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	<title>Esperança &#187; Saúde Mental</title>
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	<description>Onde podemos encontrar #esperança quando estamos confusos, buscando sentido na vida?</description>
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		<title>A Necessidade de Ser Compreendido</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 18:13:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Esperança</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[compreensão]]></category>
		<category><![CDATA[Porque precisamos ser compreendidos]]></category>

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		<description><![CDATA[Você precisa de uma pessoa pelo menos na vida que lhe compreenda. Compreender o quê? ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-769" title="esperanca-compreender" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2010/02/esperanca-comprender.jpg" alt="" width="300" height="200" />Você precisa de uma pessoa pelo menos na vida que lhe compreenda. Compreender o quê?</p>
<p>Talvez esta seja uma das maiores necessidades humanas. Ser compreendido. Com isto temos a sensação de existir para o outro. Existir na mente e no coração de outra pessoa. Fomos criados para a convivência com outras pessoas. Isolamento social é uma doença ou conseqüência de uma doença. A pessoa deprimida, por exemplo,  se isola dos outros. Pessoas com timidez excessiva também.</p>
<p>Quando nos sentimos compreendidos, isto nos dá a sensação de pertencer, de que a vida vale a pena, de que há sentido viver, há prazer. E uma das dores mais desagradáveis que podemos experimentar no dia a dia de nossa vida tem que ver justamente com o resultado da sensação de falta de compreensão, especialmente se isto ocorre entre pessoas amadas, ou de relacionamento afetivo próximo, como membros de uma família, colegas de trabalho.</p>
<p>Precisamos ser compreendidos. Você precisa de uma pessoa pelo menos na vida que lhe compreenda. Compreender o quê? O que você sente, o que produz medo em sua mente, suas ansiedades e preocupações, suas necessidades afetivas, seu jeito de ser, seus projetos, mas especialmente o que vai no seu coração, ou seja, na sua vida afetiva.</p>
<p>Claro, primeiro de tudo, para sermos compreendidos precisamos nos compreender. Saber o que sentimos, do que temos medo, o que desejamos, o que não mais queremos em nossa vida ou em nossas relações com as pessoas. Porque é a partir desta autocompreensão que você poderá chegar para alguém e poder se abrir e deixar sair o que vai no seu coração ou mente. E então haver a possibilidade de ser compreendido.</p>
<p>Seligman (1998) disse: “Compreensão não é a respeito da experiência. É ela mesma uma experiência, e essa experiência envolve a presença crucial de uma outra pessoa com a qual o indivíduo se sinta seguro, em parte por virtude de se sentir compreendido por essa pessoa.” (citado em “The Transforming Power of Affect”, Diana Fosha, Ph.D., p.11).  Quando vivemos a experiência de ser compreendidos, isto produz alívio, serenidade, esperança, desabafo.</p>
<p>Quando a mãe ou o pai de uma criança realmente a compreende, porque é sensível às suas experiências de afeto (da criança), o filho ou filha experimentam o senso de que ela também existe no coração dos pais, que eles a conhecem de fato, que a criança é uma existência viva na mente deles, e que eles se importam com ela. Mas quando uma criança, por outro lado, não se sente compreendida nas suas necessidades afetivas mais básicas, ela cresce com uma sensação de não ser importante para uma outra pessoa, e quem sabe para si mesma. Isto pode gerar baixo senso de valor pessoal, busca compulsiva de um outro que preencha todas as suas necessidades de afeto, além de outros transtornos.</p>
<p>Não será esta busca de ser compreendido o que estamos focando ao fazer o que fazemos no dia a dia, seja o que for que fazemos na vida? Não estamos em busca do amor?  Ser compreendido é um passo e demonstração muito importante para o amor brotar nas relações humanas. Você compreende sua criança interior? Compreende mesmo sua criança exterior (filhos)? Compreende a criança no interior do adulto que tem parte importante na sua vida?</p>
<p>Dr.Cesar Vasconcelos<br />
<a target="_blank" href="http://www.portalnatural.com.br">www.portalnatural.com.br</a></p>
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		<title>Repetimos a história passada?</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 18:44:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Esperança</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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		<description><![CDATA[Será possível evitarmos repetir comportamentos ruins herdados e aprendidos de nosso passado infantil? Há jeito. Veja como. Maria nasceu no interior, a mais velha de cinco filhos. Sua mãe cuidava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span><img class="alignleft size-full wp-image-138" title="famly150" src="http://www.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2009/06/famly150.jpg" alt="famly150" width="220" height="220" />Será possível evitarmos repetir  comportamentos ruins herdados e aprendidos de nosso passado infantil? Há jeito.  Veja como.</span> <img src="imagens/ptoBranco.jpg" alt="" width="1" height="1" /></p>
<p>Maria nasceu no interior, a mais velha de cinco filhos. Sua mãe cuidava da casa, seu pai empregado numa fazenda e tinha problemas com a bebida. Tinha a doença chamada “alcoolismo”. De cada cem pessoas que ingerem bebidas alcoólicas, cerca de catorze não controlam a quantidade ingerida e bebem até cair. Para estes a solução é a abstinência total de álcool. Cerca de 10% da população mundial sofre de alcoolismo.</p>
<p>O pai de Maria piorou na bebida, agredindo filhos e esposa e um dia declarou que sua mulher teria ir embora. Maria o odiava e referia-se a ele como “bêbado malvado”. Ela ía para um canto da casa nos seus 8 anos de idade, tremendo de medo ao ver seu pai chutando os irmãos e gritando com a mãe dela. Quando ele berrou que a esposa sairia de casa, as crianças se agarraram na saia dela, suplicando para não ir. Ela saiu, ameaçada pela violência do marido.</p>
<p>Algumas crianças foram morar com parentes e Maria ficou com o pai, crescendo cheia de amargura e ódio por ele pelo que ele havia feito com a família. Com 20 anos de idade casou-se e ficou anos sem notícias dele. Um dia ele apareceu procurando por ela. Ele estava mudado. Havia recebido ajuda emocional e espiritual e procurava cada filho buscando reconciliação. Maria havia jurado que não falaria com ele. Não usava mais a palavra “pai”, referindo-se a ele como “aquele cara”. Ela não queria reconciliação. Queria distância dele. Havia tomado a decisão de não ser igual a ele no lidar com os filhos. Ela tinha três filhos agora. Só que lidava com eles de uma maneira ditatorial, agredindo-os com palavras duras, tão dolorosas quanto às de seu pai no passado. Ela não percebia isto. Ou não queria perceber. Nunca perdoava, nunca pedia perdão. Implicava com Teresa, sua filha do meio, gerando nela revolta e rebeldia.</p>
<p>Na adolescência Teresa se envolveu com drogas e a mãe a expulsou de casa. Alguns filhos do meio têm problemas emocionais complicados porque o mais velho recebe afeto especial por ser o primeiro e o mais novo por ser o caçula. O do meio fica meio perdido. Após um casamento complicado com um dependente químico, Teresa teve José que ao chegar na adolescência não aguentava mais as implicâncias da mãe porque ele usava cabelo comprido, óculos escuros o tempo todo e não comia carne. E ela que tinha sido hippie! Ela não controlava sua irritabilidade exagerada e detonava com o jovem filho adolescente.</p>
<p>Aos 18 anos José se juntou com uma mulher mais velha que ele 10 anos. Está na moda isto? É sintoma de algo? Estão copiando alguma novela? Se separou dela oito meses depois, dizendo que ela implicava demais com ele. Igual à mãe dele? É possível casar com alguém bem diferente do pai ou mãe em termos de personalidade? No segundo relacionamento de José, sua mulher sofria porque, dizia ela, ele ficava facilmente irritado e a destratava com palavras duras, embora não a agredisse fisicamente como o avô fazia com os filhos e a esposa. A repetição do comportamento entre gerações nem sempre ocorre igualzinho.</p>
<p>O pai de Maria, Maria mesmo, sua filha Teresa, o filho José, cada geração repetindo o mesmo comportamento emocional, com diferenças, mas o mesmo problema central: amargura, rispidez, abuso verbal. Parece um defeito no DNA passado geneticamente. Mas felizmente a genética não explica tudo. Ela não determina inevitavelmente nosso comportamento. Existe o aprendizado, a escolha, a capacidade de raciocínio, o livre arbítrio e é isto o que pode levar à neutralizar as tendências hereditárias genéticas para doenças do comportamento.</p>
<p>Repetimos a história do passado? Sim e não. Sim, pelo poder da influência genética e cópia do modelo observado durante a infância dos adultos com quem a criança viveu. Não, porque a genética não obriga indivíduos a, inevitavelmente, repetir os mesmos comportamentos. Se assim fosse, por exemplo, todo filho de alcoólico teria que ser alcoólico. Embora, é verdade, a ciência comprovou que filhos de pais com alguma compulsão têm maiores chances de desenvolverem compulsão comparados com filhos de pais sem compulsão.</p>
<p>Evitar repetir a história ruim do passado requer (1)lembrar dela ao invés de fugir da mesma como se nada de ruim tivesse ocorrido; (2)observar com sinceridade e honestidade o próprio comportamento para ver se e como ocorre a repetição de atitudes desagradáveis que você jurava que nunca teria; (3)ao perceber seu comportamento destrutivo herdado e cultivado, decidir lutar para mudá-lo por ver que ele está destruindo relacionamentos, e (4)agir, fazer, atuar, treinar conscientemente o novo comportamento saudável. Você muda quando você muda. As pessoas ao nosso redor (filhos, marido, esposa, esposo, etc.) não têm culpa dos problemas de nosso passado. Não temos o direito de infernizar a vida delas por causa de nossas neuroses. Tem jeito. O pai de Maria teve jeito.</p>
<p>(Os nomes citados aqui são fictícios.)</p>
<p>Dr.Cesar Vasconcelos<br />
www.portalnatural.com.br</p>
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