justiça apresentados na lei de Deus serem con­siderados com tanta indiferença é que esses frutos são tão raramente testemunhados. É por isso que tão pouco é visto da profunda e contí­nua obra do Espírito Santo, a qual marcava os avivamentos do passado.</p>
<p>Somos transformados pela contemplação. Negligenciando os pre­ceitos sagrados, nos quais Deus revelou aos seres humanos a perfei­ção e santidade de Seu caráter, e atraindo a mente do povo a teorias e ensinos humanos, o que poderá haver de estranho no declínio da es­piritualidade na igreja? Somente à medida que a lei de Deus for resta­belecida à sua posição correta, poderá haver avivamento da primitiva fé e espiritualidade entre o Seu povo.</p>
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		<title>Prece solidária</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 12:44:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Esperança</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O carro verde estaciona no shopping. Dentro dele está um casal de meia-idade com a mulher ao volante. Assim que estacionam, o marido diz: - Mary, você terá que girar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="line-height: 17px;">
<p><img class="alignleft size-full wp-image-731" title="prece-advir" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2009/12/prece-advir.jpg" alt="prece-advir" width="250" height="250" />O carro verde estaciona no shopping. Dentro dele está um casal de meia-idade com a mulher ao volante. Assim que estacionam, o marido diz:</p>
<p>- Mary, você terá que girar a chave para que eu possa subir o vidro elétrico.</p>
<p>- Jim, você é um imbecil! Eu já lhe disse cem vezes para subir os vidros enquanto o motor ainda está funcionando. Será que você nunca vai aprender?</p>
<p>O homem abre a boca e um vendaval de palavras jorra para fora, uma mistura de sacro com profano de tal nível que a mulher não poderia deixar de entender que as suas palavras haviam tocado num ponto sensível. Ficando mais e mais irado, ele a acusa de estragar o que estava sendo um dia perfeito, por não conseguir ficar com a boca calada.</p>
<p>Próximo o suficiente para ouvir toda a conversa, Roger Morneau pensa: &#8220;Que homem perverso!&#8221; E imediatamente ora: &#8220;Jesus, por favor, perdoa-os. Pelo grandioso poder do Teu Santo Espírito, por favor, repreende as forças demoníacas que estão oprimindo a mente deles, e abençoa a vida deles com a doce paz do Teu amor.&#8221;</p>
<p>Naquele instante, a tempestade verbal cessa. Por uns 20 segundos ambos permanecem calados, e em seguida o homem quebra o silêncio:</p>
<p>- Mary, estou arrependido por ter ficado tão irado. Realmente me sinto mal agora por lhe ter falado daquela maneira. Não sei por que fico tão nervoso às vezes. Consigo até sentir a raiva crescer dentro de mim para com as pessoas que eu tanto amo. Por favor, perdoe-me, e eu prometo me esforçar realmente para não repetir essas explosões.</p>
<p>Morneau diz que foi lindo ouvir a mulher admitir que ela era, pelo menos parcialmente, culpada por não tomar cuidado com as palavras, e que às vezes até sentia prazer em atacá-lo verbalmente.</p>
<p>Prometendo ser mais delicada no futuro, ela dá um beijinho no marido, sobe o vidro e os dois saem do carro para fazer compras.</p>
<p>Quando o esposo vai pagar pelo estacionamento, olha para suas moedas e, vendo que não tem o dinheiro suficiente, vira-se para a esposa e diz:</p>
<p>- Amorzinho, por gentileza, veja na sua bolsa se você tem mais umas moedas.</p>
<p>- Como eu poderia deixar de ajudá-lo quando você está me tratando como se trata uma dama? Jim, você já percebeu que não me chama de amorzinho desde que as crianças ainda eram pequenas?</p>
<p>Depois de fazer o pagamento, ela o toma pelo braço e, como recém-casados, entram na loja.</p>
<p>Passe de mágica? Conto de fadas? Para o canadense Roger Morneau, não. Na verdade, este é apenas um dentre muitos relatos reais descritos em seu livro <em>Respostas Incríveis à Oração</em>, da Casa Publicadora Brasileira.</p>
<p>Depois de sua conversão do satanismo ao cristianismo, espetacularmente relatada em outro livro, <em>Viagem ao Sobrenatural</em>, também publicado pela Casa, Morneau manteve por seis décadas um impressionante ministério de oração intercessória.</p>
<p>No final de <em>Respostas Incríveis à Oração</em>, ele diz: &#8220;Deus tem respondido a muitas de minhas orações pelos outros. Muitas outras Ele não pode. Orar pelos outros tem sido o chamado especial e o dom espiritual que Ele me concedeu em Seu serviço. Deus trabalha de maneira diferente na vida de cada pessoa. A maior parte do tempo, Ele responde às nossas orações de maneira bem menos espetacular do que as que eu relatei [nesse livro]. Mas Ele aguarda as orações de todos os Seus filhos. Ele almeja que cada um de nós ore pelos que estão ao nosso redor.&#8221;</p>
<p><strong>Segredo da oração eficaz</strong></p>
<p>Para Morneau, o segredo da oração eficaz se encontra em Filipenses 2:5: &#8220;Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.&#8221; Mas o que significa isso? Significa pensar e sentir como Jesus pensa e Se sente a respeito da vida neste planeta caído, e começar a agir como Ele agiria se estivesse em nosso lugar.</p>
<p>Em outras palavras, é ter o estilo de vida resultante de uma mente justa como a dEle, em decorrência de íntima comunhão com Deus.</p>
<p>Muitos cristãos estão (re)descobrindo que a oração intercessória dá resultados. Por isso, procuram investir em ministérios de oração. Há na internet vários sites, como o www.adjoi.com e o www.prayer.la, que mantêm um espaço para orações intercessórias.</p>
<p>Além disso, programas oficiais estão sendo organizados nesse sentido, em todo o Brasil, pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. A ideia é que os membros da igreja reservem alguns minutos cada dia, sempre no mesmo horário, para orar por assuntos como o fim da violência e a pregação do evangelho.</p>
<p><strong>Exemplos bíblicos</strong></p>
<p>Jesus deixou grandes exemplos de oração intercessória. Talvez o maior deles se encontre em João 17, quando orou por Seus discípulos e por todos os que viessem a crer em Sua mensagem. Daniel, no capítulo 9 de seu livro, também faz uma bela oração em favor de seu povo cativo em Babilônia.</p>
<p>No caso de Sodoma e Gomorra, Abraão conseguiu que Deus reduzisse para dez o número de justos necessários para que Ele salvasse essas cidades. Ló, o sobrinho do patriarca, escapou por pouco com as filhas. Esse relato, que se encontra em Gênesis 18, mostra Deus expondo Seu plano para Abraão, como que o &#8220;provocando&#8221; para interceder pelas cidades ímpias.</p>
<p>Outro caso semelhante é o da intercessão de Moisés pelos hebreus. Enquanto o povo recém-liberto do Egito adorava o bezerro de ouro construído por Arão, Deus dialogava com Moisés, no alto do Monte Sinai (ver Êx 32:9-14). Deus propõe destruir o povo e fazer dos descendentes de Moisés uma grande nação. Moisés intercede pelos israelitas, e Deus &#8220;Se arrepende&#8221; ou muda de ideia.</p>
<p>Comentando esse incidente, a escritora Ellen White diz que Moisés entendeu que as palavras de Deus para que ele O deixasse destruir o povo não proibiam, mas, ao contrário, incentivavam a intercessão, implicando que somente as orações de Moisés poderiam salvar Israel.</p>
<p>É claro que o arrependimento divino não tem nada a ver com o humano. O verbo hebraico usado aqui é <em>naham</em>, diferente do verbo usado para descrever, por exemplo, o arrependimento do povo. <em>Naham</em> pode significar também &#8220;ter compaixão&#8221; ou &#8220;ter piedade&#8221;, o que faria melhor sentido nesse contexto. Mas o que impressiona mesmo é o fato de que Deus respeita o livre-arbítrio humano e jamais age na vida de alguém sem que haja autorização.</p>
<p>E é aí que entram os intercessores. É como se, ao pedirmos a Deus por alguém, O estivéssemos autorizando a atuar. Talvez por isso os cristãos sejam orientados a interceder por todas as pessoas (1Tm 2:1). Existe poder na oração intercessória, porque é desinteressada. Ela se concentra nos outros. Afirma o poder de Deus para intervir na vida alheia. &#8220;A oração de um justo é poderosa e eficaz&#8221;, diz Tiago (5:16, NVI).</p>
<p><strong>Intervenção divina</strong></p>
<p>Os relatos bíblicos acima são apenas alguns dos muitos exemplos de pessoas notáveis que lutaram nas suas orações pelos outros. Também temos evidências do poder da oração intercessória na história de pessoas impressionadas a orar por alguém, e que mais tarde descobriram que a pessoa por quem oraram estava em perigo. Um bom exemplo é o da família Martins.</p>
<p>Certa madrugada, o professor de Geografia Zulmar José Martins, de Palhoça, SC, acordou sobressaltado e com a ideia fixa de orar pelo filho Robson, que havia saído de carro com amigos para uma praia distante cerca de 30 km de sua casa.</p>
<p>Zulmar não sabia, mas naquela noite Robson e seus amigos acabaram se envolvendo em um grave acidente, que destruiu completamente o automóvel em que estavam. No entanto, os quatro rapazes saíram ilesos.</p>
<p>Deus não pediria que orássemos se a oração não tivesse a força de mudar as circunstâncias. Por mais difícil que seja compreender como a oração funciona, é claro que ela tem poder. Richard J. Foster escreveu:</p>
<p>&#8220;A oração intercessória é um ministério sacerdotal, e um dos mais desafiadores ensinos no Novo Testamento é o sacerdócio universal de todos os cristãos. Como sacerdotes, designados e ungidos por Deus, temos a honra de comparecer perante o Altíssimo em favor de outros. E isto não é opcional; é uma sagrada obrigação &#8211; e um precioso privilégio &#8211; de todos os que tomam o jugo de Cristo.&#8221;</p>
<p>Por isso, um dos melhores conselhos bíblicos é expresso em apenas três palavras: &#8220;Orai sem cessar&#8221; (1Ts 5:17).</p>
<p><strong>Princípios da oração intercessória</strong></p>
<p>1. <em>A oração intercessória é em prol da salvação e do crescimento espiritual.</em> Ouvimos muito a respeito da oração pela salvação de uma pessoa querida. Mas não enfatizamos a oração contínua em prol do crescimento e do discipulado de alguém. Estamos mais preocupados em ter bebês do que em cuidar deles. Paulo orava pela salvação dos judeus (Rom. 10:1). E orava ainda mais especificamente pelo crescimento espiritual dos novos crentes (Efés. 1:16; 3:16; Col. 1:3 e 9).</p>
<p>2. <em>Às vezes, não devemos orar por algumas pessoas.</em> Deus deu a Jeremias uma ordem que soa estranha aos nossos ouvidos: &#8220;Não Me peça mais para abençoar este povo; não ore mais em favor dele&#8221; (Jr 14:11, A Bíblia Viva). Teria sido apropriado orar pelo arrependimento e pela salvação deles. Mas o povo de Jeremias de fato precisava da disciplina e das consequências resultantes de uma vida afastada de Deus. Se tenho uma pessoa amada que é um &#8220;pródigo&#8221;, devo concentrar minhas orações em sua vida espiritual mais do que em seu conforto e sucesso.</p>
<p>3. <em>A oração intercessória é poderosa.</em> Não podemos explicar racional e cientificamente por que nossas orações podem ajudar os outros. Tem-se dito que a oração não muda a Deus, muda a nós. Porém, a Bíblia diz que a oração tem muito poder (Tg 5:16). Há muitas perguntas sobre o que está nos bastidores do grande conflito que ainda não foram respondidas. Mas Deus nos disse que orássemos, e prometeu que a oração teria efeito.</p>
<p>4. <em>Devemos orar pela cura espiritual.</em> Uma das descrições de Jesus é que Ele amou a justiça e odiou a iniquidade (Hb 1:9). Lutamos, às vezes, com o oposto. Às vezes, amamos o pecado. Deus nos chama a partilhar nossas lutas com os amigos e a orarmos uns pelos outros. Prestar contas de nossa vida espiritual aos outros é fator importante. Não vamos muito longe sozinhos.</p>
<p><em>Michelson Borges</em></div>
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